sábado, 5 de dezembro de 2015

Apoplético, frenético e escalafobético


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Pode parecer herético, que um capa preta morfético, queira parecer eclético.

Usar o método dialético é como dar açúcar a diabético.

Adoçar o bico de quem está abaixo de penico e com um futuro inglório a espera de um precatório.

Borra de café tirada será o início da virada.

Não pensem as excelências em esconder as próprias excrescências.

Surgirá um dia uma branca pomba, de peito estufado e pelo engomado, que não sendo correio, não sabe a que veio.

A grande impunidade serviu até hoje de esteio.

Escárnio, afronta e maldade contra toda a sociedade.

Um dia cairá a casa da pomba que quebrou a asa.

Então virará petisco pro cachorro mais arisco.

De nada valerá o título, dos que não são éticos.

Desmintam-me os céticos.

Meus vaticínios não poéticos.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

6 comentários:

Loumari disse...

No dia 06-10-2013 eu reagi ao artigo de Jorge Serrão intitulado: "Salvem o Palácio do Lavradio antes que desabe..."
E enviei o meu comentário por e'mail para todos os meus correspondentes e fiz chegar uma copia ao Alerta Total.
Agora gente, dois anos depois, para que direcção evoluíram as coisas não somente no caso do Brasil, mas no mundo? E quando a gente fala, deparamos com demónios que nos tratam de todos nomes. Me recordo que até fui tratada de analfabeta aqui no espaço dos comentários.
Portanto, eu disse aqui: Vai chegar o dia em que esta gente vai despertar na aldeia chamada se eu soubesse. Só que uma vez na aldeia chamada se eu soubesse, já não haverá alternativa nenhuma. E BUNGA-BUNGA FINITO!
Viremos a assistir muitos rostos a se despegar do resto da cabeça pelo peso da vergonha. Por acaso desembarquei aqui no espaço dos comentários como inimiga ou para vos abrir os olhos para que vos socorressem à vós mesmos?
Eu ensino; quem quer aprender e instruir-se, melhor; para o resto o que me importa a mim? As vossas vidas são vossas; as vossas dores vós mesmos as sentireis na carne. Quem que perde a dignidade, saúde, emprego, família, sois vós. Tudo isto era evitável se esta gente tivesse o senso de abertura de espírito. E eu sou quem hoje tem o prazer e o deleite de dizer: Eu não vos avisei?

Loumari disse...

Vos coloco aqui o meu comentário daquele dia:

"Coitado do Brasil! Estes que estão actualmente nos manetes e mestres do poder absoluto, só se apropriaram do poder para destruir o país. Estes nunca tiveram a mínima vontade de fazer evoluir a sociedade brasileira, nunca tiveram intenções nem de modernizar ou transformar o país, e se lhes observamos, nos questionamos; Por quê eles não, pelo menos, terem mantido em condições o que já estava? Estes estão ali como gentes que foram postos aí no poder para tirar ao Brasil tudo o que tinha, e demolir tudo o que já existia. Pelo o que sei o governo de Brasil não tem industrias que gera e regenera dinheiro para eles se servirem a vontade destes fundos para doarem a quem eles querem, como bem próprio do regime. Se estou é erro que que me corrijam. Mas o Brasil tirou das caixas publicas, que é o dinheiro do contribuinte brasileiro, dos impostos genados das cotizações salariais e patronais, e de diversos outros cargos de imposição pago pelo cidadão brasileiro para contribuir na constituição de fundos destinados para financiar projectos hospitalários, contribuir para a educação, para melhor serviço de segurança, e para o bom serviço de higiene.
Mas o governo de Brasil se serviu nestas caixas, tirando bilhões de USD para doar aos países Africanos. Pessoal, todos os bilhões de USD que saíram do Brasil para os países africanos, este dinheiro não beneficiou aos territórios nos países em questão, e nem beneficiou aos desfavorecidos nestes territórios. Mas sim, os tais bilhões de dólares foram direitinho para os bolsos dos leaderships destes países, e beneficiou ao enriquecimento dos familiares destes, e aos seus patos. E tão pouco o dinheiro beneficiou aos bancos nestes territórios, porque o dinheiro foi colocado em países como Qatar, Dubai e Abu-dhabi. Foram engordar um monstro que se tornou incontrolável. O Qatar por sua vez, como este joga na corte dos grandes, e com o seu poder financeiro gigantesco isto lhe abre todas as portas e por todas as partes. Com isto usam o tal dinheiro para investir nos países Europeus, Americanos, na África, na Asia e no Pacifico. E com o seu gigantesco poder económico-financeiro, ele vai comprando a tudo e a todos. Mas suas intenções reais, é de vir a instaurar no globo o poder islâmico, baseado na lei islâmica charia. O Qatar é que financia o levantamento dito revolução árabe. E está a fortalecer os grupos terroristas, de modo a quebrar tudo o que é moral, tudo o que é do mundo civilizado, romper com a instrução, dominar os pensamentos e os movimentos do povo, ter o povo forçado a obedecer e totalmente submissos como animais, e destruir tudo o que é sinónimo do cristianismo e sua civilização. Ontem houve um amigo meu Serra Leonês que me disse em reacção ao The danger of islam, ele me diz: these peoples are not serious. The devil encarnate. Eu diria que eles sim são sério e bem sério face ao objectivo a atingir, e estão noite e dia o obrar para tal. Nós somos os que somos idiotas.

Esta peste são acolhidos na Europa, se lhes dá toda a assistência humana, mas depois a estes não se lhes pode dizer nada quanto ao seu comportamento animal, não aceitam as regras da sociedade, e não têm a vocação de integrar-se, e depois se revoltam e dizem que são vitimas de discriminação, e que os europeus são contra o islão, e vão começarem a vandalizar bens públicos, vão queimar carros dos vizinhos, lançam dos prédios cocktails molotov contra os veículos da polícia, e se vier os bombeiros, eles também queimam os carros dos bombeiros, e se vier o SAMU, eles também queimam, e depois vão se atacarem as escolas. E a confusão pode ter partido só por um controle de identidade. Este povo é gentes contaminado de espírito perverso. Vivem graças a assistência social, e não querem trabalhar, e vivem em alojamentos sociais, e nos pagam a generosidade com destruir todos bens frutos dos nossos sacrifícios, para reduzirem o nosso modo de vida para a deles, de bestas ruins.
Vejam bem o que falso profeta já está a alcançar?

Loumari disse...

Um barco à deriva chamado Banco de Moçambique

1 de dezembro de 2015

Texto escrito por Dino Foi

Quando há alguns anos, renomados economistas Moçambicanos advertiram os decisores deste país, sobre o efeito cascata da crise financeira mundial, o Banco de Moçambique foi uma das instituições que veio ao terreiro dizer que a nossa economia não estava exposta , pois a nossa intervenção nos mercados financeiros internacionais era mínima.

Uma explicação que só se aplica se o país se chamasse Coreia do Norte. É que naquele país, nem Internet funciona, portanto há apenas uma intranet, que só funciona dentro das fronteiras geográficas e, naturalmente ,a sua população pensa que a Coreia do Norte teve uma grande Guerra contra os imperialistas Americanos e ganhou!

Numa altura em que a economia está globalizada, fica difícil ir dormir bem , sem pensar o que poderá acontecer no Burma que não tenha um efeito sobre o seu bolso, ou porque quando o crude está “ em alta “ os preços são altos, ou porque os preços se mantêm altos , quando o mesmo crude está em baixa, como actualmente.

A apetência em tentar entender esta matéria, que anteriormente “só” interessava aos economistas está a aumentar um pouco pelo país e, cada vez mais e mais Moçambicanos , querem de facto perceber o que foi que aconteceu. Senão vejamos , como ainda há pouco, nos últimos 15 anos , Moçambique foi exemplo de economias emergentes com um crescimento de quase 10%, o que fez com que não só fosse o foco de afluência de Investimento Direto Estrangeiro, mas, verdadeiramente uma economia resiliente.Só para lembrar, até o Governador do Banco ganhou o prémio do melhor banqueiro de África, no ano passado.

Adicionado a isso, o mercado bancário moçambicano é (era) um dos mais apetecíveis do mundo, onde lucros dos bancos iam até aos 33%, o carvão estava aos biliões em Tete, para não falar do gás de Palma, receita completa para um futuro risonho.

Pessoalmente, nunca acreditei no modelo de exploração do nosso carvão. Se por um lado havia um “bottleneck” na ferrovia , por outro havia o maior dos problemas : o não processamento do mineral em solo pátrio , para alavancar outras pequenas indústrias, que poderiam aproveitar-se dos cerca de 11 “resíduos” que saem do processamento do carvão de coque.

Com um Estado que apenas detêm 15% das reservas do carvão, fica difícil mudar toda uma estratégia desenhada e implementada por multinacionais. Arregaçamos as mangas, com o Primeiro-Ministro falamos, quadros seniores do Estado incluindo 3 Ministros , levamo-los a um país algures, para irem aprender novas estratégias e, enviamos 100 Moçambicanos para se formarem, num investimento privado de cerca de 10 milhões de dólares.

E mesmo assim ,nada! Uma economia circular na área do carvão é o que se propunha, onde múltiplos portos e caminhos de ferro, incluído uma paralela à do Sena, deveriam ser construídos para flexibilizar o escoamento do carvão, a divida era para as operadoras e não para o Estado.

O Estado batia-se com as Indianas RITES & Ircon numa empreitada mal feita na linha do Sena, que nem se quer cobriria as necessidades anuais de uma operadora, a Vale! Quando as perdas da Rio Tinto que iam a 20 milhões por mês, começaram a ficar insuportáveis, os accionistas mandaram simplesmente desligar a ficha, numa operação de 50 milhões de dólares, contestada pelo Governo Moçambicano.

Loumari disse...

É que um acionista espera lucro, se nesse negócio está a perder dinheiro, o mais justo é desfazer-se do negócio nem que seja ao menor preço.Por isso alguns compatriotas nunca entenderam, como a International Coal Ventures Private Limited (ICVL) poderia adquirir aqueles activos numa indústria em declínio.

Apesar da razão deste escrito , nada ter a ver com a viabilidade ou não do projecto , a partir do momento em que a energia Indiana é em 55% dependente do carvão , e o consórcio que ficou com os activos da Rio Tinto, é do Estado Indiano, é claro que sabemos que todo o carvão não irá para os mercados internacionais, mas sim para Índia, de modo que os preços dos mercados internacionais são irrelevantes para eles.

A 67 dólares a tonelada nos principais mercados, e sem expectativas de grande subida senão em 2020, aliado aos grandes custos de produção, mais os 18 dólares que os CFM cobram pela tonelada, o nosso carvão começa a ser mais caro , antes de entrar no navio no porto da Beira. Entretanto, me parece que os nossos decisores tomaram algumas decisões , baseados num carvão a USD 120 por tonelada porque os gastos que se seguiram, parecia-nos que alguém sabia algo mais que muitos de nós não sabíamos!

É que até um jato Presidencial compramos! E o que se seguiu todos vimos, na verdade estamos a ver. Anti-pátria ,foram rotulados aqueles que tinham ideias diferentes sobre as nossas políticas macroeconómicas e, fomos até ao cúmulo de termos de novo, os Moçambicanos originais e não originais.

O certo é, que a não ser que você tenha reservas suficientes, não politize a economia, pois as leis de procura e oferta , são iguais para todos, numa economia em pleno funcionamento.

Há 3 anos que venho dizendo que o nosso câmbio estava a ser manipulado, porque o verdadeiro deveria estar na casa dos 45 Meticais por cada unidade do dólar, só que quando o dólar decidiu chegar ao patamar onde deveria ter estado foi com uma pressão tal , que até chegou a 60 meticais , fazendo com que o nosso Metical seja no momento , a moeda mais desvalorizada, apenas atrás do Kwacha Zambiano.

A depreciação do Metical em 21 porcento numa única semana ,é um sinal inequívoco , do grau de exposição da nossa moeda. Mas ainda assim, os mesmos defensores do indefensável, quando confrontados há meses, disseram e de boca bem cheia, que “o Rand também desvalorizou e, como a nossa principal parceira nas importações é a África do Sul a inflação estaria controlada”.

O que vimos foi o Banco de Moçambique a trazer medidas administrativas , para travar o dólar, num claro sinal de que não dispunha de capacidade em divisas para poder parar o fenómeno. A partir do momento em que o banco central não intervêm no mercado cambial, os bancos comerciais avançam para outra fase: vendem a moeda entre eles, compram de exportadores ou fontes externas ao sistema. Aqui está a resposta do “porquê tanta disparidade nos câmbios dos bancos comerciais?!”

Na altura em que escrevo esta nota o Banco de Moçambique já iniciou (não está a propor) o corte dos gastos em cartões de débito e crédito (o autor foi atingido ontem) e mais medidas administrativas serão postas na mesa, como , a obrigatoriedade de converter 50% do resultado das exportações.

Loumari disse...

Não tarda nada , serão 2 medidas para fechar o ciclo administrativo de uma política monetária falhada: trocar compulsivamente as divisas em contas de nacionais e, proibir contas e moedas estrangeiras, o que nos levará ao pináculo, o não funcionamento no estrangeiro dos cartões emitidos em Moçambique.

As medidas são para controlar o fluxo de Metical dentro e do Dólar fora, mas não trarão mais dólares para a economia. De modo que não é isso que a nossa economia precisa.

A nossa economia precisa sim , de uma injeção de dinheiro novo, quer em exportações, Investimento Directo Estrangeiro ou venda de activos nefastos à economia: barcos atracados no porto de Maputo ou jato estacionado na base aérea, poderiam ser o começo.

Não esquecendo, que daqui a poucos meses, devemos pagar a tranche da EMATUM!

Tempos tenebrosos!



http://confidencial.co.mz/2015/12/01/um-barco-a-deriva-chamado-banco-de-mocambique/

Loumari disse...

EM CURSO 30 NOVOS PROJECTOS DE INVESTIMENTO ATÉ 2013 Brasil investe cinco biliões de dólares em Moçambique

Moçambique é o país que mais beneficiou da cooperação com o Brasil a nível dos restantes países africanos ao longo de 2013, tendo acolhido pouco mais de 30 novos projectos de investimento avaliados em cerca de cinco biliões de USD. As áreas cobertas pelo investimento brasileiro estão ligadas aos sectores da Agricultura, Saúde, Educação, Formação Profissional, Desporto, Comércio e Ciência e Tecnologia, segundo fonte da Embaixada brasileira em Maputo. Para além daquelas iniciativas, o Brasil financia as obras de construção do Aeroporto de Nacala, estudos para construção da barragem de Moamba-Major, gemelagem entre a Empresa Pública de Electricidade do Brasil (Eletrobras) e Electricidade de Moçambique
(EDM), bem como o projecto ProSavana e a fábrica de medicamentos anti-retrovirais. Para o presente ano de 2014, os governos de Moçambique e Brasil estão a criar um grupo de trabalho interministerial para monitorar e expandir o fluxo de comércio e investimentos entre os dois países, de acordo ainda com aquela representação diplomática, realçando que a iniciativa
visa acelerar o desenvolvimento socioeconómico de Moçambique, “inspirado na experiência de desenvolvimento inclusivo adoptado pelo Brasil”, salienta a instituição. Refira-se que Moçambique integra a lista dos países africanos que mais investimento directo estrangeiro captaram, em 2013, devido, sobretudo, ao capital brasileiro. (J. Ubisse)

Fonte: O jornal Moçambicano o "Correio da Manhã n°4247 21 de Janeiro 2014"