domingo, 3 de janeiro de 2016

A Implacável balança da razão


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Alberto Da Cás

O homem na sua longa marcha da insensatez, às vezes, prefere caminhar em vales com densa neblina. Nessas paragens então surgem líderes com os pés de barros, com suas utopias, para seduzir o povo incauto para atalhos perigosos. Mas, o tempo é o senhor da razão. Luzes aparecem no distante horizonte para motivar a retomada do rumo certo. Assim caminha a grande marcha da evolução da humanidade.

O socialismo foi a maior farsa do século XX. Porém, até hoje seduz muitos incautos, entre anjos, anestesiados ou espertos cidadãos. Embora prometesse a prosperidade, a igualdade e a segurança, só proporcionou pobreza, penúria e tirania. A igualdade foi alcançada apenas no sentido de que todos eram iguais na pobreza, lógico, excluindo os dirigentes do sistema.

No socialismo, os incentivos são em geral ignorados. Uma economia planejada centralizada, sem preços ou lucros de mercado, em que a propriedade é do Estado, alija o mecanismo eficiente de incentivos para guiar e incentivar a atividade econômica. Por outro lado, no capitalismo os incentivos são essenciais, implicando preços de mercado, contabilidade de lucros e perdas, o direito de propriedade, entre outras motivações, e acima de tudo, a essencial liberdade responsável na sociedade.

Os marxistas gostam de comparar uma versão teoricamente perfeita do socialismo com o capitalismo real, imperfeito, o que lhes fazem afirmar que o socialismo é superior ao capitalismo. Só que na prática, como o homem e a natureza são imperfeitos e têm os seus limites, os sistemas também os são. Então a correta comparação é: capitalismo aplicado x socialismo aplicado.

Assim, a inevitável crueldade dos fatos mostra que nenhuma experiência da implementação da utopia de Marx deu certo. Tudo ruiu, como o muro de Berlim e a poderosa URSS. Hoje restam múmias esquisitas como a Coreia do Norte e Cuba. Novas tonalidades simpatizantes populistas, como o peronismo, o bolivarianismo e o lulismo, entre outros ismos, quebraram nações latinas e hoje estão sendo rejeitados diante dos pífios ganhos insustentáveis e de grave crise econômica.

Enfim, a história é implacável: entre perdas e ganhos, constata-se que apenas o capitalismo funciona, permitindo ainda ser mais aperfeiçoado com novas práticas eficazes de justiça social. Assim, para o bem da humanidade e da democracia, nesse vetusto embate, sugere-se menos filosofia teórica e mais razão e resultados.


Carlos Alberto Da Cás, General, Doutor em Aplicações, Planejamento e Estudos Militares e MBA Executivo da FGV.

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