sexta-feira, 31 de julho de 2015

Quem atenta contra quem, Lula?

Furo no portão da garagem do Instituto Lula, em São Paulo.

2a Edição Contraextremista do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Atos de intolerância, violência e estupidez não inaceitáveis. A bomba caseira arremessada de um carro contra a sede do Instituto Lula, às 22h 18min de quinta-feira, 30 de agosto, se inclui neste rol de imbecilidades. A reação dos seguidores de Lula neste 31 de julho (13 invertido), alegando que o ato foi um "atentado político", certamente foi uma bobagem pior e mais grave que a explosão - que não feriu ninguém e só causou um buraquinho no alumínio do portão da garagem do prédio que fica no número 21 da Rua Pouso Alegre, no Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo.

Além de atentar contra nossa paciência e inteligência, a entidade que leva o nome de Luiz Inácio Lula da Silva, sendo presidida por seu braço direito Paulo Okamoto, ainda teve a coragem de soltar uma nota oficial absolutamente idiota: "O Instituto Lula já comunicou as polícias Civil e Militar, o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo e o ministro da Justiça e espera que os responsáveis sejam identificados e punidos". Pelas imagens das câmeras de segurança, é praticamente impossível saber quem promoveu o esta "molecagem de terrorismo".

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, já correu para os holofotes. Informou que comunicou o diretor-geral da Policia Federal, Leandro Daiello, para "ver se cabe" à corporação "fazer alguma coisa". Cardozo determinou que a PF dialogue com autoridades paulistas para "dentro das nossas competências, analisarmos o que aconteceu e tomarmos decisões". O ministro deu amplitude ao incidente: "Evidentemente, é uma situação que merece investigação. E, claro, identificados os autores de uma iniciativa dessa natureza, é necessário puni-los".


Uma coisa é certa. Lula perdeu o encanto. Nunca foi tão impopular. O decadente líder $talinácio é culpado pela bomba que estoura agora: o segundo mandato da desgovernada Dilma, que tenta se virar nos 13, embora esteja prontinha para um impeachment, uma renúncia ou uma intervenção constitucional. Agora, ao dar amplitude midiática a um fato isolado como o de ontem, Lula e sua turma atentam contra o bom senso. Contra a Democracia ele já praticou um atentado, recentemente, quando disse que o tal "exército do Stédile" estava pronto para defendê-lo.

Lula não é mais nada. Nem tem mais a prerrogativa de foro privilegiado para eventuais broncas judiciais. Esta semana, perdeu as estribeiras, e resolveu fazer a bobagem de botar seus advogados para processarem quatro jornalistas da revista Veja, na Justiça do Distrito Federal. Lá não é o foro para tal ação. A Abril, que edita a Veja, tem sede em São Paulo. Então, fica a pergunta idiota no ar: por que os defensores do $talinácio cometeram tal burrice - um "atentado" ao funcionamento correto do judiciário?

O fato concreto é: Lula está na fogueira. Tem muito mais "bomba" para estourar. E nem todas serão de fabricação caseira. Mas, sim, judiciária. É só esperar o estouro da boiada...

A meta de uma aluna

No Facebook, versão galhofeira do jornalista e professor Cal Francisco, parodiando recente declaração antalógica de nossa Presidanta>

Com muitas dúvidas sobre o seu futuro profissional, fui procurado, nesta semana, por uma aluna. Fazendo tipo de séria, maquiada, jeitão de inteligente e em tom cerimonioso, a moça perguntou-me:

"Cal, para ser uma excelente profissional, preciso ter uma meta?"

De forma não menos séria, olhando para o horizonte, com uma das mãos civicamente colada ao peito (no meu), respondi, com clareza, com precisão e com objetividade:

"Nós não vamos colocar uma meta. Nós vamos deixar a meta aberta. Quando a gente atingir a meta, nós dobramos a meta".

A moça ficou saltitante.

Dobrando a meta zerada


O Alerta Total já alertou: assim, Cal Francisco vai acabar trabalhando no Zorra ou no Palhaço do Planalto...

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Julho de 2015.

Dilma pode não "tomar no TCU": ministros tendem a abrandar rejeição das contas de 2014 do desgoverno


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Se as manifestações populares previstas para 16 de agosto não fizerem a pressão desejada e necessária, dificilmente a Câmara dos Deputados terá condições políticas e técnicas para iniciar o tão falado e temido processo de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff. É fortíssima a tendência de que o Tribunal de Contas da União aprove um parecer brando, afirmando que as contas de 2014 do governo federal apenas não estão em conformidade com a legislação. Dilma já aposta que continuará dando suas pedaladas, nos sentidos denotativo e conotativo...

Como o TCU não é um tribunal no sentido judiciário, mas apenas um órgão auxiliar de fiscalização ligado ao Poder Legislativo, uma decisão política de seus nove ministros é a mais provável. O jornal O Globo informa que, pelas contas internas do TCU, Dilma teria, até agora, quatro votos: de Vital do Rêgo, José Múcio Monteiro, Walton Alencar e Benjamin Zymler. Mas outros quatro ministros estariam inclinados a rejeitar as contas: o relator Augusto Nardes, Bruno Dantas, Raimundo Carreiro. Ana Arraes, que poderia ser aliada de Dilma, também já defendeu a completa rejeição das pedaladas fiscais em reunião interna. Assim, no empate de 4 x 4 que se desenha, caberia ao presidente do TCU, Aroldo Cedraz, o tal "voto de minerva".

A decisão do TCU deve ficar para o dia 26 de agosto - 10 dias depois da manifestação popular agendada. Os nove ministros têm de analisar 113 páginas de argumentação e mais 900 documentos anexos, entregues pelo Advogado Geral da União, Luis Inácio Adams. Por causa do volume de material a ser apreciado, o TCU prefere não fazer a votação em 12 de agosto - data inicialmente cogitada.

O adiamento, justificável ou não, já é um sinal de que mais uma pizza está no forno. O TCU pegará menos pesado no julgamento, para prolongar a agonia da impopular Dilma, em um Brasil que derrete com a explosão do desemprego, da inadimplência, da inflação e da recessão. Enquanto isso, Dilma tenta negociar com a instável base aliada para se manter no poder. Coisas do Brasil da impunidade ampla, geral e irrestrita...   

O muito pior vem aí


Precisa desenhar?

Dilma Rousseff libera R$ R$ 717 milhões em emendas parlamentares, a fim de acalmar a base que pode lhe votar um impeachment, assim que Eduardo Cunha pedir...

A mesma Dilma, que vende a propaganda enganosa da Pátria Educadora, vai cortar R$ 2 bilhões no orçamento da Educação, e mais R$ 1,5 bilhão da Saúde, ainda este ano...

Ou seja, sem contar os R$ 200 bilhões drenados por esquemas corruptos, conforme estimativa da Força Tarefa do Ministério Público Federal, nós pagamos bilionário prejuízo de um desgoverno incompetente e corrupto, graças a um Brasil Capimunista estruturado no modelo do cartel, do cartório e da corrupção sistêmica.

Intermediário do Altíssimo

Aproveitando a celebração de um ano de inauguração do seu monumental Templo do Rei Salomão, em São Paulo, o Bispo Edir Macedo reuniu seu staf de confiança para um almoço, quando fez uma pregação, falando de seu papel como líder religioso:

"As pessoas sabem que podem fazer a ligação direta delas com Deus. O problema é que, simplesmente, elas não querem fazer. Por isso, eu exerço meu papel. Atuo como intermediário".

Pela saúde econômica e prosperidade dos negócios do comandante da Igreja Universal do Reino de Deus, e também proprietário da Rede Record, do Banco Rener e do plano de saúde Life, Edir Macedo é um competente intermediário com o Altíssimo...

Coisa preta

Eduardo Cunha, poderoso presidente da Câmara, está pt da vida com a campanha midiática que o Grupo Globo vem movendo contra ele - que pode se tornar Presidente do Brasil, caso derrube Dilma Rousseff e Michel Temer por impeachment ou cassação de diploma eleitoral.

Querido por uns e odiado por outros, o polêmico líder evangélico Eduardo Cunha odiou a entrevista dada ao Jornal Nacional de ontem pela advogada Beatriz Catta Preta, na qual, nas entrelinhas, insinuou que estaria deixando a profissão e o Brasil em função de ameaças e pressões que sofreu de Cunha, depois das denúncias de deleção premiada do consultor Júlio Camargo:

"Não recebi ameaças de morte, não recebi ameaças diretas, mas elas vêm de forma velada. Elas vêm cifradas".

Negativa insistente

Já o advogado de Eduardo Cunha, o ex-procurador-geral da República Antônio Fernando de Souza, voltou a negar veementemente o envolvimento do presidente da Câmara nas fraudes da Lava Jato.

O defensor garantiu que Júlio Camargo não tem nenhum documento que ligue Cunha às irregularidades.

Na Lava Jato, Júlio Camargo, relatou um encontro com o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em 2011, no qual o parlamentar lhe pediu US$ 5 milhões em propinas.

O Pastor e o Procurador

O Procurador Deltan Dallagnol, da Força Tarefa da Operação Lava Jato, foi o entrevistado do Pastor Paschoal Piragine Jr, da Primeira Igreja Batista de Curitiba, no programa Super Opinião, veiculado em 8 de maio, mas que tem os argumentos atualíssimos, em favor do projeto do MPF de dez medidas anticorrupção.

Desabando com tudo?

O mais novo "colaborador premiado" da Lava Jato, o lobista Mário Góes, promete fornecer detalhes sobre contratos da Petrobras com as seguintes empresas: Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Setal/SOG, OAS, MPE, UTC, Odebrecht, Carioca, Bueno Engenharia, Queiroz Galvão, Iesa, Schain e WTorre.

Mário Góes se comprometeu a pagar uma multa de R$ 38 milhões e a contar o que sabe sobre transações financeiras irregulares que envolvem o ex-gerente de Serviços da estatal, Pedro Barusco, e 13 empreiteiras.

Defendido pela advogada Lívia Novak, Góes tem depoimento marcado na 13ª Vara Federal de Curitiba na próxima segunda-feira.
Súcias


Até o BC do B toma no TCU?

Auditoria aprovada ontem pelo Tribunal de Contas da União revelou que a nova sede do Banco Central no Rio de Janeiro, onde funcionará o Departamento de Meio Circulante, responsável pela circulação do dinheiro no País, teve um superfaturamento de R$ 23,3 milhões na origem das obras.

O TCU identificou que o problema maior ocorreu, mais especificamente, no orçamento que serviu de base para a licitação.

Os ministros do tribunal deram 15 dias para quatro servidores do BC, responsáveis pela licitação, explicarem o suposto superfaturamento e detalharem os preços adotados na obra.

Probleminha

O edital da licitação foi publicado em maio de 2010, com orçamento previsto de R$ 99,8 milhões.

A Engefort Engenharia Ltda ganhou o contrato, com custo estimado de R$ 72,7 milhões.

No curso da auditoria do TCU iniciada em 2012, foi proposta a repactuação do contrato, por ter havido constatação de "excesso de quantitativo nos serviços de esquadria de alumínio e pele de vidro", além da quantidade de estacas.  

Buraco superfaturado?

O governo de São Paulo rescindiu o contrato e pode aplicar uma multa de até R$ 23 milhões ao consórcio Isolux Córsan-Corviam, responsável por parte das obras da Linha 4 (Amarela) do Metrô.

O contrato inicial era de R$ 172 milhões e previa a construção do Pátio Vila Sônia e das estações Higienópolis-Mackenzie e Oscar Freire, mas, com aditivos, o valor subiu para R$ 212 milhões.

Com o cancelamento do contrato, o governo do estado deverá abrir nova licitação e as obras, que seriam entregues em 2016, devem atrasar pelo menos um ano.
No final das contas, quem se ferra é a população.

Zico para Presidente da Fifa

Pré-candidato à presidência da Fifa, na eleição marcada para 26 de fevereiro do próximo ano, o eterno craque flamenguista Zico recebeu do presidente da CBF, Marco Polo del Nero, a promessa de que terá seu apoio para oficializar a candidatura.

Os interessados em suceder o atual mandatário da Fifa, o suíço Joseph Blatter, têm até 26 de outubro para conseguir a indicação de, pelo menos, cinco federações nacionais, requisito necessário para participar no pleito em Zurique, na Suíça, onde fica a sede da Fifa.

Se entrar na disputa, o Galinho de Quintino vai enfrentar adversários de muito peso político e, sobretudo, ecomômico. Michel Platini, ex-craque francês e presidente da UEFA, o sul-coreano Chung Mong-joon, que já foi vice-presidente da Fifa e comanda a montadora de automóveis Hyundai, uma das patrocinadoras da entidade, e o príncipe jordaniano Ali bin al-Hussein, que foi derrotado por Joseph Blatter na última eleição da Fifa, em maio deste ano.

Além de técnico de futebol, Arthur Antunes Coimbra, o Zico, foi Secretário Nacional de Esportes entre 1990 e 1991, no governo Fernando Collor de Mello, e trabalhou por apenas três meses no Flamengo, em 2010, em seu único cargo executivo em um clube.


Tossindo


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Julho de 2015.

O Estrôncio e o Seu Leôncio


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Seu Leôncio é o parente mais chegado da onça.

Educadíssimo, respeitoso e reverente, jamais ousou ser impertinente.

Mas diante das últimas revelações na imprensa, foi vencido pela curiosidade, e, timidamente, quase sussurrando, perguntou sobre o que a tia pensa:

“Tia Leôncia, a senhora não está com Alzheimer, não?

- ”Menino olha o respeito!

“Pergunto sobre o malfeito. A senhora vai tolerar?

- ”Menino, menino! A melhor qualidade desta tia é esconder de todos qual será o dia”.

“Mas...

- ”Quieto, já disse. Insistir é tolice (falou enfezada, quase lhe dando uma dentada).

“Até logo! Lembranças ao tio Tigre. Espero que com ele a senhora não brigue”.

Por que o Estrôncio combina com Seu Leôncio?

Vai além da rima. A Wikipedia informa que o estrôncio é um elemento químico de símbolo Sr de número atômico 38 e de massa atômica igual a 87,6 u. À temperatura ambiente, o estrôncio encontra-se no estado sólido. É um metal alcalino-terroso da Classificação Periódica dos Elementos.

Detalhe fundamental: Estrôncio entra na composição de fogos de artifício.

Seu Leôncio poderá soltar, quando a Onça fizer seu trabalho...


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Há Homens sem preço?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Pedro Chaves

Há homens sem preço? Penso que sim. São raros e os mais temidos pelos canalhas.

O valor máximo de um ser humano é o amor.

Amor a Deus, amor a Pátria, amor a Verdade.

Por amor se morre ou se mata.

Personagens de óperas nos ensinam:

O Duque (Rigoletto) diz que o amor é o que mais aproxima os homens dos anjos.

Nemorino (O Elixir do Amor) diz ao ver a furtiva lágrima de sua amada :” Ó céu se pode morrer porque nada mais peço !”

Cherubino (Bodas de Fígaro) nos diz: “Vós que sabeis que coisa é o amor...”

Os dois últimos papas deixaram de usar a tiara (triregno) em seus brasões.
Penso que é um testemunho inequívoco de amor a Deus Pai, ao Espírito Santo e a Jesus Cristo, símbolo da humildade e da entrega por amor ao próximo.

O papa Emérito, dizem os mais doutos, é o maior teólogo dos últimos séculos.

O papa Francisco tomou o nome do mais humilde dos santos. Jesuíta, primeiro ungido de sua ordem guerreira, luta e lutará sempre o bom combate. Não teme afrontas, ameaças ou traições.

Que Deus os proteja, também ao Brasil e a todos, nós seus defensores perpétuos, humildes seguidores de Dom Pedro, Imperador e Sua Majestade Fidelíssima.

Em tempo: 31 de julho é dia de Santo Inácio de Loyola.


Pedro Chaves Neto é Advogado.

(I)Moralidade Pública


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Armando Luiz Malan de Paiva Chaves

Que significa a expressão politicamente correto, tão usada, frequentemente, nos dias de hoje, pelos interessados em promovê-la?

É um eufemismo, criado pelos atuais donos do poder, com o objetivo de dar uma roupagem aparentemente correta à política de ludibriar a opinião pública. Consiste em iniciativas que contrariam a tradição social e os princípios pelos quais sempre se orientou a sociedade. São argumentos e temas que se contrapõem a costumes historicamente ancorados na distinção consciente entre o bem e o mal.

O artifício é engendrado para justificar e induzir ao “aggiornamento” individual e coletivo, visando ao aceite de atitudes e procedimentos anteriormente rejeitados pela maioria da coletividade.

A lastimável constatação é que seus efeitos nocivos se estão irradiando e contaminando parcelas significativas da população mais instruída, seja por adesão, seja por omissão, seja por acomodação.

No campo da educação, vemos pais e mães aceitando que seus filhos, muito antes da puberdade, recebam tratamento de adultos no aprendizado da genética dos sexos, da sexualidade e, pior, da homossexualidade a ser adotada como escolha.

Quando mais crescidos, são postos a estudar História com viés político, que deforma os fatos ao sabor de ideologias e reduz a pó os valores históricos – epopeias, vultos insignes e heróis – da nacionalidade. Exemplo recente, que dispensa comentários, é uma escola pública de Salvador, BA, ser rebatizada, pelo então Governador, hoje Ministro da Defesa, com o nome do líder assassino Carlos Marighela, promotor da violência terrorista. Relegado ao lixo do esquecimento, foi apagado o nome de seu anterior patrono, Presidente Emílio Garrastazu Médici.

No campo dos costumes, tornaram-se legalmente aceitas a vida conjugal de duas pessoas do mesmo sexo e o direito de criar filhos – adotados ou gerados por inseminação. É vista também como regular a preparação desses filhos para a vida: terão de dizer aos colegas de escola que seus pais são dois homens ou duas mulheres.

A cor da pele, sem exigência outra de comprovação que não a declaração do próprio, passou a ser passaporte para matrícula no ensino superior. Ao contrário, a baixa condição financeira da família, que deveria ter prevalência sobre a raça, depende de ser legalmente atestada para dar o mesmo direito. E ficam frustrados, a ver navios, aqueles que não podem invocar nenhum desses argumentos, ainda que, nas provas vestibulares, tenham obtido maior grau para aprovação. Será essa a Igualdade de direitos politicamente correta à luz da Lei Maior?

A moralidade se vê confundida, se não ameaçada, por procedimentos de homens públicos que explicam falcatruas financeiras em benefício próprio como dinheiro de “caixa dois”: mesmo não sendo legal, são desculpadas com o argumento de “todo o mundo faz”. Veja-se o mensalão. E, no recente colapso institucional, econômico e moral do petrolão, os destinatários de recursos pagos pelas empreiteiras buscam inocentar-se alegando que foram destinados aos partidos políticos, comprovados por contas regulares apresentados à Justiça Eleitoral. Em provável continuação dos desmandos que confrangem a sociedade brasileira, mais um escândalo, envolvendo o BNDES em empréstimos secretamente concedidos a nações estrangeiras, começa por vir a furo.

O politicamente correto não é apenas um “aggiornamento” cultural.  É um caminho escolhido para submeter a sociedade à lassidão, às concessões morais, à subserviência mental, com a finalidade de fazer dela um joguete passivo das transformações que levarão o país ao socialismo, primeiro estágio do comunismo.

As lições de cárcere do ativista comunista italiano Antonio Gramsci, que rejeitou a conquista do poder pela força e recomendou a submissão da sociedade por uma via a que o politicamente correto está umbilicalmente ligado, demonstram com nitidez onde pretendem chegar os atuais dirigentes do país.

Quem se debruçar sobre as resoluções do Foro de São Paulo – agremiação que reúne representantes do socialismo comunista da América Latina – não terá dúvida de que pretendem implantar sua doutrina e de que já palmilharam boa parte do caminho, inclusive no Brasil.

O combate ao politicamente correto não é atribuição de policiais, das Forças Armadas, do Judiciário ou do Ministério Público. É responsabilidade intransferível do cidadão afinado com seus princípios, formação moral, conceito de família, ética, convicção religiosa e patriotismo. O confronto ocorrerá sempre que venha a termo, em seu conhecimento, qualquer ideia, procedimento ou propaganda que induza ao desvirtuamento dos valores que aprova e defende.

Ao combate, pois, cidadão, cidadã. O futuro de seus filhos e netos, o futuro da sociedade, o futuro do Brasil dependem de sua disposição aguerrida de lutar.


Armando Luiz Malan de Paiva Chaves é General de Exército.

UEA


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

A catastrófica situação, em geral da América Latina, pede reflexão porque o continente não marcha para a frente e quando o faz recua numa velocidade espantosa. A América dos americanos e não para os americanos. A exemplo do que ocorre com a União Européia, a solução possível seria a criação da União Estados Americanos, comanda pelos americanos e canadenses, impondo a todos os países uma ordem e constante progresso.

Reviravoltas institucionais, inflação, desvalorização da moeda e todas as artimanhas da direita e da esquerda seriam pisoteadas com a arrumação da casa, ainda que tardiamente. Criaríamos a moeda única, o dólar norte americano uma média com o dólar canadense, e assim por diante todas as inconstantes situações econômicas seriam monitoradas pelos países de força econômica pujante.

A estabilidade logo seria adquirida e não haveria mais promessas de comprometimento do tecido social. A União da América poderia ser uma realidade e não mero sonho, já que poria em circulação bilhões de dólares abriria diversos mercados e facilitaria a integração mediante tratados internacionais.

A UEA viria com o fito de eliminar a corrupção e desmandos nos países latino americanos e estaria afeta também à america do norte e central. Três américas numa só, com a conquista da UEA, e a posição de fortalecimento dos blocos econômicos, a exemplo da Europa com a eliminação das barreiras e uma nova roupagem para a Organização Mundial do Comércio.

Com o enfrentamento básico dessa questão e a união das américas, a Europa teria sua força, e a ásia também, já que metade da população mundial se encontra na India e na China. Assim o redesenho do planejamento conteria uma interessante plataforma. De um lado a Europa com mais de 20 países, doutro a América com cerca de 15 Nações, a Ásia que poderia encerrar os países dos Brics e também as coréias e o Japão.

Sim, seria um grande fortalecimento para a manutenção dos mercados e a dispersão de contrastes sociais globais. A globalização teria uma função mais desenvolvida e próxima dos países que não conseguem controlar seus problemas e adversidades. Volta e meia a América Latina estonteia seus povos com medidas antipáticas e a recessão, além do retrocesso institucional.

Assumindo Canadá e EUA as rédeas do comando, esses pontos seriam aliviados e as coordenadas passariam a mostrar transparência e eficiência de políticas democráticas que funcionam com grande espontaneidade.

Dessa forma, portanto, uma das alternativas para se quebrar, de uma vez por todas, com a instabilidade das Américas seria a fusão em bloco dos países para a construção da união estados americanos, no sentido de uma economia sem assimetria e o fortalecimento da moeda única mostrando às demais Nações que a América, na realidade, não é para os americanos, mas dos americanos mais fortes, competentes e consequentemente melhores estruturados para assumir a responsabilidade de novos desafios do atual século.


Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP com Especialização em Paris, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

O Pior e o mal


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Daniel Aarão Reis

Às vésperas do último acordo entre os governos europeus e a Grécia, um grupo de personalidades fez um apelo aos negociadores. Dos primeiros, solicitava-se “paciência e meios financeiros”, capazes de viabilizar “as reformas estruturais e a recuperação econômica” do pequeno país; dos gregos, respeitada a rejeição das políticas de austeridade, requeria-se firme compromisso com as referidas reformas, em particular as destinadas a controlar a “evasão fiscal e a corrupção”. Assinavam a petição, entre muitos outros, intelectuais renomados como Joseph Stiglitz, Thomas Piketty, Massimo d’Alema e Stephany Griffith-Jones.

O apelo não foi ouvido.

Dos governantes gregos pode-se dizer tudo, menos que não foram flexíveis. De nada lhes valeu a vitória obtida no referendo democrático, quando mais de 60% dos votantes reafirmaram a recusa às medidas impostas, desde 2009, pela chamada troika (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia), sempre com resultados desastrosos.

Ao contrário, a consulta foi considerada uma “impertinência” a ser punida. De pouco lhes valeu, também, uma atitude conciliadora, condicionada pela frágil situação econômica em que se encontrava o país. Endividados até o pescoço, os bancos fechados, dependendo de créditos emergenciais, sem planos alternativos que previssem o abandono do euro e a saída da Eurozona, os representantes gregos foram obrigados a ceder em tudo, ou quase tudo.

Do lado dos dirigentes europeus prevaleceram a intolerância e a perspectiva de uma vitória irrefutável, humilhante para os gregos. Em vez de uma promessa de esperança, um futuro sinistro. Pois o desbloqueio de linhas de financiamento não passa de mera cortina de fumaça, os dinheiros novos servindo apenas para pagar velhas dívidas. Empréstimos para pagar empréstimos. Dívidas roladas. Enrolando os endividados em mais dívidas, impagáveis. Dinheiro líquido para gerar investimentos e empregos? Nem pensar.

A joia da coroa do acordo imposto foi o chamado “fundo das privatizações”. Um tabloide alemão já estampara em manchete: "Vendam suas ilhas, seus gregos falidos! E vendam também a Acrópolis!”. Em sua falta de respeito, as mentes dominadas por ganhos financeiros são incapazes de imaginar bens materialmente inestimáveis.

A ordem é privatizar tudo: aeroportos, ferrovias, portos, sistema elétrico, prédios. Nos moldes dos processos que ocorreram na Europa Central e na Rússia, depois da desagregação dos regimes socialistas, quando bens públicos foram “queimados” em liquidações rápidas e rasteiras, fazendo emergir, da noite para o dia, a golpes de baixa audácia e alta malandragem, novas elites, oligárquicas, corrompidas e corruptoras, beneficiárias de negociações apressadas, mal planejadas, irresponsáveis, frequentemente escusas.

A privatização radical sequer é uma ideia nova — já foi imposta em 2011. Com ambições de render a montanha de € 50 bilhões, pariu, quatro anos depois, um rato, estimado em 3,2 bilhões. Além disso, é inviável: estudo recente do FMI demonstrou que relançar agora um processo de venda dos bens estatais, considerada sua desvalorização, poderia render, na melhor das hipóteses, € 500 milhões por ano, ou seja, levaria cem anos para alcançar os € 50 bilhões almejados.

Pois a isto se resumiu o acordo para “salvar” a Grécia.

Salvou-se realmente a Grécia?

Não é o que pensa Daniel Cohen, da Escola Normal Superior, centro de formação de quadros para o Estado francês. Para ele, o acordo foi “um fracasso coletivo” e vai deixar “cicatrizes profundas” pois, desde o tempo dos impérios coloniais, não se via um Estado tão “sob tutela”, como se tornou agora a Grécia. Segundo um ex-presidente do próprio FMI, houve um diktat.

Observadores imparciais anotaram: conversações destrutivas levaram a um destrutivo acordo. Yanis Varoufakis, ex-ministro grego de Finanças o classificou como “um novo Versalhes”, referindo-se ao tratado humilhante imposto à Alemanha no fim da I Grande Guerra. O próprio Wolfgang Schäuble, ministro de Finanças de Angela Merkel, admitiu que a viabilidade do acordo seria “muito complicada”. Já Alexis Tsipras, chefe do governo grego e do Syriza, confessou que foi um mau acordo e que não acreditava nele. Assinando-o, suscitou críticas e divisões, passando sua sorte a depender dos partidos de oposição.

Romano Prodi, político italiano, resumiu o sentido dos acontecimentos: “Evitamos o pior, mas criamos o mal”. O mal da desconfiança e do ressentimento. Vai ser nesta atmosfera que a Europa escolherá nos próximos anos entre três caminhos: o atual, marcado pela hegemonia das finanças internacionais; o dos nacionalismos de extrema-direita que espreitam e crescem nas sombras; e o da Europa da solidariedade e dos que vivem do seu trabalho, alternativa capaz de manter e aperfeiçoar o Estado de Bem-Estar Social e a cultura dos valores democráticos.


Daniel Aarão Reis é professor de História Contemporânea da UFF. Originalmente publicado em O Globo em 28 de julho de 2015.