domingo, 4 de outubro de 2015

Lufada de impunidade


Petelêndia odiou fala do decano Celso de Mello

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

Em vídeo divulgado, o Ministro do STF Celso de Mello, num pronunciamento dramático, no qual aponta o ambiente de corrupção criado e desenvolvido durante os governos petistas, defende o expediente da delação premiada como recurso para que seja permitido "penetrar nas entranhas desse grupo que buscou apoderar-se do aparelho de estado para cometer atos iníquos e de criminalidade organizada, promovendo um assalto imoral, inaceitável e criminoso ao erário", conforme suas próprias palavras.

Em que pese o prestígio do nobre magistrado, é bom que a sociedade não esqueça de sua participação decisiva na aprovação, como sexto e último voto, após empate de cinco, do cabimento dos chamados embargos infringentes, aplicáveis no julgamento dos acusados no processo do mensalão, o que propiciou a vários deles interpor recurso sobre as sentenças, resultando, em alguns casos, na recuperação da liberdade, após somente alguns meses de reclusão. 

Assim, mesmo com a verve emocionada do Ministro ao longo do vídeo, constituirá erro grave de um leigo em leis, considerá-lo um dos arquitetos da lufada de impunidade que, ao favorecer vários corruptos comprovados, contribui exatamente para a formação do macabro quadro apontado na sua fala? 


Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

3 comentários:

Loumari disse...

O que eles estão a promover como solução para prender os iníquos, é nada mais, nada menos uma manobra geniosamente orquestrada, uma astúcia, para simplesmente diminuir as elevadas penas de prisão que riscam os companheiros.
Uma delação seja de que ordem, se não é apoiada com provas materiais que possam confundirem o denunciado, este exercício não tem nenhum valor jurídico. E o pior que pode ocorrer, é o denunciado se virar contra o judiciário e processa-lo por incompetência e todos terminarem exonerados de suas funções e provavelmente serem os juízes e procuradores condenados a prisões acusados de difamação e prejuízo moral. E no prejuízo moral as sentenças sempre resultam ser condenas a indemnização onde o prejudicado é favorecido com indemnizações que se estimam a somas faraónicas. E quando o judiciário é condenado quem paga é o contribuinte. Assim que mais impostos para tirar de lá o dinheiro a que poderão dar ao Lula e companhia. E os que entraram no jogo de delação premiada, estes estarão já fora e soltos da silva.
O vosso judiciário está a vos tomar por verdadeiros idiotas.
A justiça brasileira é um sistema já totalmente e definitivamente OBSOLETO.

Anônimo disse...

Prezado croista,
Tem uma estorinha, de que um eminente e respeitado jurista percebeu uma cobra venenosa a poucos centímetros de seu netinho de oito meses, que dormia placidamente sob seus cuidades, aproximando-se para dar o bote fatal.
Dizem que, em vez de se interpor entre o bicho peçonhento e o bebê indefeso, o ministro preferiu defender o constitucional direito de ir e vir da serpente, lavando suas honradas mãos quanto ao que poderia acontecer.
Não deu outra.
A serpente quadrilheira picou a criança, e o eminente jurista perdeu seu neto, para suprema angústia e federal sofrimento dos pais.
Quel dommage!!

Anônimo disse...

Prezado CRONISTA!
Desculpe nossa falha, às 12:04.