sábado, 7 de novembro de 2015

Precatório e Purgatório


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O Estado não tem o direito de lucrar com a impunidade consentida ou tolerada pelo judiciário contra o cidadão ou empresário.

Pagar os precatórios é condição sine qua non para a reconstrução moral e material do país.

Caso contrário é tentar criar uma ala de convento carmelita dentro de um bordel.

Os homens (e mulheres) da capa preta ainda não se deram conta do risco que correm.

Continuam se pavoneando como se nada houvera e se omitindo em um formato que beira a mais descarada omissão e prevaricação.

A vaidade exposta na revista Poderes (www.poderesemrevista.com.br) é um escárnio a toda a sociedade, considerada por eles, de segunda classe.

Imagina o mal que pode acontecer se a indignação de uma das vítimas chegar ao ponto de levá-la a não se importar mais com as consequências de uma eventual vingança, em uma terra de ninguém onde o judiciário só funciona direitinho contra preto, pobre e prostituta?

Tremei vagabundos, relapsos e/ou corruptos, porque nenhuma pessoa de bem aguenta mais a ditadura imposta por vocês a serviço do crime organizado.

Causadores de tantos injustos sofrimentos a pessoa indefesas, irão para o inferno.

Seus algozes, no máximo, ao purgatório.

Preparem-se: a barca do inferno está partindo...

Creonte vos espera para fazer jus ao clima de justiçamento.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

4 comentários:

Loumari disse...

Em alguns dias a vida vai-te bater com força na cabeça com um tijolo. Nunca percas a fé.
(Steve Jobs)



Eu trocaria toda a minha tecnologia por uma tarde com Sócrates.
(Steve Jobs)



O jogo é uma analogia para a vida: não existem cadeiras suficientes ou bons tempos para andar por aí, nem comida suficiente, nem divertimento suficiente, nem camas nem empregos nem risos nem amigos nem sorrisos nem dinheiro nem ar limpo para respirar... e no entanto a música continua.
(Steve Jobs)

Loumari disse...

Não Desperdices o Teu Tempo a Viver a Vida de Outras Pessoas

O teu tempo é limitado, por isso não o desperdices a viver a vida de outra pessoa. Não te deixes armadilhar pelos dogmas - que é a mesma coisa que viver pelos resultados do que outras pessoas pensaram. Não deixes que o ruído das opiniões dos outros saia da tua própria voz interior. E, mais importante ainda, tem a coragem de seguir o teu coração e a tua intuição. Estes já sabem, de alguma froma, aquilo em que tu verdadeiramente te vais tornar. Tudo o resto é secundário.

"Steve Jobs"
Estados Unidos 24 Fev 1955 // 5 Out 2011
Inventor/Empresário

Loumari disse...

Serenidade Desperta

Tenho tanta coisa para fazer. Pois, mas aquilo que faz, fá-lo com qualidade? Conduzir até ao emprego, falar com os clientes, trabalhar no computador, fazer recados, lidar com os incontáveis afazeres que preenchem a sua vida quotidiana - até que ponto é que se entrega às coisas que faz? E realiza-as com entrega, sem resistência, ou, pelo contrário, sem se entregar e resistindo à acção? É isto que determina o sucesso na vida e não a dose de esforço que se despende. O esforço implica stresse e desgaste físico, implica a necessidade absoluta de atingir um determinado objectivo ou de alcançar um determinado resultado.

É capaz de detectar dentro de si até a mais pequena sensação de não quererestar a fazer aquilo que está a fazer? Isso é uma negação da vida e, desse modo, não será possível obter resultados verdadeiramente bons.

Se for capaz de descobrir aquela sensação, será que também consegue abdicar dela e entregar--se completamente àquilo que faz?

“Fazer uma coisa de cada vez", foi assim que um Mestre Zen definiu o espírito da filosofia Zen.

Fazer uma coisa de cada vez significa estar nela por inteiro, concentrar nela toda a sua atenção. Nisto consiste a acção realizada com entrega - a acção eficaz.

A aceitação daquilo que é, do momento tal como ele é, transporta-o a um nível de profundidade tal que o seu estado interior e a consciência do eu já não dependem dos juízos mentais de "bom" ou de "mau".

Quando disser "sim" ao "isto é assim" da vida, quando aceitar o momento como ele se apresenta, será capaz de experimentar uma sensação de imensidão interior extraordinariamente apaziguadora.

Na aparência, poderá ainda ficar feliz quando estiver sol e não tão feliz quando chover; poderá ficar feliz se ganhar um milhão de euros e infeliz se perder todos os seus haveres. Contudo, a felicidade e a infelicidade nunca mais serão vividas de maneira tão intensa. Na verdade, aqueles sentimentos são meras rugas na superfície do seu Ser. Dentro de si, a base de paz permanecerá imperturbável independentemente da natureza das circunstâncias do mundo exterior.

O "sim" ao momento tal como ele é revela uma dimensão de profundidade interior que não está dependente nem das circunstâncias exteriores nem das condições internas de constante flutuação dos pensamentos e das emoções.

A entrega, a não-resistência, torna-se muito mais fácil quando percebemos que todas as experiências são transitórias e que o mundo não poderá dar-nos nada de importante que dure para sempre. Então, poderemos continuar a conhecer pessoas, a envolver-nos em experiências e em actividades, mas sem as imposições e os medos do ego. Ou seja, já não exigiremos que uma situação, uma pessoa, um lugar ou um acontecimento nos satisfaçam ou façam felizes. Aceitaremos a natureza passageira e imperfeita de tudo isso.

E o milagre acontece, quando nos abstemos de fazer exigências impossíveis perante qualquer situação, pessoa, lugar ou acontecimento, que passam então a ser não apenas satisfatórios, mas também mais harmoniosos, mais pacíficos.

Quando aceitamos completamente o momento, quando não contrariamos aquilo que é, a compulsão para pensar afrouxa, sendo substituída por uma serenidade desperta. Encontramo-nos plenamente conscientes, porém a mente não está a rotular o momento. Este estado de não-resistência interior abre as portas à consciência não-condicionada, que é infinitamente maior do que a mente humana. Esta vasta inteligência pode então expressar-se através de nós e ajudar-nos, tanto interior como exteriormente. Por isso, ao abandonarmos a resistência interior, descobrimos frequentemente que as circunstâncias mudam para melhor.

Eckhart Tolle, in 'A Voz da Serenidade'
Alemanha n. 16 Fev 1948
Escritor espiritual / Conferencista

Loumari disse...

Por um qualquer mecanismo de recurso, escondido num canto ermo de nós, esperamos que um dia, que acenamos ser já ali, chegaremos a uma qualquer zona de tranquilidade e paz em que tudo ficará bem para sempre.
(Isabel Leal)