domingo, 29 de novembro de 2015

De Prestes a Mariguela - Ao Muro de Berlim


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ernesto Caruso

De novembro (27), 1935, a novembro (9) de 1989. Da Intentona Comunista, sob a liderança de Luiz Carlos Prestes, em cena até as décadas de 1960, e 70, com Carlos Marighela e outros, em termos de Brasil, até a queda do Muro de Berlin. Pá de cal usada pelo povo alemão para sepultar o marxismo-leninismo, da miséria, da opressão, da tortura, que conduzia os destinos da República Oriental, com a jocosa e contumaz expressão “Democrática” mantida pelos países comunistas, República Democrática Alemã, sob o tacão da União Soviética, do partido único.

A lembrar da Revolta de 1953, com o massacre de 153 operários e a fuga de três milhões de pessoas para o lado da República Federal Alemã,
​com ​o ato seguinte da construção do Muro em 1961. Infame, maldito, fronteira separatista que vai além do concreto de cimento e pedra, alimento da luta de classes, insuflando o rancor entre irmãos, palco de metralhados, arame farpado, cães, sangue insepulto dos que tentaram fugir para a liberdade, emergir da obscuridade; do ir e vir sem opressão.

A Intentona Comunista de 1935, embora com assassinatos feitos por “colegas” de farda, infiéis ao juramento de defender a Pátria, foi derrotada. Os traidores condenados.



A reverenciar em nome das vítimas, José Sampaio Xavier e reprovar, quem fere com ferro, na noite da traição, não tem flor, ternura na mente, no coração, tem veneno, fel, horror, ódio no olhar. Agride o tenente no acordar, sangrando, com a mão na chaga, olhar de espanto no Bezerra, que supunha colega de farda, com a mão esquerda o afaga e com a outra, a golpeada.

No peito, profunda dor; dor da ferida e da alma agredida por outro soldado pela pátria adestrado, a serviço da nação comunista. Covarde, traidor, não tem nome melhor o sanguinário matador. Sublime ficou na história a vida do jovem tenente, José Sampaio Xavier, honrado por gente de bem e lembrado, bem alto, no pedestal da glória. Tão cedo teve a carreira cortada pela ação de Carlos Prestes e Gregório Bezerra que velhos morreram, com as manchas de sangue de gente inocente, na vida longa, de andança e expiação, dos crimes nas costas, terroristas, se espalhando, de Natal, Recife, no Nordeste, ao Rio de Janeiro, no Sudeste. Juntos com Apolônio de carvalho em 1935, que depois que vai à guerra civil espanhola, lutar e matar. Como dominó caindo, o mundo ensanguentando. Rússia, Hungria, Tchecoslováquia, Itália, França, China, Cuba (Fidel, “paredón”, Che Guevara), Camboja,... Milhões de vidas ceifadas, pela devoção comunista, maoista, stalinista, trotskista.

Américas sacrificadas pelos terroristas (OLAS como foco), Argentina (Montoneros, ERP), Bolívia (ELN), Chile (MIR), Uruguai (Tupamaros), Peru (Sendero Luminoso), Equador, Colômbia (FARC, do Partido Comunista Colombiano, viva até hoje), Paraguai... Brasil (MR8, Ligas Camponesas, COLINA, VAR-Palmares, Molipo, PCBR, ALN... Prestes, João Amazonas, Maurício Grabois, Dilma, Genoíno, Zé Dirceu...) sem paz. Triste ilusão, utopia. Morte, explosão, assalto, terrorismo, insanidade e guerrilha.
A constatar como tratavam os colegas comunistas que denunciavam, abandonavam as organizações, o que chamavam de justiçamento. Tribunal macabro. Como exemplo, o assassinato de Elza Fernandes, jovem analfabeta.




A História não se reescreve nem se desfaz. O falso, se bem pago, copia. Ganha do dinheiro roubado, mensalão, petrolão, denúncias todo dia, estudo na mesma cartilha, faz filme, mente e propaga, não é apegado à verdade, se vende com a capa de financiado, e ao bandido afaga, enganando, isto é, intentando como de costume, perdedores, incompetentes, assassinos na escuridão, desalmados e sem lume, arremedos de combatentes.

Quem fere com fel e ferro nem sempre com ferro será ferido, sem cicatriz e doença que dói. Será mal lembrado, talvez homenageado, por meia dúzia de compadres, inocentes e comprados, tentativa vã, em fazer do criminoso um soldado, transformar o bandido em Herói.

Ainda há muros a derrubar nas mentes dos seguidores do Foro de São Paulo e partidos que se inspiram e mantêm nas suas marcas, fotos e símbolos, dos que consideram ícones e farol a seguir do comunismo internacional.

Ernesto Caruso é Coronel de Artilharia e Estado Maior, reformado.

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