quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Odorica Paraguaçanta


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A mal amada meteu-se numa enrascada.

Só ouve a marchinha de carnaval: “ daqui não saio, daqui ninguém me tira...”

Sua corda está na última embira.

Em sua paranóia acredita que o avião russo foi batizado enm sua homenagem: Antonov.

A Anta é uma nóia; é uma perua que escapou do dia de Ação de Graças mas já tomou pinga pro Natal.

Já que a situação está do peru, resolveu consultar um inca. O inca, paz lhe sugeriu : “Diga sempre que nada sabe, nada viu”.

O molusco zuzubem está encrencado também.

Com síndrome de boi ladrão já entrou na contra mão.

Prepara-se pra pagar o pato, nas águas do lava a jato.

Claro, se nenhuma decisão suprema falhar com o ato...


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

3 comentários:

Loumari disse...

Ça va valser! Que la fête commence.

Loumari disse...

A Violência Oculta

A primeira razão por que a violência maior actua de modo silencioso, e das poucas vezes que falamos dela falamos apenas da ponta do icebergue. Nós acreditamos que estamos perante fenómenos de violência apenas quando essa tensão assume proporções visíveis, quando ela surge como espectáculo mediático. Mas esquecemos que existem formas de violência oculta que são gravíssimas. Esquecemos, por exemplo, que todos os dias, no nosso país, são sexualmente violentadas crianças. E que, na maior parte das vezes, os agressores não são estranhos. Quem viola essas crianças são principalmente parentes. Quem pratica esse crime é gente da própria casa.

Nós temos níveis altíssimos de violência doméstica, em particular, de violência contra a mulher. Mas esse assunto parece ser preocupação de poucos. Fala-se disso em algumas ONGs, em alguns seminários. A Lei contra a violência doméstica ainda não foi aprovada na Assembleia da República.

Existem várias outras formas invisíveis de violência. Existe violência quando os camponeses são expulsos sumariamente das suas terras por gente poderosa e não possuem meios para defender os seus direitos. Existe uma violência contida quando, perante o agente corrupto da autoridade, não nos surge outra saída senão o suborno. Existe, enfim, a violência terrível que é o vivermos com medo.

E existe essa outra violência maior que é considerarmos a violência como um facto normal. Existe, em suma, essa terrível aprendizagem de negarmos em nós mesmos tudo que nos ensinaram como valor humano: o ser solidário com os outros, os que sofrem.

"Mia Couto, in 'E Se Obama Fosse Africano?'
Moçambique n. 5 Jul 1955
Escritor/Biólogo

Loumari disse...

A violência é viciante, e não só para os que a exercem. Vicia também os que a sofrem, facilmente se torna uma forma de prazer, porque se confunde com a experiência do abismo, da vertigem, da entrega absoluta - e tanto mais quanto mais precoce for a iniciação.
(Inês Pedrosa)


O ódio e a falta de amor são as matérias mais combustíveis.
(Faisa Hayat)