sábado, 21 de novembro de 2015

Colapso Brasil


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

Ninguém imaginaria que o Brasil atravessaria uma crise de tantas proporções inenarraveis, com um colapso generalizado em diversos setores, da economia, política e nas esferas institucionais. O legislativo quer judicar, o executivo fazer as vezes do legislativo e o judiciário faz um pouco de cada, dos três poderes, porque vivemos um momento de instabilidade.

O drama da destruição ambiental provocado pela mineradora Samarco é um exemplo que se repete ao longo dos anos no País, cuja impunidade e a marca insaciável da corrupção tudo contamina e contagia. Vivemos  a ilusão de um desgoverno que retira de gerações a esperança de renovações. Continuamos a perder concorrência e competitividade no comércio exterior, e nos limitamos à inflação, perda salarial além do cambio que oscila frequentemente.

O exemplo da vitória de Macri na Argentina poderia energinizar o Brasil a mudar a linha de contatos e mercados estrangeiros. O que acontece em Paris no atentado de 13 de novembro é muito espalhado pelo Brasil. A violência, o número de mortos diariamente no País é incalculavel. A guerra de há muito está implantada no continente latino americano e sem nenhuma dúvida no Brasil.

O colapso que enfrentamos sucede por falta da absoluta inação do poder público, e a atividade empresarial prefere corromper. É mais barato do que se curvar à legislação. Infelizmente nesse País se legisla somente no próprio interesse, falta o conceito do coletivo, difuso e da força de uma sociedade organizada.

Enquanto cada um somente pensar em si, no seu bem estar, continuaremos a construir muros e barreiras que separam a pequena riqueza da grande miséria. Precisamos entender que a construção de uma Nação forte, de uma pátria respeitada, e sociedade esperançosa respalda o interesse de todos, que se autodisciplinam e se policiam para não arranhar os direitos individuais.

Lixo e mais lixo nas praças e avenidas, nas ruas buracos e mais crateras nas calçadas, postes com fiação causando o enfeiamento da cidade limpa, mas sempre há a desculpa que não temos orçamento, numerário para a reforma ou mudar o cenário atual.

E o balanço que nos aproxima do final do ano mostra o mundo mais violento, perigoso e inseguro, a situação da Síria deveria ser debelada com muito esforço das tropas estrangeiras, mas interesses econômicos, geopolíticos, do petróleo, esses ingredientes fizeram com que nascessem pseudolideranças de macrocriminalidade com pesados armamentos que compõem um desfile de luta contra o mundo ocidental.

No caso Brasil o colapso significa uma falta do Estado, uma ausência de política pública e a malversação dos recursos é inaceitável que as entidades não fiscalizem, e o mesmo acontecer com as agencias reguladoras, cada dia mais é pior a qualidade do serviço público. O preço sobe e a qualidade cai invesamente proporcional.

A equação não se muda, a realidade não se transforma e o status quo permanece se a sociedade não exigir, mediante pressão, um contexto de fiscalização, supervisão, e precisamente de respeito ao próximo e aos interesses coletivos de milhões de brasileiros relegados à condição de cidadãos de segunda classe.


Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP com Especialização em Paris, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

2 comentários:

Anônimo disse...

Uma caneta na mão de um desembargador mata muito mais do que um fuzil na mão de um bandido, Há muito venho vendo o judiciário articulando contra a população, já vi desembargador parando a CPI do narcotráfico e a fazendo voltar para traz, soltarem traficantes e bicheiros, lojas de contrabando em centros comerciais sem serem incomodadas, com uma simples assinatura fornecer áreas de domínio publico para as máfias, Não havendo nem um tipo de punição para os bandidos de toga. Em quanto não houver a modificação na lei da magistratura continuarão quando não comandando, totalmente a serviço das máfias, enquanto de propósito ou incompetência os processos em todas esferas, chegam ficar sem respostas por décadas... É preciso a criação urgente de uma policia especializada para esses bandidos...

Anônimo disse...

Verdade amigo. Os bandidos da toga não são presos, apenas são aposentados compulsoriamente como prêmio pelos crimes cometidos, aí vem esse desembargador hipócrita querer enaltecer o poder mais corrupto do Brasil.