sábado, 31 de outubro de 2015

Capimunismo de Quadrilhas desintegrará o Brasil


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Se a estrutura estatal capimunista tupiniquim não for mudada radicalmente, com a introdução de mecanismos de controle pela sociedade, jamais a corrupção será contida no Brasil da impunidade. No modelo atual, centralizador, cartorial, cartelizado, cooptador, corrupto e canalha, vai continuar imperando o desgoverno do crime organizado - cuja permanência é inadmissível, inaceitável e intolerável. Este Capimunismo de Quadrilhas continuará nos condenando ao subdesenvolvimento, com alto risco de desintegração e fragmentação. Empreender neste ambiente é loucura. Quem ousa fazer o contrário é triturado pelas SSs e Gestapos brasileiras.

Somos a Republiqueta Populista de Bruzundanga. Nosso sistema se finge "democrático" no formato legal. Mas, na prática, é completamente ilegítimo, pois tende ao abuso contra o cidadão-eleitor-contribuinte. No fundo, financiamos este nazifascismo envergonhado, com ares de comunismo, socialismo e social-democracia (uma verdadeira democradura). A classe política não tem interesse em mudar tal estrutura. O modelo é perfeito para locupletação e gastanças sem fim com o dinheiro público - que serve à farra privada.  

Tudo é financiado pela usura oficializada. Nenhum dos comentaristas econômicos ousa falar que estamos trabalhando para pagar os juros aos banqueiros e seus controladores da Oligarquia Financeira Transnacional. Eles reforçam os próprios tesouros historicamente acumulados, enquanto a economia brasileira sobrevive sob a ótica rentista e improdutiva da roubalheira. Quem ousa desafiar o modelo se transforma em "inimigo do Estado". Alvo pronto para ser destruído pelo rigor seletivo da máquina de inquisição.

É inviável um País com 92 impostos, taxas, contribuições, além de infindáveis portarias ministeriais e instruções normativas de órgãos reguladores. É impossível empreender em um ambiente constantemente intervencionista, seja por ação de dirigentes, burocratas ou fiscais especializados na arte da extorsão. A punição ocorre por qualquer motivo permitido por quase 200 mil normais em vigor. O regramento excessivo permite que se encontre pelo em ovo. Qualquer um, tecnicamente, é facilmente transformado em "investigado" e "indiciado", quase sempre condenado previamente.

Para piorar, a máquina criminosa precisa contar com um braço repressivo violento para exterminar aqueles inimigos que o regramento não consegue destruir rapidamente. A politicagem também tem usado esse "exército criminoso" com fins revolucionários. Assim, o aumento da violência não é mero fruto da miséria e da ignorância do meio subdesenvolvido. A barbárie se torna o resultado direto da atuação da organização criminosa que ocorre a partir do nível estatal até chegar aos "mequetrefes da bandidagem" (geralmente aqueles que, quando a "casa cai", acabam apodrecendo nas cadeias medievais de Bruzundanga).

Por tudo isso, soa como piada a pregação contida no documento recém-lançado pelo eternamente governista PMDB, o sustentáculo máximo daquela Nova República que já nasceu esclerosada em 1985. No texto "Uma Ponte para o Futuro", que mais parece a plataforma presidencial de Michel Temer na temerária ação golpista para detonar Dilma Rousseff, está escrito: “O país clama por pacificação. O aprofundamento das divisões e a disseminação do ódio e dos ressentimentos estão inviabilizando os consensos políticos”.

Será que a classe política tem a convicção de que aqui em Bruzundanga só tem idiota? Não existe ponte possível sem uma proposta clara de mudança estrutural. Os políticos querem que apenas pouca coisa se altere, de preferência para ficar do mesmo jeito como sempre esteve. As propostas variam do cínico reformismo até à utópica promessa "revolucionária", com seus componentes enganadoramente ideológicos. No final das contas, quem está no poder deseja apenas permanecer dele, de preferência aumentando o patrimônio pessoal, da família ou da quadrilha (a "irmandade".

Quem quer cometer a ousadia de mudar nosso Capimunismo de Quadrilhas? A única resposta possível: quem ainda acredita na honestidade e na construção de riqueza pelo trabalho produtivo - e não meramente rentista especulativo. No viciado ambiente estrutural brasileiro, a vagabundagem é amplamente premiada. O modelo vai vigorar até o dia em que os efeitos da criminalidade saltarem para dentro dos muros. Seja dos condomínios que abrigam aqueles na ilusória zona de conforto. Ou das muralhas dos quartéis onde tropas a tudo prestam atenção para, um dia, tomar alguma providência na guerra social declarada.

A História costuma ser cruel com os omissos, os equivocados e covardes. Se não houver reação estratégica para a derrubada da (des)governança do crime organizado, o Brasil vai ser preparado para a desintegração com fragmentação territorial - o grande projeto que interessa aos seus controladores históricos. Quem tem poder de impedir tal tragédia anunciada que saia do comodismo e lidere que projeto o Brasil efetivamente necessita para ser próspero e divino como aquela Terra de Santa Cruz que foi batizada há uns 500 anos.

Mata os velhos...

O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) aprovou novos limites para as taxas do crédito consignado, com desconto em folha de pagamento para aposentados e pensionistas do INSS.

Para empréstimo pessoal, o teto passa de 2,14% para 2,34% ao mês.

Já para empréstimos feitos pelo cartão de crédito, vai de 3,06% para 3,36%.

Assim, bancos e financeiras poderão ganhar, ainda mais, nas costas dos velhinhos endividados... 

Opinião Suprema   


Colabore com o Alerta Total

Neste momento em que estruturamos mudanças para melhor no Alerta Total, que coincide com uma brutal crise econômica, reforçamos os pedidos de ajuda financeira para a sobrevivência e avanço do projeto.

Os leitores, amigos e admiradores que quiserem colaborar financeiramente conosco poderão fazê-lo de várias formas, com qualquer quantia, e com uma periodicidade compatível com suas possibilidades.

Nos botões do lado direito deste site, temos as seguintes opções:

I) Depósito em Conta Corrente no Banco do Brasil. Agência 4209-9, C/C: 9042-5, em favor de Jorge Serrão.

OBS) Valores até R$ 9.999,00 não precisam identificar quem faz o depósito; R$ 10 mil ou mais, sim.

II) Depósito no sistema PagSeguro, da UOL, utilizando-se diferentes formas (débito automático ou cartão de crédito).

III) Depósito no sistema PayPal, para doações feitas no Brasil ou no exterior.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Outubro de 2015.

O Sistema Tributário do Dia Seguinte


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Um novo governo sério deverá no primeiro dia, eliminar todos os atuais impostos (com exceção dos de Importação e Exportação).

Como mecanismo arrecadatório entra a Contribuição Justa. (não é imposto porque o cidadão pode optar por fazer seus pagamentos e recebimentos em moeda corrente (papel-moeda) com os custos e riscos de seu transporte e segurança).

A comodidade e prova inequívoca de uma transação bancária fara a grandes maioria das pessoas preferir pagar pequena Contribuição Justa.

Ao extinguir o Imposto sobre a Renda elimina-se o maior instrumento de coerção e invasão da privacidade dos cidadãos pelo Estado, o que inibe o seu espírito de iniciativa e liberdade de uso de seu dinheiro.

Os softwares são os mesmos da famigerada e iníqua CPMF.

A implantação do novo sistema pode funcionar quase imediatamente.

Do total da arrecadação 1/3 (um terço) será do governo federal, 1/3, dos governos estaduais (dividido segundo a extensão de sua área geográfica) e 1/3, dos governos municipais (dividido pelo número total dos habitantes do país e atribuído a cada município na proporção de sua população).

Nos primeiros meses de vigência, a alíquota poderá ser ajustada para cima ou para baixo, a fim de garantir que o terço destinado ao governo federal, será suficiente para cobrir os gastos com a defesa nacional, a infraestrutura de saneamento básico, a viação entre duas ou mais unidades da federação e do menor número possível de funcionários para garantir estes objetivos.

Livres do jugo dos quase cem impostos atuais a sociedade reagirá de forma espetacular e o progresso decorrente é inimaginável, após séculos de semi- escravidão.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Pátria Enlutada


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

Às vésperas do Finados, a Pátria brasileira está literalmente enlutada pelo modo como a cidadania e sociedade civil foram destratadas. E bastaram duas reeleições para levar o Brasil ao caos total, cuja população de baixa renda é infelizmente a maior vítima. Faltam serviços públicos, não há hospitais, remédios, e cirurgias não se realizam por falta de aparelhos e próteses, além de repercutir na saúde financeira das empresas.

Enquanto isso, não se entendem executivo e legislativo, na tentativa de inocentar culpados e deixar rolar a impunidade, com o repatriamento do dinheiro posto lá fora - fruto de crimes organizados ou remetidos ilicitamente via cabo por meio de doleiros. Esse quadro surrealista enfrenta o desafio da soberania, e embora seja um dos maiores engodos da carta cidadã nela escrever que todo o poder emana do povo e para seu bem estar será exercido, poderíamos substituir por nenhum poder vem do povo e contra ele é estabelecido.

A nossa situação é de extrema gravidade, afetando à justiça. Para alguns um estado de guerra, de penúria, pois a máquina da corrupção está sendo desmontada aos poucos e os ralos da impunidade substituídos pela força da lei.

A circunstância da bolsa de valores é incomum, com baixas seguidas e nenhuma propulsão de melhora. A governança corporativa foi definitivamente banida da ordem dos negócios e o que prevalece é o lucro fácil e rápido.

Quando indivíduos não preparados exercem o poder ou são colocados adredes em postos de fiscalização e regulamentação tudo é infinitamente difícil. Eis que gerações são colocadas de lado e décadas perdidas. Não há
muito o que se fazer. O dinheiro graúdo do BNDES jorrando para empresas de grande porte, e a equação maluca de dar financiamento para compra de carros, ao invés de se priorizar o transporte público, e a Caixa Econômica Federal patrocinando clubes de futebol.

Quanto mais o estado intervém pior a coisa fica. Ele não pode ser gerador de miséria como atualmente observamos mas de riqueza. Assim a
nossa miserabilidade é proveniente, quase exclusivamente, de governantes corruptos e incapazes que não enxergam um palmo a frente do nariz ou do próprio bolso.

Saudades de grandes estadistas que lá fora são regra e aqui exceção. Sem oposição vamos nos perdendo e um ano já se foi sem qualquer avanço no ajuste ou medidas de combate ao gasto supérfluo dos entes públicos. Cortes radicais que atingem a população de baixa renda, transporte público e tantas outras coisas que vão de encontro com o discurso populista e demagogo da reeleição.

A reeleição é prato típico de país rico e que prega e faz permear a democracia. E não de nações emergentes que não sabem aproveitar a oportunidade, exceto para perpetuação no poder e fisiologismo com privilégios incomuns aos que estão mais próximos, mas não aqueles em destaque por sabedoria e cultura.

A politização do judiciário é outra questão de suprema injustiça. A forma de nomeação, a escolha e nomeação, um procedimento de conveniência e sem oportunidade de se demonstrar discernimento, apenas troca de coleguismo e companheirismo, assim essa questão deve ser radicalmente alterada e mudada na constituição federal.

O Brasil chamado País do futuro agora se coloca entre os mais atrasados, perdendo quase dez posições e com o segundo déficit público do planeta, e se permite a gastos desnecessários, incompatíveis com nações emergentes.

Bilhões na fracassada copa do mundo o que se repetirá em 2016 nos jogos olímpicos. A massa de empregados despedidos é alarmante. Enquanto na crise européia impostos foram reduzidos e empregos criados, vivemos o sentido oposto mais tributos e menos empregos.

A ciranda financeira não se contenta quer juros maiores para o pagamento da impagável divida pública, a qual já supera 2 trilhões e logo-logo baterá o produto interno bruto brasileiro, diante do crescimento vegetativo negativo.

A última década nada temos para comemorar e precisaremos, no mínimo, de mais cinco anos, para sairmos do profundo buraco da paralisação e asfixia por falta de recursos locais e investimentos externos.Eis o retrato um tanto quanto sombrio, mas realista.

Temos otimismo na reconstrução de uma Pátria educadora e jamais enganadora como se viu na atual conjuntura. A Pátria de chuteiras hoje é a pátria enlutada pelo triste momento e a sina que nos persegue desde o descobrimento de nada pelo social e tudo para o pessoal, a descambar de vista o sentimento de patriotismo e consciência para com o dever de governar e ser honesto.


Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP com Especialização em Paris, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Nossas opções


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Enio Mainardi

INTERVENÇÃO CONSTITUCIONAL DAS FORÇAS ARMADAS. A limpeza da classe política se faz de imediato, extinguindo-se o PT como partido. Os corruptos, políticos ou não, são julgados duramente. Institui-se o parlamentarismo, com novas eleições. Constrói-se o Brasil para adotar um federalismo no futuro, com poder central limitado. Muda o foco da nossa política externa, voltando nosso planeta a orbitar países com sistema democrático, como os Estados Unidos. Novos acordo comerciais são assinados. Reconstitui-se o poder judiciário, eliminando dos postos-chave os operadores de direito que são servidores do PT. Inclusive - e principalmente - no STF. Retorno ao estado de direito democrático, livrando a sociedade dos interesses de uma minoria política mercenária e ligada ao comunismo venezuelano-cubano. O Brasil sai da Unasul, voltando o controle efetivo das fronteiras - para inclusive coibir o tráfego de drogas. Uma nova Constituição é discutida, dando ênfase a uma postura nacionalista na exploração de minérios, o direito dos índios e a exploração predatória da Natureza. Recursos vultosos são direcionados para fortalecer militarmente o país, reequipando poderosamente as Forças Armadas.

GREVE GERAL. A sociedade move-se para o protesto, parando o país. o Estado entra em paralisia completa. A pressão popular faz-se cada vez mais forte, dependendo do tempo e intensidade da Greve. Manifestações públicas acontecem em favor da mudança do regime. Apoio a líderes comprometidos com as mudanças. Aliança essencial com as Forças Armadas na consecução de objetivos democráticos. Liquidação radical do PT. Engajamento na busca de soluções justas, especialmente para os mais pobres. Lei com mão pesada no trato com os políticos e empresas corruptas. Reorganização da economia de mercado. Recuperação das empresas públicas saqueadas pelo PT. Rompimento dos acordos militares com a Russia e China, revisão desses tratados. O Brasil volta verdadeiramente a ser uma República.

GUERRA CIVIL. O PT e seus aliados, vendo-se perdidos, com a sociedade maciçamente contra eles, tenta jogar o país numa guerra civil. Chamam as Farc e exércitos estrangeiros, o MST, os sindicatos aparelhados. Buscam o apoio dos grandes veículos de comunicação, pela chantagem comercial e pressão política. As Forças Armadas decidem intervir. A câmara, o senado, em ebulição, se dissolvem. As ruas se transformam em frentes de batalha. Finalmente o Brasil conhecerá os horrores da guerra civil, radicalizando-se as posições. Mas, de qualquer forma, o país negará a se tornar uma Venezuela ou uma Cuba. Novas eleições, depois das cinzas.

O JUDICIÁRIO VIRA O JOGO. Os bons juízes tomam a Lei nas suas próprias mãos, apoiados pela sociedade. Apesar dos acordos soezes urdidos pelos políticos, a Justiça faz valer sua força. Processos apropriadamente instruídos decapitam a máfia petista-peemedebista. Reergue-se a possibilidade de uma sociedade mais justa. Sem a participação dos antigos membros do PT.

Essas são algumas das opções, com variáveis se cruzando nas diversas alternativas democráticas. Cabe a nós, mais do que nunca em nossa história, lutar pelos nossos direitos, numa Pátria mais equânime para todos os brasileiros.


Enio Mainardi é Publicitário. Originalmente publicado no Facebook do autor em 30 de outubro de 2015.

Falar é preciso


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ernesto Caruso

Vejam a importância dos fatos que ultrapassam os muros dos quartéis e chegam à sociedade.

Não há porque ser pequeno ou grande mudo, o segmento militar é parte dessa sociedade, que por princípio deve ser organizada, composta por cidadãos que exercem todas as atividades, sem farda ou com farda, civis ou militares.

Portanto, como parte da sociedade, deve se pronunciar diante das relevantes questões nacionais, em especial na descomunal crise econômica e social, quando avultam por parte de representantes do governo ou aliados, incentivos à luta, tipo "exército do Stedile", do presidente da CUT, do deputado Sibá Machado e a pregação exposta na última propaganda do PC do B.  

É preciso demonstrar que as FA estão a serviço da Nação.

As manchetes abaixo inseridas e o Jornal da Cultura demonstram que as FA não estão na região do conforto diante da realidade. Risco de atirar, risco de falar, risco de agir, de se ferir, na vida sempre os há. Interessante que o experiente jornalista do telejornal, diz que perde a voz. Vejam.


- Defesa vai exonerar comandante militar que criticou o governo



Ernesto Caruso é Coronel de Artilharia e Estado Maior, reformado.

Que Jornalismo temos?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

A pesquisa em órgãos da imprensa, que com empenho informativo divulgavam a subversão político-social há pouco mais de cinquenta anos, parece não ser considerada de fundamental importância ao jornalismo atual.

São constantes as omissões e deturpações de fatos, principalmente os de cunho militar, sejam ou não contemporâneos de quem escreve, e que chega a parecer má fé. Ou é mesmo má fé!

Como leitora de jornais, sem preferência por algum, assinalo falhas que não deveriam ocorrer, principalmente, nos chamados “jornalões”.

Se há diários que sequer explicam o significado de uma sigla, ou não informam o local de um acontecimento, como se todos os leitores fossem assíduos e morassem em São Paulo, o que podemos esperar, então, ao tratarem de pessoas, de suas atuações nos cenários político e militar, quando as informações devem ser verdadeiras, não caluniosas e imparciais?

O provincianismo dos nossos jornais salta aos olhos. Noticiam o que lhes é conveniente, substituindo a verdade pela repetição inconsequente de versões, na volúpia de agradar alguma potestade ameaçadora. Deixam à mostra a aceitação tácita da mentira instituída no país, a partir do domínio do sectarismo da esquerda que a usa com sórdida desenvoltura.

Entre tantos fatos, focalizamos dois dos mais recentes, sem preocupação cronológica: o obituário do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra e a videoconferência do Comandante do Exército, General Villas Bôas.

Não divulgaram que o Cel. Ustra dirigia uma entidade que agia em defesa da liberdade no país, convulsionado pela gangue da Dilma e de seus comparsas desejosos de implantar uma ditadura cubana. Não foram feitas referências ao trabalho do militar de impor segurança à cidade infernizada pelos guerrilheiros que matavam também civis nas filas dos bancos assaltados, nas ruas e em aeroportos. Não houve referência ao combate aos “aparelhos”, onde num deles se homiziava a presidente e o seu bando que assassinou, por detonação, o soldado Mário Kozel Filho que, de súbito, deixou de ser uma pessoa, pela virulência do ato.

A cantata dos jornalistas se limita à repetição, sem provas, contra o bravo Coronel Ustra, com unilaterais depoimentos de adversários figadais do militar, justamente, por impedi-los de implantar o terrorismo numa terra que continuam depravando;com a representação de uma atriz de conhecida emissora de televisão que se calou ao ser contraditada; ou, ainda, porque o Exército Brasileiro, apesar de todas as inverdades e calúnias, não cede à sedução do poder que compra todos com simples abanar de um leque de cédulas. Isso causa indignação à Causa seja a dos jornalistas seja a dos guerrilheiros, hoje, por obra do destino cruel, assentados no trono da nação e recebendo indenizações.

No uniforme, porém, desbotado pensamento da imprensa, um militar deveria estar impedido de emitir opiniões que não fossem as do seu próprio estamento. Por isso, ao falar na situação difícil por que passa o Brasil, de naturezas econômica, política, ética e que, “se ela prosseguir, poderá se transformar numa crise social com efeitos negativos sobre a estabilidade”, o General Villas Bôas trouxe preocupação a um jornalista que parece ignorar a crise pela qual passa o país e talvez visse nas palavras do Comandante alguma ameaça velada.

Tanto que “questionado” por ele sobre “a eventual crise social”, o General teve que, em nota, explicar o óbvio de que a menção à crise era “com o pensamento de legalidade, de estabilidade”.

O militar é um brasileiro fardado, é a materialização da lei constitucional sobre soberania e unidade nacionais. Portanto, não há razão para responder a questionamentos de quem está emparedado na ideia fixa do antimilitarismo.

Para nós outros, o que faltou às palavras do General foi clareza sobre a que “legalidade” e “estabilidade” se refere: as que mantêm o governo na arraigada luta pelo poder, assinando decretos perigosos, tornando secretos documentos de corrupção e permanecendo na contínua locupletação com o dinheiro público? Ou as que esperam todos os brasileiros que não abrem mão de sua soberania, de sua liberdade, de um governo democrático que a duras batalhas foram mantidos pelos antigos líderes militares?

Desconhece a imprensa que o Exército e as demais Forças exercem funções, além das restritas a cada uma. Ignora que elas amenizam as agruras sociais de brasileiros, ainda sem inclusão na sociedade, sem trabalho, sem estudos, perdidos nos recantos longínquos do Brasil, que nem os jornalistas sabem que existem.

São os militares que tratam da saúde, da alimentação, dos cuidados odontológicos dessa população, do transporte aéreo para hospitais, problemas que deveriam ser solucionados pelo Governo Federal que esbanja, nas prioridades do partido, o dinheiro destinado às políticas públicas.

São os militares que vivem o cotidiano dessa parcela de brasileiros relegada pelos políticos e governantes, preocupados, apenas, em disputarem a corrida da prevaricação.

Portanto, são eles que têm autoridade de analisar, de maneira crítica, a elevação do termômetro social em todas as regiões do Brasil e cabem-lhes alertar o país sempre que possíveis convulsões sociais estejam levantando poeira no horizonte.

Isso não cabe a jornalistas, em salas refrigeradas, limitados ao raquitismo da louvação à divindade, fora da realidade do passado e do presente, sem ter fundamentos históricos e visão sociológica para um esboço do futuro.


Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Vice-Presidente da Academia Brasileira de Defesa.

"Esses lixeiros da imprensa"


“É de mencionar, por exemplo, a circunstância de frequentar os salões dos poderosos da Terra, aparentemente em pé de igualdade, vendo-se, em geral e mesmo com frequência, adulado, porque temido, tendo, ao mesmo tempo, consciência perfeita de que, abandonada a sala, o anfitrião sentir-se-á, talvez, obrigado a se justificar diante dos demais convidados por haver feito comparecer esses ‘lixeiros da imprensa’” (Max Weber, em A Política como Vocação).

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Eugênio Bucci

O eclipse da razão se aprofunda. A conjuntura nacional vive dias de breu e de loucura. Os discursos se embaralham uns aos outros, como numa peça teatral em surto, com os vilões tomando para si as falas dos mocinhos e vice-versa. Em meio a tantas confusões, a mais espantosa é a aliança discursiva entre os donos de riquezas privadas acumuladas graças ao Estado e os militantes de esquerda que um dia sonharam em acabar com o capital.

De repente, os porta-vozes de empreiteiras mastodônticas viraram adeptos do media criticism. Já em julho, advogados dessas empreiteiras que adoram o capital, mas detestam o regime de concorrência de mercado, começaram a acusar as investigações da Lava Jato de serem um reality show. De terno e gravata, aderiram às teses de Noam Chomsky, com pitadas conceituais da Escola de Frankfurt. Foi assim que a mais anticapitalista das teorias da comunicação veio prestar socorro às causas de empresas cuja mentalidade anticomunista é mais atrasada que o latifúndio.

E aqui estamos nós. As denúncias de “manipulações” dos meios de comunicação viraram lugar-comum na argumentação das empreiteiras, numa estridente troca de sinal. Os bilionários convertidos ao media criticism lançam mão do mesmíssimo palavreado adotado pelo leninismo degradado em stalinismo e, mais presentemente, em chavismo histriônico. As fabulações de “campanhas difamatórias para derrubar o governo”, de “orquestrações midiáticas para destruir um projeto” e de “complô moralista para desestabilizar as instituições” aparecem tanto nas alegações processuais do capital anticoncorrencial (que quer ficar eternamente no paraíso da acumulação primitiva) como nas perorações fundamentalistas dos que cultuam um bolchevismo que nunca existiu (e nunca quis ser o que seus sacerdotes tardios imaginam que foi). Os herdeiros do patrimonialismo pátrio se aliaram aos herdeiros de uma concepção idealizada da ditadura do proletariado.

É, pois, o caso de perguntarmos: mas o que é que uns e outros têm em comum, afinal? Aparentemente, nada. São antagônicos em suas linhagens históricas. Enquanto uns guardam montanhas de dinheiro, montanhas ainda maiores do que as barragens das hidrelétricas que foram contratados (pelo Estado) para construir, os outros guardam montanhas de pretensões teóricas e se reivindicam seguidores de uma tradição de combate ao capitalismo. Uns e outros são antípodas. Não obstante, estão juntos. Cerram fileiras no discurso. Falam as mesmas frases. Pois bem: por que isso? Se são uns o oposto dos outros, por que se aliaram? Será que os ameaça um inimigo comum? Será que pelo menos isso eles têm em comum, um inimigo?

Parece que sim. A julgar pelo que uns e outros andam dizendo, o inimigo que ambos atacam em parceria é essa entidade que eles preferem chamar de “mídia”. Vejamos, então, as razões por que uns e outros veem a “mídia” como inimiga. Bem sabemos que as razões estão todas eclipsadas, mas, ainda assim, poderemos detectá-las ao longe, mesmo que elas insistam em permanecer invisíveis.

Busquemos as razões. Que “mídia” é essa que eles combatem com tanto fervor reacionário (no caso de uns) ou “revolucionário” (no caso de outros)? Certamente o problema de uns e outros não é a “mídia” em geral. O problema não está nas telenovelas, na indústria de videogames, no mercado fonográfico, nas redes sociais, nos programas de auditório, na publicidade, nos sites eróticos, nos blogs católicos, nada disso. O que os apavora não é a “mídia” em geral, mas a imprensa, só a imprensa. Eles combatem a prática do jornalismo, embora não ousem dizer esse nome. Não pegaria bem.

E por que detestam o jornalismo a esse ponto? A resposta agora é mais fácil: detestam porque o jornalismo vive de expor o que uns e outros gostariam de esconder (ou precisam, desesperadamente, esconder). Uns e outros, claro, dissimulam seus ataques. Não falam contra as qualidades do jornalismo. Seria contraproducente. Em sua estratégia de marketing político, atacam o jornalismo por seus defeitos (e o que não falta é defeito no jornalismo). Dizem que a “mídia” é sensacionalista – e muitas vezes é. Dizem que os “vazamentos” são “seletivos” – e são mesmo. O que os enfurece, porém, não são esses defeitos (dos quais já se valeram inúmeras vezes), pois o que uns e outros não suportam não são os defeitos, mas as virtudes da imprensa: a sua vocação compulsiva de revelar segredos de interesse público.

Nesse ponto, resulta bastante óbvio que uns e outros, contra todas as aparências, têm algo em comum além do inimigo comum: eles são o poder. Uns sempre foram o poder econômico, outros se alçaram ao poder político. E porque são o poder têm outra coisa em comum: os segredos. Há que guardá-los muito bem guardados (na Suíça, talvez). Para guardar os segredos de que são sócios, uns e outros, “os poderosos” desta terra adulam os jornalistas, que convidam para jantar em seus salões. Depois, a sós, se comprazem em xingar os repórteres de “lixeiros”.

Uns aprenderam a falar na língua dos teóricos de esquerda. Outros aprenderam a usufruir a fortuna da direita. Juntos, dizem que o maior demônio do Brasil é a imprensa, quer dizer, “a mídia”. Não aturam ver seu próprio lixo revolvido pelo jornalismo. Para continuar com seus negócios, dependem das trevas e do eclipse da razão. A imprensa, por mais defeituosa que seja, só vive na luz.


Eugênio Bucci é Jornalista e professor da ECA-USP. Originalmente publicado no Estadão em 29 de outubro de 2015.

É muito importante que os militares manifestem-se para a Nação


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Chagas

Caros amigos: Os militares têm o direito e o dever de ter e de expressar suas opiniões. Prática necessária ao momento e que causa espanto a alguns brasileiros cujas consciências os fazem temer a “voz das legiões”. 

Os militares são cidadãos com direito a votar e a participar da vida pública. Nunca foram alijados do processo político nacional ou estranhos no espectro social brasileiro, merecem o respeito e a admiração de seus patrícios e, jamais, a condenação ao silêncio eterno.

A democracia, salva por eles das garras dos que queriam o Brasil transformado em uma enorme Cuba, atrasada e reprimida, garante a todos o direito de pensar, querer, falar e defender suas ideias e anseios. Os que temem a opinião dos militares são os mesmos que têm enganado o povo com mentiras e meias verdades. São, de fato, os inimigos da democracia e da liberdade, valores pelos quais os soldados juram sacrificar até a vida, se preciso.

Os pressupostos constitucionais, os poderes constituídos, as instituições, a soberania e a própria sociedade são o alvo da dedicação exclusiva daqueles a quem esta mesma sociedade confia o poder de suas armas. Os brasileiros sabem que as suas Forças Armadas são democráticas por formação e confiam nelas apesar do empenho de seus inimigos para desmoralizá-las e demonizá-las.

Para os que ainda não enxergaram isto, ouvir a opinião dos militares, mesmo que no ambiente reservado de uma solenidade ou de um quartel, é interpretado como constrangimento, desobediência e indisciplina, quando, na verdade, é, apenas, a prática da cidadania e do dever de acompanhar a conjuntura e de estar atento às ameaças que se avizinham ou pairam sobre a Nação. Alertá-la para o perigo é uma decorrência dessa prática e desse dever.

A confiança e o prestígio que a sociedade dedica aos militares lhes dão um honesto e significativo poder de convencimento que põe em pânico os que por desprezível atavismo eternamente conspiram contra a liberdade.

Os princípios e os valores cultivados na caserna e ensinado nas escolas militares os tornam imunes às ambições que levaram o Brasil ao desastre econômico e político e os fazem confiáveis para a missão de manter os imorais e a sua imoralidade ao alcance das suas vistas.

Eles estão e estarão sempre atentos à vida nacional e aos rumos que a ela são dados pela conjuntura interna e externa e os brasileiros de bem sabem que podem confiar em suas atitudes e em seus princípios, pois são estas atitudes e princípios que asseguram o seu caráter democrático e o seu apego à liberdade.

A Nação sabe que para os militares o Brasil está, e sempre esteve, acima de tudo!


Paulo Chagas é General de Brigada, na reserva. = Nenhuma ditadura serve para o Brasil.

Ainda as inverdades da Omissão Nacional da Verdade

Os membros da CNV, José Carlos Dias, José Paulo Cavalcanti, Maria Rita Kehl, Pedro Dallari, Paulo Sérgio Pinheiro e Rosa Cardoso, entregam o Relatório à Presidenta Dilma Rousseff, em cerimônia realizada em 10 de dezembro de 2014 no Palácio do Planalto. Foto: Fabrício Faria|CNV

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

A Omissão Nacional da Verdade, composta por 7 membros da escolha da presidentA da República, e terminando seus trabalhos com 6 membros devido à renúncia de um deles, relacionou os nomes de 434 pessoas mortas ou desaparecidas, no período de 1964 a 1985 (embora na Lei que a criou seus trabalhos devessem abarcar o período e 1946 a 1988), que teriam sido mortas ou desaparecidas por culpa de uma relação de 377 militares e civis, “responsáveis pelos crimes da ditadura”, como escreveu a Omissão.

Ocorre que ao divulgar a relação das 434 pessoas mortas ou desaparecidas pelos militares e civis, a Omissão mais uma vez MENTIU!

Consultando a referida lista constata-se que pelo menos 12 pessoas relacionadas NÃO FORAM MORTAS OU DESAPARECERAM POR CULPA DE MILITARES OU CIVIS BRASILEIROS, o que significa que a Omissão Nacional da Verdade MENTIU à PresidentA e ao povo brasileiro.  E  ficou tudo por isso mesmo. Simples, assim... Essas pessoas são as seguintes:

JUAREZ GUIMARÃES DE BRITO, do comando da Vanguarda Popular Revolucionária, que cometeu o suicídio em 18 de abril de 1970, no Rio de Janeiro, ao ver-se cercado pela chamada repressão.

EIRALDO PALHA FREIRE, faleceu no Hospital de Aeronáutica do Galeão em 4 de julho de 1970, após ser baleado, em 1 de julho, quando tomava parte na tentativa de seqüestro do Caravelle PP-PDX, da Cruzeiro do Sul, no Aeroporto do Galeão.

JAMES ALLEN LUZ, militante da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, morto em acidente de automóvel por ele dirigido, no RS, em 16/11/1977.

ROSALINO CRUZ SOUZA (“Mundico”), militante do PC do B na Guerrilha do Araguaia, cujo nome foi grafado incorretamente no relatório da Omissão Nacional da Verdade, como ROSALINDO SOUZA. Sua morte não foi da responsabilidade de nenhum dos 377 militares ou civis “responsáveis por crimes da ditadura”, como assinala mentirosamente o relatório da Omissão da Verdade. Ele foi “justiçado” por sua companheira de armas DINALVA CONCEIÇÃO TEIXEIRA (“Dina), como amplamente divulgado em livros e artigos.

JANE VANINI, militante do Movimento de Libertação Popular, morta no Chile em 6/12/74, como militante do MIR-Movimiento de Izquierda Revolucionária.

TULIO ROBERTO CARDOSO QUINTILIANO, militante no Brasil do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, dado como desaparecido no Chile em outubro de 1973.

ZULEIKA ANGEL JONES, morta em acidente automóvel por ela dirigido, no Rio de Janeiro, em 14 de abril de 1976.

VÂNIO JOSÉ DE MATOS, morto no Chile em 16/10/1973, após ser preso e levado para o Estádio Nacional.

TITO DE ALENCAR LIMA, integrante de uma relação de banidos do Brasil, trocado pela vida de um embaixador seqüestrado, cometeu o suicídio na França em 10/8/1974.

NILTON ROSA DA SILVA, morto no Chile em 15/6/1973, como militante do MIR-Movimiento de Izquierda Revolucionária.

NELSON E SOUZA KHOL – desaparecido no Chile em 15/9/1973.

LUIZ CARLOS DE ALMEIDA – desaparecido no Chile em 14/9/1973. 

FRANCISCO TENÓRIO CERQUEIRA JUNIOR, músico brasileiro desaparecido em Buenos Aires.

MARIA AUXILIADORA LARA BARCELOS, cometeu suicídio na Europa.

GUSTAVO BUARQUE SCHILER, cometeu suicídio no Rio, atirando-se do alto de um edifício em Copacabana.


Como se observa, e como já assinalei em alguns e-mails, o relatório da Omissão Nacional da Verdade é MENTIROSO! Está eivado de inverdades e presunções, apontando como criminosos patriotas militares e civis que evitaram que o Brasil fosse transformado em um Cubão.

Como exemplo, o tal relatório apontou como torturador o Marechal do Ar Eduardo Gomes, patrono da Força Aérea Brasileira, além dos presidentes da República no período 1964/1985, diversos chefes militares, e vários outros, pelo simples fato de terem sido designados para servir em Órgãos de Inteligência. 

Infelizmente constato que nunca os atuais chamados comandantes militares se pronunciaram para defender seus antecessores e seus subordinados da Marinha, Exército e Aeronáutica, o que será cobrado pelas futuras gerações!


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

Coração de Mãe

Velha foto de família

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Nelson Motta

Que Lula que nada, que Dilma menos ainda; nesses dias desatinados o rumo e o destino do país passam pelo que pensa e sente dona Marisa Letícia, que manda em Lula e está como uma leoa ferida porque tem dois filhos na mira da Polícia Federal. Mãe é mãe, por piores que sejam as acusações aos filhos, mesmo provadas, eles serão sempre inocentes, e se não forem tanto, terão sido as más companhias, os falsos amigos que se aproveitam deles, será sempre por injustiça e perseguição.

Embora não se saiba o que pensa e sente dona Marisa, já que em oito anos de lulato ela nunca abriu a boca (cada vez maior) em público, não se sabe de nenhuma opinião dela sobre nada. No núcleo duro lulista, sabe-se que ele morre de medo da “Galega”, e uma vez chegou a se queixar a jornalistas que, por desobedecê-la em alguma decisão política, estava sofrendo uma greve sexual em casa e, sabe como é, Lula não passa sem um sexozinho.

Para ser candidato a prefeito do Rio de Janeiro, o deputado Eduardo Paes teve que ir a Brasília pedir desculpas de joelhos à “Galega”, implorar o seu perdão, e ser esculachado por ela, por ter acusado seu filho Lulinha, que enriqueceu com a Gamecorp, na CPI dos Correios. Lula, cínico, perdoou, mas disse que, sem o aval da patroa, não poderia apoiar Eduardo e a aliança com o PT carioca. Parece ficção, mas revela como a poderosa loura foi decisiva na história do Rio de Janeiro.

Dilma só foi ao aniversário de Lula em São Paulo depois de longa negociação de Jaques Wagner com dona Marisa, que estava furiosa e atribuía a ela e ao ministro da Justiça a busca da Policia Federal no escritório de seu filho.

Imaginem as opiniões da eminência loura sobre o atual momento do Brasil e da família Lula da Silva. E buzinando no ouvido de Lula dia e noite suas ideias, conselhos e ordens. Quem está com nós, quem está contra, que mentira contar, que balde chutar, quem jogar ao mar. É arrepiante.

O pior é que ela nunca vai poder usufruir do tão sonhado triplex do Guarujá, que, diz Lula, ela comprou por R$ 48 mil da Bancoop, e depois do escândalo foi colocado à venda por R$ 1,5 milhão. Pobre Lula.


Nelson Motta é Jornalista e crítico musical. Originalmente publicado em O Globo em 30 de outubro de 2015.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Comandanta Dilma manda Exército minimizar exoneração, por Aldo Rebelo, de General que a criticou


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

As Forças Armadas do Brasil ficarão desmoralizadas completamente, se o Exército aceitar, passivamente, sem ao menos algum "ato simbólico", a exoneração do General Antônio Hamilton Martins Mourão do cargo de Comandante Militar do Sul. Não é justo nem legítimo que o oficial de quatro estrelas e membro do Alto Comando da força terrestre tenha sido punido por dois motivos: por causa de crítica feita à Presidenta Dilma Rousseff, em ambiente fechado, durante palestra a oficiais da reserva, ou em função de uma homenagem pública que prestou ao em memória do recém falecido Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra - carimbado pelas gestapos e SSs da esquerda tupiniquim como "violador dos direitos humanos".

Agora, com uma crise militar claramente escancarada (mesmo que seja oficialmente negada pelos porta-vozes da caserna), tende a se agravar o impasse institucional brasileiro - fenômeno que alguns idiotas ou oportunistas fingem não existir, mas que é tão concreto quanto a desgovernança do crime organizado no Brasil. A "questão militar" ganha tons simbólicos porque a detonação de Mourão foi tomada pelo Ministro da Defesa Aldo Rebelo. O ilustre membro do PC do B obedeceu à ordem da "Comandanta-em-chefa" Dilma e também ouviu os clamores dos militantes comunistas, que vem propagandeando na mídia a campanha "Não ao golpe". Será que os "camaradas" ficaram assustados com as recentes falas dos militares advertindo sobre perigos da crise social?

Nada custa recordar que, no último dia 9 de outubro, o comandante do Exército, General Eduardo Villas Bôas, já tinha advertido, em videoconferência para oficiais da reserva, sobre o risco de uma "crise social" que afetaria a estabilidade do País: "Estamos vivendo situação extremamente difícil, crítica, uma crise de natureza política, econômica, ética muito séria e com preocupação que, se ela prosseguir, poderá se transformar numa crise social com efeitos negativos sobre a estabilidade. E aí, nesse contexto, nós nos preocupamos porque passa a nos dizer respeito diretamente".

Por pressão direta de Dilma e do PC do B, o General Mourão foi "promovido" para a "geladeira". Ficará completamente afastado da tropa, por ter sido burocraticamente atirado na Secretaria de Economia e Finanças do Exército. A punição era previsível. O Alerta Total havia antecipado na edição de 20 de outubro que Dilma Rousseff pediria a cabeça dele por causa do teor explosivo, que vazou na imprensa, da palestra dada no CPOR de Porto Alegre, em 17 de outubro. Além de ter usado nos slides expressões como "sobrevida", "Renovação", "queda controlada" e "caos", o General analisou: "A mera da Presidenta da República não trará uma mudança significativa no status quo (...) A vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, má gestão e corrupção".

O novo Comandante Militar do Sul é o General de Cavalaria Edson Leal Pujol, promovido este ano a quatro estrelas, que comandou a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti, entre março de 2013 e o mesmo mês de 2014. O militar é considerado um dos "intelectuais" do Exército, pois foi primeiro de turma na Academia das Agulhas Negras, na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, fazendo jus à raríssima Medalha Marechal Hermes (aquele de prata, com três coroas douradas). Pujol é quem agora tem a nada fácil missão de cuidar da "Elite do Combate Convencional" - como seu comando de área é qualificado internamente no EB.  

Oficialmente, a transferência de Mourão será tratada como um ato de rotina burocrática do Exército. Tanto que ontem o Centro de Comunicação Social do Exército publicou e veiculou a edição 36 do famoso Infomex, comunicando a promoção e movimentação de oficiais generais. Além de Mourão, também foi exonerado o Comandante Militar do Norte, General Oswaldo de Jesus Ferreira, que foi designado para a chefia do DEC (Departamento de Engenharia e Construção) do Exército. Os dois apenas encabeçam a enorme lista de uns 70 generais e coronéis que mudam de postos - uma rotina na Força Terrestre.

Assim, fica muito mais fácil e conveniente se a Velhinha de Taubaté preferir acreditar que não existe qualquer "crise militar", no momento em que a classe política ratifica sua falência moral... Um dos atestados disto é a Resolução do Partido dos trabalhadores. O documento "Construindo um Novo Brasil" denuncia uma "sabotagem" contra o ex-Presidente Lula. No entanto, se omite, gravemente, sobre qualquer proposta de saída do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, cuja permanência foi defendida por Lula, em troca da aprovação do pacote fiscal do governo Dilma. O texto também não fale em "fora, Levy", mas apenas pede uma mudança na política econômica tocada pelo "Ministro da Fazenda do Bradesco" (aspas pronunciadas pelas más línguas petralhas)...

Por tudo isso, a crise estrutural brasileira vai longe, sem previsão de que seja contida pacificamente... O quadro, já tenso, tende a se agravar... Militares e Militantes não querem um conflito aberto. A fonte das incertezas é a radicalização, sobretudo pela irresponsabilidade política de uma esquerda completamente sem noção e que tratou de se locupletar durante a gestão PT-PMDB... Os irresponsáveis Círculos Bolivarianos operam a pleno vapor no Brasil. Os Generais sabem, observam e não estão gostando nada...

Exatamente por isso, qualquer imagem do camarada Aldo "passando a foice comunista" em um General, mesmo que no formato de piada de caserna, causa tanto rebuliço...

Reveja a polêmica militar: General prega que vantagem de mudar Dilma seria "o descarte da incompetência, má gestão ecorrupção"

Releia também o artigo: Onde vai parar o cerco à família Lula?


Versão saideira

Nos bastidores do Forte Apache, circula uma outra versão para a saída do Mourão.

Como o General já sabia que mudaria de função, rotina no Exército, aproveitou a situação para "carregar nas tintas" na palestra aos oficiais da reserva, cujo conteúdo "vazou" (ou foi propositalmente vazado?).

Na avaliação dos militares, o desgoverno Dilma precisava receber um duro recado vindo de dentro da caserna...

Não foi calado...


Do Relações Públicas Ney Sucupira, experiente analista de assuntos estratégicos e profundo conhecedor da área de inteligência militar, sobre a ida do General Mourão para a "geladeira":

"A exoneração foi uma promoção. Agora temos um líder castrense de opinião exposto oficialmente, catalisador de ostensivas  e silenciosas angústias em defesa da honra da Pátria. Merece nosso respeito e serena apreciação, diante do grave momento de desconforto da administração pública pela corrupção oficial , decadência do Parlamento Nacional, deboche das Leis e desafio da honra do Judiciário, sob governo desmoralizado internacionalmente. Mourão foi apenas movimentado, mas não calado, e a sua instituição sai fortalecida pela ressonância de suas palavras que ressoam em proveito do fortalecimento  do esprit de corp de aguerridas energias latentes".

Bispo Macedo x Lula?

Perguntinha que circula nos bastidores do Senado: Será que Lula invadiu o Templo do Rei Salomão e deu um chute na Arca da Aliança?

A indagação serve para ironizar a abrupta mudança editorial do jornalismo da Rede Record, cujo "proprietário" é o Bispo Edir Macedo, líder máximo da Igreja Universal do Reino de Deus, contra o até então "santificado" companheiro $talinácio.

Ainda no infame cafezinho do Congresso Nacional, há quem jure que a ordem dada por Macedo para marretar Lula é uma inspiração divina vinda, diretamente, do Olimpo do Palhasso do Planalto, onde Dilma é uma deusa em desgraça...

Trituração

A Record adotou a estratégia de detonar Lula indiretamente, batendo pesado na facilmente questionável velocidade da fortuna angariada pelos filhos dele, Luis Claudio e Fábio Luiz, em duas reportagens pesadísimas:

Jornal da Record mostra que Operação Zelotes da Polícia Federal faz buscas na empresa de um dos filhos do ex-Presidente Lula


Jornal da Record mostra polêmica trajetória profissional de Lulinha, filho mais velho de Lula


Protegido


Sabotagem

As cinco páginas de resolução petista, que ainda pode sofrer modificações de conteúdo, atestam que o PT experimenta de seu próprio veneno nazicomunofascista:

“Vazamentos seletivos, prisões abusivas, investigações plenas de atropelos e denúncias baseadas em delações arrancadas a fórceps e sem provas comprobatórias revelam a apropriação de destacamentos repressivos e judiciais por grupos subordinados ao antipetismo, que atuam com o intuito de difamar o principal partido da classe trabalhadora, seus dirigentes e o maior líder popular da História brasileira. O PT considera essas situações como abomináveis e destinadas à sabotagem política”.

Aldo detona


Colabore com o Alerta Total

Neste momento em que estruturamos mudanças para melhor no Alerta Total, que coincide com uma brutal crise econômica, reforçamos os pedidos de ajuda financeira para a sobrevivência e avanço do projeto.

Os leitores, amigos e admiradores que quiserem colaborar financeiramente conosco poderão fazê-lo de várias formas, com qualquer quantia, e com uma periodicidade compatível com suas possibilidades.

Nos botões do lado direito deste site, temos as seguintes opções:

I) Depósito em Conta Corrente no Banco do Brasil. Agência 4209-9, C/C: 9042-5, em favor de Jorge Serrão.

OBS) Valores até R$ 9.999,00 não precisam identificar quem faz o depósito; R$ 10 mil ou mais, sim.

II) Depósito no sistema PagSeguro, da UOL, utilizando-se diferentes formas (débito automático ou cartão de crédito).

III) Depósito no sistema PayPal, para doações feitas no Brasil ou no exterior.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Outubro de 2015.