quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Transgressão


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Os arquitetos da Nova Ordem Mundial, desde os anos 60 do século passado, estabeleceram a transgressão como idéia-força na sua estratégia de destruição da “burguesia”.

Ouvi a explicação, pela primeira vez, da boca de um argentino brilhante, trabalhador numa agência de propaganda.

A degradação dos costumes, da linguagem, dos hábitos de higiene, etc. não foi espontânea.

A juventude regrediu à época das cavernas. Não lê, não conversa, não estuda.

Chegou ao ponto da autoflagelação. “Piercings”, tatuagens, drogas.

Nada que um governo que dê bons exemplos não conserte.

Se Deus quiser, veremos o dia do início da restauração.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

2 comentários:

Loumari disse...

Extrair Muito do Pouco

Aprendemos a matemática numérica, mas não aprendemos a matemática da emoção. Aprendemos a língua, mas não aprendemos a linguagem da emoção. Por isso, aprendemos a explorar o mundo de fora, mas não aprendemos a explorar o mundo de dentro.

Centenas de milhões de alunos frequentam a escola clássica, mas não se preparam para a escola de vida. As ofensas derrotam-nos, as frustrações abatem-nos, as perdas traumatizam-nos. Quem não se prepara para ser ofendido e frustrado e para sofrer algumas perdas, não aprendeu as lições básicas da escola da vida. Quem não aprendeu a proteger a sua emoção dos focos de tensão faz dela um balde de lixo.

A educação clássica está a séculos de distância da educação da emoção. Não por culpa dos professores. Esses são heróis anónimos, pois as salas de aula deixaram de ser um jardim e transformaram-se num árido solo. A culpa está no sistema de educação que se arrasta por séculos, que raramente conhece e discute temas fundamentais, como gerir os pensamentos e navegar nas águas da emoção.
Infelizmente a nossa espécie está a adoecer coletivamente. Está a adoecer nem sempre por causa de doenças clássicas, como a depressão, a síndrome do pânico, as fobias, mas pela solidão, pela falta de solidariedade, pela crise de diálogo, pela incapacidade de contemplação do belo, pela vida stressante, pelo individualismo.

O homem moderno nunca foi tão capaz para atuar no mundo exterior e nunca foi tão frágil para atuar no mundo das suas emoções e dos seus pensamentos. A ciência produziu gigantes no mundo físico e meninos no território da emoção. Eles são eloquentes para falar do mundo que os rodeia, mas ficam mudos diante dos seus sentimentos. São competentes para realizar tarefas objetivas, mas não sabem lidar com as suas perdas e frustrações.

Se é preciso que tudo esteja bem ao nosso redor para termos um pouco de alegria, então somos escravos das circunstâncias. Uma pessoa tem mais autoestima quando aprende a tirar o máximo de conforto de dentro dos sapatos que calça. Ela é mais feliz quando extrai muito do pouco.
Se aprendeu a extrair muito do pouco, está preparado para ter muito. Se não aprendeu essa lição, o seu muito será sempre pouco. Será sempre vítima da maré da insatisfação.

"Augusto Cury, in 'Treinar as Emoções Para Ser Feliz'
Brasil n. 2 Out 1958
Psiquiatra/Escritor

Loumari disse...

Enquanto a felicidade só puder ser medida pelo cotejo do que conseguimos perante o que projectámos, boa parte dela vai do bom senso que pusemos a projectar. A vida ensina, a gente aprende. Quem não aprende cai fora.
(Nuno Brederode Santos)


A arte de viver bem e ser feliz deriva de e implica relações vivas e sãs com a realidade toda, a começar pelos mais próximos - (...) é essencial para a felicidade a vinculação à família e aos amigos.
(Anselmo Borges)


Já está mais que demonstrado que o poder económico não traz a felicidade. A felicidade advém de nos sentirmos bem connosco próprios, de sabermos que existe coerência entre o que pensamos e o que fazemos. O poder económico vem aliado a muitas horas fora de casa, muita tensão e stress.
(Maria Jesus Reyes)