quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

História do Brasileiro


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

“O motivo que teve Aristóteles para se divertir da especulação, a que o seu gênio e inclinação natural o levava, como consta da sua Lógica, Física, e Metafísica, e dar-se a escrever livros históricos e morais, quais as suas Éticas epólicas e a história de animais, além de lho mandar o grande Alexandre, e lhe fazer as despesas, foi ver também, que estimava tanto o livro de Homero, em que se contam os feitos heróicos de Achiles, e de outros esforçados guerreiros que, segundo refere Plutarco in vita Alexandre de ordinário o trazia consigo, ou quando o largava da mão o fechava em escritório guarnecido de ouro, e pedras preciosas, melhor peça, que lhe coube dos despojos de Dario, ficando-lhe na mão a chave, que de ninguém a fiava, e com muita razão, porque como diz Túlio, de oratore, os livros históricos são luz da verdade, vida da memória, e mestres da vida; e Diodoro Siculo diz in proemio sui operis, que estes igualam os mancebos na prudência aos velhos, porque o que os velhos alcançam com larga vida e muitos discursos, podem os mancebos alcançar em poucas horas de lição, assentados em suas casas. Eis aqui a razão por que o grande Alexandre tanto estimava o livro de Homero, e se hoje houvera muitos Alexandres, também houvera muitos Homeros...” (Frei Vicente do Salvador, 1627)

Em determinado ponto, diz o autor acima referido, que o brasileiro é pouco “repúblico”; cuida mais da própria fazenda do que da de vossa majestade.

Hoje, quase quatrocentos anos depois, a história do brasileiro ainda está por ser escrita, pelo simples motivo de que ainda não terminou a formação de nosso povo.

Abandonado, explorado e ou massacrado quase sempre por governantes iníquos, o brasileiro tem dois lemas:

“Farinha pouca, meu pirão primeiro.”

“É tempo de murici, cada um cuide de si.”

E o novo técnico do Flamengo que aguente a rebordosa, porque mais arriscado que o emprego dele só o do Barbosa...


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

9 comentários:

Loumari disse...

O tempo é um químico invisível, que dissolve, compõe, extrai e transforma todas as substâncias morais.
"Joaquim Maria Machado de Assis"
Brasil 21 Jun 1839 // 29 Set 1908
Escritor

Loumari disse...

A Originalidade

Eu não acredito na originalidade. É mais um feitiço na nossa época de vertiginoso desmoronamento. Creio na personalidade através de qualquer linguagem, de qualquer forma, de qualquer sentido da criação artística. Mas a originalidade delirante é uma invenção moderna e um vigário eleitoral. Não falta quem queira fazer-se eleger Primeiro Poeta do seu país, da sua língua ou do mundo. Correm, então, em busca de eleitores, insultam quem aparente possibilidades de lhes disputar o ceptro e, desse modo, a poesia transforma-se numa mascarada. No entanto, é essencial conservar a direcção íntima, manter o controlo do crescimento que a natureza, a cultura e a vida social asseguram ao desenvolvimento das excelências do poeta.

"Pablo Neruda, in "Confesso que Vivi"
Chile 12 Jul 1904 // 23 Set 1973
Poeta

Loumari disse...

Os ingratos são como as varejas; pois assim como estas empeçonham o corpo que as sustenta, eles vendem os protectores que os agasalham.
"José Martiniano de Alencar"
Brasil 1 Mai 1829 // 12 Dez 1877
Escritor


A honra não consiste em vanglórias que insufla a vaidade; e sim no íntimo contentamento de si mesmo, que é a seiva robusta de que se nutre a sua existência.
"José Martiniano de Alencar"
Brasil 1 Mai 1829 // 12 Dez 1877
Escritor

Loumari disse...

Se os sentidos nos enganam, quem nos há-de desenganar, ou como havemos de emendar esses mesmos sentidos enganados?
"Matias Aires"
Brasil 27 Mar 1705 // 10 Dez 1763
Escritor/Filósofo

Loumari disse...

Vejo a multidão fechando todos os meus caminhos, mas a realidade é que sou eu o incómodo no caminho da multidão.
(Chico Buarque)

Loumari disse...

O Dinheiro Financia as Circunstâncias

Já dizia o filósofo: eu sou eu e as minhas circunstâncias. Muito bem dito. Pois é o dinheiro que te permite financiar as tuas circunstâncias; se falta o dinheiro, ficas sozinho com o teu vazio, mero invólucro sem circunstância que valha um tostão furado: abandona-te essa mão oportuna que te daria uma palmada nas costas para cuspires o fiapo de frango meio mastigado que nesse momento te entope a glote não, não o digo por ti, Liliana, como podes pensar uma coisas dessas, estou a falar em termos gerais, bem sei que tu nunca me abandonarias); se tens dinheiro, pelo contrário, podes comprar companhia, um enfermeiro, uma enfermeira. Podes pagar a uma pedicura que te corte as unhas dos pés — uma tarefa que se te torna cada vez mais esgotante — e as lime para que não se dobrem e se cravem na carne, uma profissional hábil e cuidadosa que te extraia os calos e te desinfete essas perigosas feridas na planta do pé que a hiperglicemia ameaça tornar crónicas e que, se perdurarem e alastrarem, podem gangrenar e obrigar à amputação do membro; tendo dinheiro, podes dar-te ao luxo de contratar um massagista, um cabeleireiro que te corte o cabelo e te barbeie na cama, um farmacêutico que te administre os calmantes mais eficazes para chegares ao céu antes da hora, para ouvires os sinos celestiais e veres as suaves asas dos anjos (sabias que numa igreja de uma aldeia vizinha se venera uma pluma do arcanjo São Miguel?), ou uma bela rapariga que te bata uma pívia (perdoa a crueza da linguagem, Liliana). Tudo isto numa confortável vivenda, ou numa clínica em Lucerna, num quarto cheio de luz com vista para um lago, para prados verdes onde pastam vaquinhas Milka, com as neves do Kilimanjaro ao fundo, e tu estendido num macio colchão de viscolátex (é assim que se diz?), sobre o qual agonizas como quem toma o chá das cinco se fores inglês, ou uma imperial e um prato de calamares à romana se fores da minha terra, e toda a cena representada à temperatura ideal, controlada pelo climatizador. Juntamente com o último comprimido dão-te uma taça de champanhe.

"Rafael Chirbes, in "Na Margem"
Espanha 27 Jun 1949 // 15 Ago 2015
Escritor

Loumari disse...

É mais importante a saúde do que o dinheiro. Uma pessoa com saúde pode dormir na soleira de uma porta. E um ricalhaço doente pode não ter posição na cama
(Manoel Oliveira)



"O dinheiro tem aniquilado mais almas do que o ferro corpos"

Anônimo disse...

Vamos irritar a petralhada votando e divulgando ao máximo esta enquete?
www.votenaweb.com.br/projetos/impeachment
Não baixa a inflação e não devolve o se emprego, mas deixa a petralhada de cabelo em pé!
Eles sabem que estão fraudando, mas nós precisamos apenas votar e divulgar.
Bora lá!

Anônimo disse...

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