terça-feira, 10 de novembro de 2015

Burrice não tem cura


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Uma operadora telefônica que está mais morta que viva, tem algum idiota infiltrado pela concorrência, em sua alta administração.

A crise atual aumentou a inadimplência dos usuários.

A lei permite que após alguns dias haja interrupção total ou parcial dos serviços.

O que não é justo é a empresa bombardear o cliente moroso com inúmeras chamadas gravadas, em tom descortês e ameaçador.

Pior é quando são feitas em fins de semana quando os bancos estão fechados. Um conhecido recebeu oito chamadas desde a manhã de sábado até às 22:00 horas de domingo.

Aliás alguns bancos se negam a receber contas no caixa. Querem obrigar o cidadão a aderir ao débito automático para ter acesso à privacidade dos clientes. Tudo para alimentar o negócio do Bigdata.

O povo acordou. Pelo agravamento da situação financeira, paga apenas os gastos com alimentação e transporte ao trabalho.

Os débitos com o desgoverno ficam postergados até um futuro “ajuste” de contas. A única chantagem a que se submete é a da conta de luz.

Um dia enfiará a bandeira vermelha nas entranhas do partido canalha que a gerou.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

4 comentários:

Loumari disse...

No Teu Colo

No teu colo cabem todos os meus medos.
E se Deus existir, é a calma do teus ombros, o sossego divino que vai do teu pescoço ao teu peito. E eu ali, tão pequeno que nem meço os centímetros que tenho, e ainda assim tão grande que nem o céu teria espaço para me guardar assim. Somos criaturas para além do mundo, pares únicos de uma viagem que nem o final dos corpos conseguirá parar.
Até o pior da vida se acalma quando estou nos teus olhos.
Há pessoas más, mãe. Pessoas que não imaginam o que é resistir por dentro deste corpo, por trás destes ossos, sob os escombros de uma idade por descobrir. Há pessoas que não sabem que sou uma criança com medo como todas as crianças (uma pessoa com medo como todas as pessoas: os adultos também têm medo, não têm, mãe?, toda a gente tem medo, não tem, mãe?), e ontem um adulto disse-me para crescer e aparecer, e uma criança menos criança do que eu agarrou-me pelos cabelos e atirou-me ao chão, a escola toda a olhar e a rir, e o adulto a dizer «cresce e aparece» e a criança a dizer «toma lá que é para aprenderes».
Ninguém sabe o tamanho de uma criança.
E doeu tanto, mãe. A escola toda a rir-se dos meus cabelos com sangue, das palavras cada vez piores («a ver se este filho da puta aprende de uma vez por todas a não ser diferente dos outros todos»), e naquele momento eu percebi, percebi que afinal toda a estupidez tem a mesma idade, todos os homens e todas as mulheres agem da mesma maneira por mais que os corpos cresçam ou deixem de crescer; chama-se escola ao lugar para onde vou todos os dias, mas bem que se podia chamar mundo – porque é lá que toda a sociedade existe por dentro como existe por fora, num coro obediente a uma multidão domesticada.
Nenhuma pessoa sabe o que é a liberdade.
E depois vieste tu, mãe. Tu e o teu olhar, as tuas palavras («amo-te, meu amor; amo-te e ninguém vai mudar isso»), o teu colo (já te disse que no teu colo nem o diabo consegue entrar?), e parece que todo o meu corpo se ergue, toda a minha vida está pronta para mais um adulto mau, para mais uma criança má. Chegas tu e os teus olhos e o teu colo e amanhã é um novo dia. Tudo na vida se resume a acreditar que amanhã é um novo dia.
Se Deus existir chama-se Tu.

"Pedro Chagas Freitas, in 'Prometo Falhar'
Portugal n. 25 Set 1979
Escritor



"Vocês se riem de mim por eu ser diferente, e eu rio de vocês por serem todos iguais." (Bob Marley)

Loumari disse...

A Moral não é um Assunto Divino

Dificilmente se encontrará um espírito científico, profundamente mergulhado na ciência, que não se caracterize por uma religiosidade invulgar. Essa religiosidade distingue-se, no entanto, da religiosidade do homem simples. Para este, Deus é um ser cuja solicitude se espera, cujo castigo se teme — um sentimento sublimado, como o que existe nas relações entre filho e pai — um ser, com o qual se mantém uma certa familiaridade, mesmo respeitosa que seja.
O investigador, contudo, está imbuído do sentimento da causalidade de tudo o que acontece. O futuro não é, para ele, menos necessário e determinado que o passado. A moral não é um assunto divino mas sim puramente humano. A sua religiosidade reside no êxtase perante a harmonia das leis que regem a natureza, na qual se manifesta uma razão tão superior que em comparação com ela todas as ideias criadoras do homem e as suas disposições, são apenas um lampejo insignificante. Este sentimento é o princípio condutor (Leitmotiv) da sua vida e dos seus esforços, adentro dos limites em que o homem pode elevar-se acima da escravidão imposta pelos seus desejos egoístas. E tal sentimento é, sem dúvida, muito próximo do que, através todos os tempos, animou os espíritos criadores no domínio da religião.

"Albert Einstein, in 'Como Vejo o Mundo'
Alemanha 14 Mar 1879 // 18 Abr 1955
Físico, Teoria da Relatividade



A única e autêntica liberdade do ser humano é a do espírito, de um espírito não contaminado por crenças irracionais e por superstições talvez poéticas em algum caso, mas que deformam a percepção da realidade e deveriam ofender a razão mais elementar.
(José Saramago)

Loumari disse...

Deus manifesta-se, mas nunca directamente, sempre e só indirectamente. Jamais alguém viu ou falou directamente com Deus. Por isso, os livros sagrados não são um ditado divino - são Palavra de Deus em palavras humanas. Quer os seus autores quer os seus leitores escreveram e leram com uma pré-compreensão, isto é, no quadro de pressupostos históricos e culturais, interesses e expectativas. Portanto, a sua leitura nunca pode ser literal, pois implica sempre uma interpretação.
(Anselmo Borges)


Na situação actual, não foi apenas a «transcendência religiosa» que perdeu vigor, também a «transcendência política» está em crise. Por isso, as sociedades liberais vêem-se a braços com a dificuldade de fundamentação dos valores e estabelecer vínculos de cidadania. Nesta linha, não faltam pensadores que fazem apelo à religião no seu papel espiritual, ético, cultural. Respeitando as autonomias individuais e o pluralismo democrático, as religiões podem dar um contributo positivo com os seus recursos simbólicos.
(Anselmo Borges)

Loumari disse...

O bem atrai o bem. Pensar o bem cria condições à intuição apropriada. Falar no bem desenvolve o ambiente propício. Actuar por bem induz a resolução dos problemas. Assim se fortalece a autoconfiança; assim se estabelece o ciclo virtuoso de fazer bem e à primeira.
(Luís Portela)



A ciência sem a religião é coxa, a religião sem a ciência é cega.
(Albert Einstein)


Deus é a lei e o legislador do Universo.
(Albert Einstein)



Feliz aquele que atravessou a vida ajudando o seu semelhante, que não conheceu o medo e se manteve alheio à agressividade e ao ressentimento! É dessa madeira que são esculpidas as figuras ideais, que consolam a Humanidade nas situações de sofrimento que ela própria criou.
(Albert Eistein)



É reduzido o número daqueles que vêem com os seus próprios olhos e sentem com o próprio coração. Mas da sua força dependerá que os homens tendam ou não a cair no estado amorfo para onde parece caminhar hoje uma multidão cega.
(Albert Einstein)