segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Climantério


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Em clima de fim de festa, a Anta não se manifesta.

Teme uma falseta até do boi da cara preta.

Se a coisa está por um triz, é melhor esperá-la em Paris.

“O clima que se lixe, eu quero escapar do empixe.”

No estande de tiro, estão até os a quem não refiro. O que pensa que está a salvo, será o próximo alvo.

Entre a turma de segunda (alguns levarão o pé na rima) e entre os de segunda na turma, já há quem não durma.

Limpeza geral é fruto do que amar a todos quer (amar all) aos que viviam de engodos.

O moço da Tijuca está numa de bico sinuca.

Por mais que a mídia veja, o chefão da cerveja quer que tudo fique como está.

Encontro do molusco brusco com o efecêgagá, pra tentar as coisas “remendá”.

Tudo já não tem remédio. Morreremos de susto e não de tédio.

E a turma da inteligência está perdendo a paciência...


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

3 comentários:

Loumari disse...

Pensar Custa

Pensar é a todo momento e a todo custo. Pensar dói, cansa e só traz aborrecimentos. Melhor é não pensar. Mas pensar não é facultativo. Se o cérebro, a mínima parte dele que seja, deixa de estar alerta por um momento, penetram lá, como parasitas difíceis de erradicar, «ideias» vindas da imprensa, do rádio, da televisão, da propaganda geral, dos produtos em série, do consumo degenerado, dos doutores em lei, arte, literatura, ciência, política, sociologia. Essa massa de desinformação, não só inútil como nociva, nos é, aliás, imposta de maneira criminosa nos primeiros anos de nossa vida. E se, algum dia, chegamos a pensar no verdadeiro sentido do termo, todo o restante esforço da existência é para nos livrarmos de uma lamentável herança cultural. Pois, infelizmente, o cérebro humano é um dos poucos órgãos do corpo que não têm uma válvula excretora. E as fezes culturais ficam lá, nos envenenando pelo resto da vida, transformando o mais complexo e mais nobre órgão do corpo numa imensa fossa, imunda e fedorenta. Um lamentável erro da Criação.

"Millôr Fernandes, in "O Livro Vermelho dos Pensamentos de Millôr"
Brasil 16 Ago 1923 // 27 Mar 2012
Escritor/Jornalista/Humorista

Loumari disse...

Pensar contra o nosso tempo é um acto de heroísmo. Mas dizê-lo é um acto de loucura.
(Eugéne Ionesco)



O pensador lança-se à tarefa de desembaraçar o enrolado novelo que o mundo lhe apresenta, mostrando como todo o fio não é mais do que a ligação entre dois extremos, o da eternidade e o do tempo, o da substância e o do acidente, o de Deus e o do homem. E neste trabalho de desenrolar o novelo se lhe vai a vida.
(Agostinho Silva)

Anônimo disse...

Disse o "apóstolo" TIODÉDÉ (Delcídio), em respeito aos que me acompanham,prometo que vou jogar um tremendo "merdelê" no ventilador de todos que me abandonaram. Não vai sobrar pedra sobre pedra, isso eu garanto. Aqui pra nós, a campanha política foi bem abastecida de grana. Arre égua.