quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Desgoverno e Bancos mancomunados


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A dívida pública interna não existe. É um artifício para lesar os contribuintes engendrado pelos bancos com a colaboração do desgoverno.

A nossa moeda, o Real, não tem lastro nenhum. Portanto é só papel pintado.

Atualmente, é, na verdade, apenas moeda escritural nos computadores dos bancos. O meio circulante é pequeno.

Os títulos da dívida pública também são, apenas, papel pintado ou registros eletrônicos.

Se o desgoverno emitir papel moeda ou moeda escritural, pagará os bancos detentores de títulos da dívida pública, e daí em diante, deixará de pagar uma brutalidade de juros, com o arrecadado pelos impostos.

Os bancos “bonzinhos” lucraram em média no 3° trimestre de 2015, cerca de quatro bilhões de reais, ou seja, um bilhão de dólares.

É por isso que presidentes de bancos apoiam incondicionalmente o desgoverno.

O artifício tem nome: nariz de cera.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

7 comentários:

Loumari disse...

O Problema do Pacifismo

Regozijo-me por me haverem dado a oportunidade de proferir algumas palavras sobre o problema do pacifismo. A evolução dos últimos anos mostrou novamente que não é eficaz deixar a luta contra o armamento e contra o espírito bélico nas mãos dos governantes. Mas a formação de grandes organizações com muitos membros também não basta, por si só, para atingirmos essa finalidade. A meu ver o meio mais eficaz é o que já o sarcástico Aristófanes, há quase três mil anos preconizava na sua famosa comédia satírica «Lisistrata».
Poderíamos assim conseguir que o problema do pacifismo se tornasse uma questão vital da Humanidade, um verdadeiro combate a que seriam atraídos todos os homens de boa-vontade e personalidade vigorosa. A luta seria árdua, por ter de se travar no campo da ilegalidade, mas no fundo seria legítima, por se travar em nome do verdadeiro direito dos homens, contra dirigentes que, por interesses muitas vezes odiosos, exigem dos seus concidadãos um sacrifício de vida que redunda também num acto criminal por atentar contra um dos mandamentos da Lei de Deus.
Muitos que se consideram bons pacifistas não estarão dispostos a tomar parte num pacifismo tão radical, invocando motivos patrióticos. Com esses não se poderá contar na hora crítica. A guerra mundial provou-o em demasia.

"Albert Einstein, in 'Como Vejo o Mundo'
Alemanha 14 Mar 1879 // 18 Abr 1955
Físico, Teoria da Relatividade

Loumari disse...

Ao vermos os noticiários, verificamos que proliferam as atitudes de vingança e, consequentemente, de guerra. Entre israelitas e árabes. Entre irlandeses católicos e protestantes. Entre muçulmanos radicais e norte-americanos. Mas também nas pequenas comunidades, nas ruas, no interior dos lares. Parece que os seres humanos se esquecem que têm o direito de usufruir o ambiente que eles próprios constroem. Parece que nos esquecemos que, se queremos paz, precisamos de assumir uma atitude pacifista, que passa pelo respeito dos outros (mesmo nas diferenças, mesmo nos erros); pelo desenvolvimento do espírito de tolerância; pela conquista de uma atitude inteligentemente construtiva de busca permanente da melhor solução para o indivíduo, para o seu eventual agressor e para todos em geral; pelo assumir de uma postura de amor
(Luis Portela)

Loumari disse...

O que é Dar a Vida?

Dar a vida é amar. Abdicar de si... em favor de um outro. Vencer egoísmos e medos com a convicção de que dar-se nunca é um excesso nem uma cobardia.

Dar a vida é perder-se para se encontrar. Entregar-se para se receber… É aparecer, sair de si até ao ponto de se poder ver bem diante dos próprios olhos.

Dar a vida é vivê-la tal como ela é na essência: generosa! Ser mais vida na vida de outro alguém. Cuidar da existência do outro com a sua… dar a vida é ser outro. Melhor. Muito.
Dar a vida é ser um sorriso apenas com um olhar. É oferecer lágrimas a quem já perdeu as suas. Ser um silêncio onde há paz… e uma melodia que revela que o melhor do mundo repousa em nós… à espera de nós.

Dar a vida é reconhecer a beleza que há neste mundo. No outro e no mundo do outro. É contribuir para o equilíbrio e ficar em harmonia… com tudo e com cada coisa, compreendendo que a verdadeira alegria é a coisa mais séria da vida.

Dar a vida é guardar-se para o momento oportuno, sabendo que pode tardar, muito. Dar a vida é não contar lutas, sofrimentos e perdas quando chega o tempo de se dar.

Dar a vida é reconhecer que ela não é nossa. Que nos foi oferecida, e que se nada fizemos para a merecer antes, podemos sempre fazê-lo, agora.

Dar a vida é ser silêncio e ser simples. Não é estar presente. É ser presente.

Dar a vida é entregar umas mãos puras, ainda que vazias.

Dar a vida é não querer as pessoas e as coisas para as usar e deitar fora, mas para cuidar delas, apesar de tudo o que lhes possa suceder. Mas é dar-se ao uso, ser instrumento e meio do outro, confiando que a vida nunca nos deita fora… mesmo quando mais ninguém a acompanha.

Dar a vida é criar alegria noutro coração, desprezando sempre as injúrias de quem nada faz senão tentar desfazer os outros.

Dar a vida é saber que é maior o contentamento de ter para dar… do que o desassossego de esperar pelo que os outros possam trazer.

Dar a vida é duro. Os sacrifícios são sempre mais amargos do que a memória que deles fica… mas passam as horas e apenas ficam as ações…

Dar a vida é criar. Ser livre e ser causa da liberdade do outro. Obedecer. Cumprir o mais difícil de todos os planos: fazer alguém feliz neste mundo.

Dar a vida é abrir os braços e deixar o espírito sair… ser um vento que envolve, protege e eleva o outro… até ao céu.

Dar a vida é ser a origem do que não tem fim.

Dar a vida é ficar sem nada… senão com esta vontade de ser Amor.

"José Luís Nunes Martins, in 'Os infinitos do amor'
Portugal n. 14 Mar 1971
Filósofo

Loumari disse...

Nunca é demais lembrarmo-nos que a qualidade de vida depende em grande medida da qualidade das relações. E existem fases do nosso percurso que são vividas num clima de cepticismo, períodos complicados e infelizes em que não acreditamos nas nossas capacidades, nos outros, nas instituições e na sociedade em geral, como se não fizéssemos parte dela.
(Claudia Freitas)



Uma ideia morta produz mais fanatismo do que uma ideia viva; ou melhor, apenas a morta o produz. Pois os estúpidos, assim como os corvos, sentem apenas o cheiro das coisas mortas.
(Leonardo Sciascia)

Loumari disse...

Religião e Superstição

É tão grande a fraqueza do género humano, tamanha a sua perversidade, que, sem dúvida, lhe vale mais estar subjugado por todas as superstições possíveis - desde que não tenham carácter assassino - do que viver sem religião. O homem sempre teve necessidade de um freio e, por ridículo que fosse sacrificar aos faunos, aos silvanos ou às náiades, era mais razoável e mais útil adorar essas imagens fantásticas da Divindade do que entregar-se ao ateísmo. Um ateu que fosse razoador, violento e poderoso, seria um flagelo tão funesto como um supersticioso sanguinário.
Quando os homens não dispõem de sãs noções acerca da Divindade, as ideias falsas suprem-lhes a falta, tal como nos tempos de desgraça se fazem negócios com moeda falsa quando falta a moeda boa. O pagão, se cometia um crime, temia ser punido pelos seus falsos deuses; o malabar teme ser punido pelo seu pagode. Em todo o lado onde há uma sociedade estabelecida, é necessária uma religião. As leis exercem vigilância sobre os crimes conhecidos, a religião exerce-a sobre os crimes secretos.
Mas, a partir do momento em que os homens chegam a abraçar uma religião pura e santa, a superstição torna-se não apenas inútil, mas muito perigosa. Não se deve tentar alimentar com bolotas aqueles que Deus se dignou alimentar com pão.
A superstição está para a religião como a astrologia está para a astronomia, a filha louca de uma mãe sábia. Essas duas filhas subjugaram durante muito tempo a Terra inteira.

"Voltaire, in 'Tratado Sobre a Tolerância'
França 21 Nov 1694 // 30 Mai 1778
Filósofo/Escritor/Poeta/Dramaturgo/Historiador

Loumari disse...

A superstição é a única religião de que as almas baixas são capazes.
(Joseph Joubert)


A superstição ofende mais a Deus do que o ateísmo.
(Denis Diderot)


A superstição põe o mundo em chamas, a filosofia apaga-as.
(Voltaire)

Anônimo disse...

JFK também teve essa idéia.