quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Imprensa Livre


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

Final de ano e se questiona muito sobre o papel da imprensa no Brasil, o quarto poder e seu desempenho perante a opinião pública e sociedade civil. De um modo geral, embora possa ser considerada livre, a imprensa não o é, já que a maioria depende de concessão, favores do governo e de publicidade nos seus periódicos para sobreviverem. As televisões e as rádios não fogem à regra e já é tarde a mudança do mecanismo de concessão, favorecendo políticos e amigos do rei ou da própria rainha, o que não se admite numa plena democracia.

O ano de 2015 caminhou para trás e agora a revista inglesa The Economist já adianta que teremos um desastre na economia brasileira em 2015. As notícias desencontras e o aparelhamento feito pelo Estado junto aos
diversos instrumentos de imprensa causam revolta, rebeldia e criam verdadeiras células que defendem seus próprios interesses e não da coletividade.

O governo é um transgressor primeiro da lei e sempre se acumplicia com órgãos da imprensa para que as notícias sejam brandas e não apareçam na dimensão que se exige. Não é crível que programas de televisão ainda permaneçam com concessões de meio século e nada seja alterado. Ao ligar a televisão, por espanto, e desconforto, mesmo na tv chamada a cabo o que olhamos são programas pseudo religiosos e o envolvimento de muitos com a enganação e o fator corrupção. A igreja no Brasil, inclusive a Católica, de acordo com dados levantados, fatura quase trezentos milhões por ano e esse valor fonte não passa sequer por qualquer tributação. Muitos ganham às custas da evangelização e mentiras que fraudam aos incautos e incultos.

E a nossa imprensa continua dividida. Uma parte apostando no quanto pior melhor e a outra, menos intensa e provocativa, no desaguar de uma forte crise deflagrada pelas esmolas do Estado e o descalabro das contas públicas. O nosso déficit aumenta em progressão geométrica e hoje supera 2,5 trilhões, e já está quase superando o pífio produto interno bruto e uma recessão a qual se reporta à crise da bolsa de valores do ano de 29 ou 73, como observa o sofrido contribuinte.

Aliás, no Brasil o cidadão é assim chamado por pagar e recolher impostos. Os Países que enfrentaram graves crises ousaram na redução dos tributos e
alívio para os empresários. No Brasil temos um governo que arrecada e é perdulário favorecendo ao sistema financeiro. Resultado disso a penúria da população e um endividamento que supera a casa de 60 bilhões de reais. Pudera: juros no cartão de crédito chegam a 500% ano e no cheque especial 400% ano, nenhum país, mesmo o Butão, seria capaz de esfolar tanto o consumidor em troca de empréstimos por valores de juros absurdos e astronômicos.

A deformação do Estado Brasileiro gera uma multisequencial crise e nossas autoridades sequer enxergam o País como deveriam. No ano de 2016 pelo menos uma eleição marcada para prefeitos, e as prefeituras estão sucateadas, com problemas de repasse da UNIÃO E DOS ESTADOS. Nada obstante vemos uma arraigada disputa principalmente nas capitais, sinal que o negócio compensa. Começam agora a sangrar ao servidor retirando-lhe benefícios, reajustes, licença prêmio, e tudo mais, ou seja, tudo se transforma em castigo,em linhas gerais, pagamos tudo e nossos políticos surrupiam de uma vez o suor da população desavergonhada e despudoradamente.

A imprensa silencia, fica calada, não denuncia e fica sempre em sintonia com o poder. O fisiologismo que a nutre causa espécie e desaloja
o cidadão de bem de assistir qualquer programação. Infestados pela peste do desgoverno, corroídos pela corrupção, destruídos pelo vírus da Zika, o que pode o cidadão aguardar para 2016? Nada deve esperar, apenas uma luta sem tréguas e incessante para a mudança desse quadro tenebroso e sombrio, no qual a inflação mata poder aquisitivo e muitas empresas vão fechando, inclusive estrangeiras, ao fundamento de que as condições econômicas adversas são perversas ao modelo estrutural da globalização.

O primeiro trimestre será decisivo em todos os sentidos, desde o impedimento presidencial, passando pelas votações do parlamento e as alianças que serão desenhadas. Contudo, temos que ficar de olho na imprensa e exigir uma mudança na concessão de canais de tv, radio e quaisquer serviços delegados, pois que esses empresários não visam ao bem comum, mas manter status quo e aumentar seus lucros e ganhos com a ignorância ampla, geral e irrestrita da população.

Sem uma imprensa verdadeiramente livre e séria, que trabalhe com transparência e a visão do bem comum a reconstrução da democracia brasileira passa por sérios e graves problemas que solapam o funcionamento das próprias instituições. Que acordemos em 2016 do pesadelo que imperou todo ano de 2015 e tenhamos coragem de não só pedir mudanças, porém de concretizá-las por meio de pressão e gritos de indignação, com ou sem a imprensa.


Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP com Especialização em Paris, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Um comentário:

Loumari disse...

George Lucas : «J'ai vendu Star Wars à des marchands d'esclaves»

Dans une interview donnée à la chaîne PBS, le créateur de la saga intergalactique a sévèrement critiqué le Réveil de la Force, nouvel épisode réalisé par J.J. Abrams et produit par Disney.
Le Réveil de la Force se place en tête du box-office français 2015 avec plus de 6,8 millions de spectateurs, mais George Lucas n'en partage pas l'engouement. Dans une interview donnée à la chaîne américaine PBS, le cinéaste critique sévèrement ce septième volet de la saga Star Wars, réalisé par J.J. Abrams et produit par Disney.
«J'ai vendu mes enfants à des marchands d'esclaves», a-t-il lâché devant la caméra avant de rire jaune, faisant référence à sa société LucasFilm, qu'il a vendue à Disney pour 4 milliards de dollars en 2012. Le cinéaste regrette le manque de créativité de la nouvelle équipe, estimant que ce septième épisode est très similaire à Un Nouvel espoir, le quatrième épisode de la saga sorti en 1977. «Ils voulaient faire un film pour les fans. Faire un film rétro. Je n'aime pas ça. Je travaille très dur pour que chaque film soit différent», a-t-il expliqué, sans cacher sa déception pour ce nouveau volet.
C'est le premier épisode de Star Wars où George Lucas n'a eu aucune intervention, pas même au niveau de la supervision. Il avait planché sur l'épisode 7 et a fait quelques propositions à la production, mais en a rapidement été écarté: «Ils n'avaient de toute façon pas très envie que je sois impliqué dans les nouveaux films, poursuit-il. Si j'y étais allé, je n'aurais causé que des problèmes, parce qu'ils ne faisaient pas ce que je voulais qu'ils fassent. J'aurais tout foutu en l'air.»