terça-feira, 29 de setembro de 2015

Traição ao Brasil - um adendo amazônido


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Roberto Santhiago

Dizem que a Amazônia é o “pulmão do mundo”. Será verdade??? Ah, dizem tanta coisa... mas pouco fazem! Quem divulga esta falácia presta um desserviço ao Brasil. Ao apregoar que a floresta amazônica, pelo processo da fotossíntese, produz a maior quantidade de oxigênio para o planeta, demonstra pouco ou nenhum conhecimento científico, pois a Ciência prova que apenas os vegetais em fase de crescimento devolvem à natureza maior quantidade de oxigênio do que consomem. Em florestas, como a amazônica, onde predominam espécies vegetais adultas, a produção diurna de oxigênio é praticamente toda consumida no período noturno. A Ciência também mostra que a fotossíntese doplâncton, nos oceanos, é a principal fonte do oxigênio para manter a vida na Terra, e, por paradoxal, as águas oceânicas seguem cada vez mais agredidas pelas multinacionais petrolíferas, sem que ninguém lhes cobre. Por outro lado, o amazônida jamais pretendeu destruir a floresta para utilizar o solo amazônico para cultivares nem para a exploração da madeira ou outros recursos florestais... se assim o fizesse hoje nenhuma árvore estaria de pé!

Uma outra afirmação corrente é que as “queimadas” na Amazônia têm aumentado a sua contribuição para o tamanho do “buraco” na camada de ozônio da atmosfera, e estimulado o tal “efeito estufa” no planeta. Mais uma falácia contra o Brasil e especialmente contra a (ainda) nossa “Jóia de Esmeralda”, a Amazônia brasileira.

O tal “buraco” na camada de ozônio, que tanto preocupa os cientistas, realmente, tem no gás carbônico uma de suas causas, porém sabe-se que não é a única... e também sabe-se que o Brasil não é o maior “produtor” deste gás. Os maiores geradores de gás carbônico são os países mais industrializados... mas querem impingir sobre o Brasil a pecha de “grande destruidor do planeta”, e isto o fazem lançando sobre a Amazônia a culpa pelo dolo. Há uma interrogação “em aberto”, que o Dr. Barak Obama bem que poderia responder (já que Mr. Bush jamais o fez com propriedade): Porque os EEUU não assinaram o Protocolo de Kyoto??? Lembre-se que, se continuarem a agredir o planeta com a intensidade que ainda fazem, os danos se tornarão irreversíveis!

Não se contesta que as “queimadas” são uma agressão à natureza, pois afetam, principalmente, a flora e a fauna da região. Assim, esta prática vem sendo sistematicamente desestimulada por campanhas educativas, e combatida por fiscalização intensiva. Estas preocupações são válidas, porém não me parece justo que o povo amazônico sofra condenação pelas agressões bem maiores feitas por outros países ao meio ambiente.

Na verdade, se considerarmos todas as possíveis fontes de poluição pelo gás carbônico produzidas no Brasil, veremos que o nosso País só é responsável por pouco mais de dois por cento do total produzido no mundo, portanto, não é o “vilão da hora”, pois, as nações mais desenvolvidas, localizadas no hemisfério norte, produzem aproximadamente noventa e cinco por cento do gás carbônico que atormenta a natureza.

Outra patranha que estão tentando nos “rotular”, é que as populações indígenas devem ter direito a autodeterminação. Antes de tudo, se impõe afirmar que, bem antes do final do século XIX, quando ainda não se usava a expressão “Direitos Humanos”, os nossos índios passaram a ser protegidos por leis e instituições governamentais, e isto graças ao trabalho profícuo de um grande brasileiro, o Marechal Cândido Rondon, que, ao estabelecer linhas telegráficas aos mais distantes rincões amazônicos, fez diversos contatos com tribos indígenas antes desconhecidas. Desde aquele tempo as nossas Forças Armadas, ao invés de promover guerras de extermínio, como o fizeram Inglaterra, França e EEUU com os seus indígenas, procedem a um trabalho de aproximação e proteção aos índios, seguindo à risca o belo lema do velho Marechal: “Morrer, se preciso for, matar, NUNCA!”.

Devemos assegurar aos nossos índios a oportunidade de sair do atraso social e tecnológico que se encontram, para que possam desfrutar das mesmas oportunidades dadas aos ditos “civilizados” (apesar de que muitos destes não mereçam tal classificação... tantos crimes cometem) nas vilas e cidades. Inúmeros indígenas estudam bastante e se integram perfeitamente à sociedade brasileira, havendo até alguns com mandatos eletivos, lutando pelos interesses de suas tribos.

É importante observar que as populações das “reservas indígenas”, pelo seu atual nível de desenvolvimento social idêntico aquele em que se encontravam nos séculos passados quando foram colonizados pelos europeus, ainda hoje não apresentam condições de discernimento que os capacite vir a constituir um Estado, um país inserido na conjuntura mundial. Por isso, as nossas tribos indígenas devem permanecer sob tutela do Brasil.

É um crime que se queiram obrigar as populações índias a manterem-se isoladas em suas “reservas”... para serem “estudadas” pelos “antropólogos” das ONG’s internacionais, como verdadeiros “zoológicos humanos”... sem acesso aos bens, à educação e aos serviços (principalmente os de saúde), que lhes pode oferecer a civilização. Este isolamento é o que preconizam as ONG’s, e serve para disfarçar suas verdadeiras intenções de cobiça sobre a (ainda) nossa Amazônia.

Mais uma farsa que me ocorre citar, sobre as patranhas professadas sobre a Região Amazônica, é a tão decantada “Nação Yanomami”. Estes indígenas habitam nas fronteiras Norte do Brasil e também na Venezuela. Para as ONG’s internacionais, voltadas para os “direitos indígenas”, os Yanomamis devem ser “protegidos” das “agressões” dos brasileiros e dos venezuelanos, e também devem ser atendidos na sua “intenção” de se tornarem independentes... como se os Yanomamis verdadeiramente estivessem questionando isso.

Tais afirmações das ONG’s e de alguns ativistas podem ser contestadas pelo esclarecimento de que tais idéias apenas podem ser difundidas por pessoas mal intencionadas ou por quem é ignorante total sobre os Yanomamis, que são uma população com mais ou menos quinze mil indivíduos, a maior parte habitando no Brasil, permanecendo os demais na vizinha Venezuela. Vivem em pequenos grupos isolados e são culturalmente muito atrasados, sem nenhum tipo de organização social para que consigam união de, pelo menos, parte das tribos.

São protegidos por órgãos governamentais, que lhes garantem segurança e a posse de suas terras, que do lado brasileiro são quase noventa mil quilômetros quadrados, ficando outros oitenta do lado venezuelano.

Os Yanomamis, como tantos outros indígenas amazônicos, não têm linguagem escrita e nem conhecem a roda, portanto, como é possível afirmarem que sejam uma  “Nação”, se tal conceito só se aplica a povo que, além dos costumes e tradições, adota algum tipo de organização social, com inspirações e objetivos comuns? Como podem as ONG’s e alguns governos de países hegemônicos pretenderem que os Yanomamis venham a se tornar independentes, isto é, constituir uma nação, um país? Como intentar a sua autodeterminação? É, ou não é, mais uma patranha contra a Amazônia... contra o Brasil???

Uma última pantomima que formulam é que as nações desenvolvidas e as ONG’s internacionais (a serviço dos seus governos) desejam preservar a Amazônia, evitando a destruição da sua natureza pelos governos e pelos povos que a habitam. Esta “é de matar a pau”, pois a história daquelas nações (nórdicas), não lhes dá cabedal moral para julgar assuntos de ecologia e de direitos de minorias.

Isto porque seu desenvolvimento industrial só foi alcançado pela sistemática destruição de sua flora e fauna, incluindo as de suas longínquas colônias. Outros motivos que não lhes credencia são porque em suas colônias nunca respeitaram os direitos dos nativos, tendo praticado inúmeras guerras de extermínio, e, hoje em dia, os indivíduos colonizados que escaparam e migraram para as suas megalópoles sofrem intensa discriminação.

O Brasil atual tem uma das mais avançadas legislações sobre ecologia e direitos indígenas, e destina bastantes recursos governamentais para a manutenção de órgãos fiscalizadores, para a aplicação das leis e proteção aos índios. A única verdade, entre tantas patranhas disseminadas aos “quatro ventos”, é que a Amazônia tem gigantescas reservas naturais, mais valiosas que a madeira, a caça, a pesca e outros recursos que oferece. Nossas reservas minerais, por exemplo, podem ser exploradas de forma sustentada e sem irreversíveis agressões ao ambiente, o que nos pode assegurar recursos para total pagamento de qualquer dívida que o País tenha ou venha a contrair, e isso por certo não é desejável pelos nossos credores. Minas de ouro, manganês, ferro, cassiterita, alumina, cobre, etc... que se encontram em franca produção no meu Pará, em Roraima, em Rondônia ou no Amapá, ainda são pequenas em comparação com o que ainda pode ser revelado nas terras reservadas aos Yanomamis, em ouro, diamantes e minerais estratégicos, como o nióbio, este tão necessário às nações ditas “desenvolvidas”, ou em gás e petróleo, como no Estado do Amazonas.

E ainda não nos referimos à biodiversidade amazônica, na qual repousam intocadas as chaves do conhecimento científico, que nos levará a contribuir para a cura de doenças ainda hoje incuráveis. Isto, sim, é o maior nicho de interesse mundial, muito bem protegido por multimilionárias indústrias internacionais de medicamentos, que constituem um cartel mundial, tornando-se autênticas “senhoras da saúde e da vida” dos povos menos desenvolvidos.

Por tudo isso, dá para concluir o porquê do interesse de países hegemônicos e suas ONG’s, que insistem para que a nossa “Jóia de Esmeralda” deva ser “preservada”, ao arrepio dos interesses brasileiro, por apenas três motivos: para ser desfrutada por eles mesmos... ao terem esgotados os seus recursos naturais próprios... para que não desequilibre o mercado internacional de diversos produtos... o que traria grandes perdas para os seus monopólios... e para bloquear que outra nação, como o Brasil, possa se desenvolver pujantemente, compartilhando com eles a hegemonia do mundo.

Agora, com um abraço, e pedindo desculpas a quem não concordar comigo na nesta minha defesa intransigente da (ainda) nossa Amazônia, faço ecoar o meu:

ACOOOOOOOORDAAAAAAAAA BRAAAAAAASIIIIIIILLLLLLLL!!!


Roberto Santhiago é Amazônida.

6 comentários:

Loumari disse...

Este burrico aqui por que não fala sobre o estado dos rios que são depósitos de lixo, esgotos a céu aberto, oceano de cadáveres?
Por que este burrico não aborda o sujeito sobre as condições de higiene das cidades brasileiras?
E este burrico tem testamento de seu pai onde consta que a Amazónia é propriedade de seu pai. Quem é o filho da puta que pode atestar que a floresta amazónica foi criada por seu pai e que aquilo ai é sua herança pessoal???
E se os vossos rios são cagaceiros e as vossas cidades cemitérios a céu aberto, isto é culpa da França, USA? o que escreveu essa diarreia aqui comparado ao burro, o burro consegue ser um verdadeiro génio. Porque este tipo o que traz no crânio é pura diarreia daquela causada pela disenteria.

Anônimo disse...

Sim, os estrangeiros querem que fiquemos virgem com nossa natureza para poder vir aqui desfrutar e quando bem quiserem retornar ao seu pais civilizado, isso é muito comodo!
Mas cuidado para não ficarmos igual a eles, lanço um alerta, que pouco se fala, a aposentadoria rural para quem nunca contribui e o programa luz para todos nos rincões mais isolados do brasil, trouxe luz, capitalismo, motores de popa nos rios, onde antes só havia canoas, e isso já tem um preço na questão ambiental hoje e o impacto disso não foi debatido, por quem apenas se preocupa com o retorno eleitoreiro!!

Anônimo disse...

Indígenas de cabelo crespo não são indígenas, no máximo são mestiços (cafusos = mistura de preto e índio); logo, não são "tribos" que precisam ser preservadas em determinada área, pois, como mestiços, fazem parte da totalidade da população brasileira que não tem direito de reivindicar uma parte específica do território brasileiro por ancestralidade.

Anônimo disse...

Quem é essa loumari para falar assim com um brasileiro. Que estamos na merda literalmente pode ser, mas que direito tem de ofender o Brasil? Cuide de seu país. O articulista tem toda a razão. O Brasil está sendo retalhado entre "nações" indigenas. Não são nações são povos incivilizados que devem ser trazidos para a civilização e participar do progresso trazido pelos povos que imigraram para essas terras, como o seu, o meu e outros tantos, formando uma nação pruricultural que carrega em seus ombros com muita honra essa missão de evangelizar e fazer progredir esses povos nativos, assim como fizeram os seus antepassados!

Loumari disse...

Quem é essa Loumari? Loumari é uma pessoa que não mastiga as palavras e tão-pouco tempera a verdade.
E adiciono mais detalhes ao meu precedente comentário: o povo do Brasil são gentes que onde bebem água e lá onde eles também cagam.
Em vez de estarem aqui a ladrarem como vulgais cachorros porque não se empenham em actividades produtivas como limpar e descontaminarem os vossos rios, e limparem as vossas cidades dos cadáveres que jazem pelas ruas?
Estão a espera de que os Franceses ou os Americanos vejam fazer isso tudo para depois, uma vez tudo limpo e descontaminado chamarem os estrangeiros de colonizadores?
Este povo do Brasil é mesmo uma VERGONHA!

Anônimo disse...

Somente para "Loumari":

"Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?

Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.
(Mateus 18:21,22)"

Loumari, Obrigado pelo que escreveu a meu respeito. Perdão se lhe incomodei tanto! Não tenho a honra de conhecê-lo(a), porém, este meu comentário, simbolizado pelos dois versículos da Bíblia, é exclusivo para você. Seja sempre muito feliz, e esteja, sempre, na Paz do Senhor!

Aceite um fraterno abraço.

Roberto Santhiago