quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Ambição desmesurada


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

O Brasil está sendo roubado e espoliado desde a tempo que remonta à sua descoberta, mas o momento atual de contemporaneidade extrapolou qualquer lógica e precificação. Alguns maus brasileiros, das classes econômica e política, se lixaram para os bons conceitos de moralidade, decência e probidade, e com as mãos sujas invadiram o dinheiro do contribuinte e fizeram negócios espúrios e detrimentosos à atividade econômica.

Criou-se um  péssimo ambiente, de desregulação geral, e a entidade responsável pela fiscalização e supervisão ficou calada, comprovando que os órgãos regulatórios são feitos para inglês ver. E assim igualmente a nossa lei anticorrupção, razão pela qual os americanos serão impiedosos nas indenizações e ressarcimentos que deverão ser pagos por ludibriar o mercado estrangeiro.

Aos olhos do governo, tudo se passa com total normalidade e as promessas continuam. Até parecem de campanha, a cada dia um peixe grande é citado, mas nosso parlamento em recesso e nossa economia em recessão. Daí a proximidade com a depressão é um passo bem perto, já que estamos paralisados, anestesiados e ninguém consegue mudar essa catastrófica situação de péssimas notícias que inauguraram o ano de 2016.

Agora vem o governo com mais um plano mirabolante de permitir que os bancos públicos reduzam os juros para facilitar acesso ao crédito.Não percebem que devem incrementar a produção e não apenas ao consumo, já que toda prioridade ditada para que o particular consumisse mostrou-se cara, inócua e somente aumentou o número de inadimplentes.

Com razão,o Papa Francisco na última obra parece diagnosticar o tumor da sociedade moderna: o convívio desmesurado pela ambição na corrupção, o dinheiro, o poder, e a riqueza,ma distribuição e a miséria de milhões de refugiados. Uma terceira guerra mundial que se instaurou leve e silenciosamente, atingindio em cheio os países emergentes e colocando a prova a capacidade de sair dessa situação escandalosa.

E definitivamente, apesar do seu relevo, e múltiplas vantagens, a operação lava jato, por si só, não será capaz de reequilibrar as finanças do Brasil ou aquecer a economia. Essa velha política de que é dando que se recebe ficou clara com o envolvimento maiúsculo de políticos de altas hostes com empresários de fina cepa, do melhor naipe, e que o Brasil se exploda, já que agora está definitivamente implodindo com o pessimismo que se abateu, o desemprego, a paralisação das obras, devolução de imóveis, afora a situação tenebrosa das montadoras que apostaram no Brasil e levaram um tremendo pito das matrizes, pois que a venda de veículo esse ano será bem menor do que já fora em 2015.

E agora,a pretexto de regulamentar as prisões provisórias ou preventivas, querem reduzir sua aplicação com medidas alternativas e ou socioeducativas para perigosos criminosos integrantes de quadrilhas. Ao que se colhe o Brasil fora descoberto mesmo para não dar certo. Seu futuro sempre incerto jamais chegou e a calamidade da reeleição é seu pior remédio. Não há, enganam-se todos, direita ou esquerda, o que existe, em definitivo, são péssimos representantes do povo que escolhidos a dedo, por falta de opção, por incautos e incultos, fazem a liturgia de roubar a todo custo e por tal razão temos um déficit público impagável e incalculável.

Não sabemos o tamanho do buraco no qual o governo nos colocou e a situação se deteriora a olhos vivos a cada minuto, mas como não há um coelho uma carta mágica, e todas as previsões se frustram vamos aguardar desastre final para mandarmos para os endereços certos nossos votos de condolências. E o aspecto que se descortina demonstra que a única solução para o brasileiro digno, decente, e que pretende mudar essa rotina cruel é o caminho dos aeroportos, mais de 200 mil brasileiros se mandaram nos últimos anos sem esperança de voltar;

E o governo agora tributa a remessa de dinheiro para o exterior em 25%, mas uma barbaridade, como se viver fora fosse luxo, ao contrário uma necessidade diante da calamidade, tempestade perfeita e total despreparo que conjuga corrupção com destruição econômica e a totalização de uma contabilidade que deixará muito ganhador do premio Nobel espantado.


Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Um comentário:

Loumari disse...

Mostre-me um homem que não seja escravo das suas paixões.
(William Shakespeare)