quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Dia do Professor


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Célio Pezza

Em 15 de outubro de 1827, D. Pedro I, Imperador do Brasil, baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil e dizia que todas as cidades deveriam ter escolas com esse tipo de ensino.

Este decreto também falava sobre as matérias básicas, sobre como os professores deveriam ser remunerados e sua importância para o desenvolvimento do país. Se esse decreto tivesse sido cumprido na sua essência até os dias atuais, o professor seria muito mais valorizado, respeitado e ser um professor seria um grande motivo de orgulho, como deveria ser.

Enfim, gostaria de fazer uma homenagem a todos os professores e escolhi uma historinha bem humorada, de um autor desconhecido, que mostra como seria o Sermão da Montanha, em uma versão brasileira bem atual.

Naquele tempo, Jesus subiu a um monte seguido pela multidão e pediu aos seus discípulos que se aproximassem. Ele os preparava para serem os futuros educadores, capazes de transmitir a Boa Nova a todos os homens. Tomando a palavra, disse-lhes:

Em verdade, vos digo: Felizes os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Felizes os misericordiosos, porque eles...

Pedro o interrompeu: Mestre, vamos ter que saber isso de cor?

André perguntou: é para copiar?

Felipe lamentou: Esqueci meu papiro!

Bartolomeu quis saber: Vai cair na prova?

João levantou a mão: Posso ir ao banheiro?

Judas Iscariotes resmungou: O que a gente vai ganhar com isso?

Judas Tadeu defendeu-se: Foi o outro Judas que perguntou.

Tomé questionou: Tem uma fórmula para provar que isso está certo?

Tiago Maior indagou: Vai valer nota?

Tiago Menor reclamou: Não ouvi nada, com esse grandão na minha frente.

Simão Zelote gritou nervoso: Mas porque não dá logo a resposta e pronto?

Mateus queixou-se: Eu não entendi nada! Ninguém entendeu nada!

Um dos fariseus, que nunca tinha ensinado nada a ninguém, perguntou a Jesus: Isso é uma aula? Onde está seu plano de curso e a avaliação diagnóstica?  Quais são os objetivos gerais e específicos?

Pilatos, sentado lá no fundão, disse a Jesus: Exijo a aprovação da maioria da turma, para que os índices de aprovação comprovem os resultados de nosso ensino de qualidade.

E foi nesse momento que Jesus disse: Pai, por que me abandonastes?


Célio Pezza é colunista, escritor e autor de diversos livros, entre eles: As Sete Portas, Ariane, A Palavra Perdida e o seu mais recente A Tumba do Apóstolo. Saiba mais em www.facebook.com/celio.pezza

7 comentários:

Loumari disse...

*MANIFESTO DE OBAMA PARA OS ALUNOS*

* *
*Leiam e guardem esta lição*

Publicado em 09 de Setembro de 2009

O Presidente falou, na semana passada, aos alunos da América

Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que
entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o
primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco
nervosos. Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem
que já só lhes falta um ano. Mas, estejam em que ano estiver, muitos devem
ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até
mais tarde na cama.

Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha família viveu alguns
anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a
escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela
decidiu dar-me, ela própria, umas lições extras, de segunda a sexta-feira,
às 4h30 da manhã.

A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci
muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha
mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu
malandro..."

Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao
regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a
discutir convosco. Quero falar convosco da vossa educação e daquilo que
esperamos de vós neste novo ano escolar.

Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade.
Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos
fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais
de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os
trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a
Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões
elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar
as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades
que merecem.

No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem
as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não
assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não
prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos
e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem
sucedidos.

Loumari disse...

E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada
um de vocês pela sua própria educação.

Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma
coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa
oportunidade que a educação vos proporciona.

Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons
para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o
trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas
inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o próximo iPhone ou um
novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências
podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser presidentes da câmara ou
senadores, ou ainda juízes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos
debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.

No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos
que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores
ou polícias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares?
Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a
escola e esperar arranjar um bom emprego. Têm de trabalhar, estudar,
aprender para isso.

E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante.
O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos
que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora vai
decidir se enquanto país estaremos à altura dos desafios do futuro.

Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e
desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e
a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o
ambiente. Vão precisar da penetração e do sentido crítico que se desenvolvem
na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e
sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso
país mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que
se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem
novos empregos e desenvolvam a economia.

Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e
intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se
não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão
a abandonar, é ao vosso país.

Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de
que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se
concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. O meu
pai deixou a nossa família quando eu tinha dois anos e eu fui criado só pela
minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre
nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes
pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão
que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos
estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.

Loumari disse...

Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a
faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a
nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha.
Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam
muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores
escolas do nosso país.

Alguns de vocês podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas
vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe
se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num
bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que
vocês sabem que não estão bem.

Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o
sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa família - não
são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal.
Não são desculpas para responderem mal aos vossos professores, para faltarem
às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpas para não
estudarem.

A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que serão no
futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos,
somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso
futuro.

E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o país. Jovens
como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não
falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse
andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela
estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a
Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.

Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos
três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos
tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso
teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais – do que os outros. No
entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.

E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois.
Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros
mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou
um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a
escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.

Loumari disse...

A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram
dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a
responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos.
E eu espero que vocês façam o mesmo.
É por isso que hoje me dirijo a cada um de vocês para que estabeleça os seus
próprios objectivos para os seus estudos, e para que faça tudo o que for
preciso para os alcançar. O vosso objectivo pode ser apenas fazer os
trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas
páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade
extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez
decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quem são
ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as
crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que
decidam cuidar de vocês mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que
espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem
doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono
e neste Inverno.

Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem
duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos
ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para
o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de “reality
shows” -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o
sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos
os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a
curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à
primeira.

No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do
mundo são as que sofreram mais fracassos. O primeiro livro do Harry Potter,
de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael
Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de
jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto,
uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso
que fui bem-sucedido."

Loumari disse...

Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não
podemos deixar que os nossos fracassos nos definam - temos de permitir que
eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que
devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos
metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de
fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má
nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.

Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não
entramos para a primeira equipa da universidade a primeira vez que
praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas a primeira vez que
cantamos uma canção. Temos de praticar. O mesmo acontece com o trabalho da
escola. É possível que tenham de fazer um problema de Matemática várias
vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de
fazer um esquema várias vezes antes de poderem entregá-lo.

Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando
precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza,
é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e
de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um
avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude.

E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem
desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca
desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso país
que estão a desistir.

A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas
se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que
se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu país para não darem o seu
melhor.

É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e
fizeram uma revolução e fundaram este país. É a dos estudantes que estavam
onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma
guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a
dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google,
o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os
outros.

Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendeis fazer.
Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem
fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui
falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso país?

As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que
podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para
responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as
vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os
computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que
trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que
fizerem. Espero grandes coisas de todos vós. Não nos desapontem. Não
desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em
vocês.
Tenho a certeza de que sereis capazes.

Loumari disse...

Muito Interessante

Um jovem de nível académico excelente, candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa.
Passou a primeira entrevista e o director fez a última entrevista e tomou a última decisão.
O director descobriu através do currículo que as suas realizações académicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado.
O director perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?" o jovem respondeu, "nenhuma"
O director perguntou, "Foi o teu pai que pagou as tuas propinas?" o jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas propinas."
O director perguntou, "Onde trabalha a tua mãe?" e o jovem respondeu, "A minha mãe lava roupa."
O director pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.
O director perguntou, "Alguma vez ajudaste a tua mãe a lavar as roupas?", o jovem respondeu, "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu."
O director disse, "Eu tenho um pedido. Hoje, quando voltares, vais e limpas as mãos da tua mãe, e depois vens ver-me amanhã de manhã."
O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou a casa, pediu feliz à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho.
O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas, e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpas com água.
Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as propinas. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência académica e o seu futuro.
Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe.
Nessa noite, mae e filho falaram por um longo tempo.
Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do director.
O director percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou, "Diz-me, o que fizeste e aprendeste ontem em tua casa?"
O jovem respondeu, "Eu limpei as mãos da minha mãe, e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram."
O director pediu, "Por favor diz-me o que sentiste."
O jovem disse "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar."
O director disse, "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas, e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objectivo na vida. Estás contratado."
Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipa. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.

Loumari disse...

Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis, vai desenvolver-se mentalmente e vai sempre colocar-se em primeiro. Vai ignorar os esforços dos seus pais, e quando começar a trabalhar, vai assumir que toda a gente o deve ouvir e quando se tornar gerente, nunca vai saber o sofrimento dos seus empregados e vais sempre culpar os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um bocado, mas eventualmente não vão sentir a sensação de objectivo atingido. Vão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais. Se somos este tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho?

Pode deixar o seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande plasma. Mas quando cortar a relva, por favor deixe-o experimentar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer amar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, um dia ele vai envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.