sábado, 23 de janeiro de 2016

Heróis da Pátria

Dilma e seu herói Brizola, em março de 1998

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Clovis Purper Bandeira

A presidente Dilma Rousseff sancionou lei aprovada pelo Senado que inclui o político gaúcho Leonel Brizola no Livro dos Heróis da Pátria, que homenageia brasileiros que se destacaram na defesa e construção da história nacional. A lei foi publicada no dia 29 de dezembro de 2015. O livro, com páginas de aço, fica exposto no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

A lei sancionada por Dilma também reduz de 50 para dez anos após a morte o tempo necessário para que uma personalidade possa ser homenageada no Livro dos Heróis da Pátria. “A distinção será prestada mediante a edição de lei, decorridos 10 (dez) anos da morte ou da presunção de morte do homenageado”, diz a nova redação.

O preocupante não é tanto a inclusão de Brizola na lista, mas a redução do prazo de decorrência da morte do homenageado, que era de 50 anos, para 10 anos, o que retira o distanciamento necessário para que um personagem possa ser analisado de maneira mais isenta, serenadas as paixões que o envolveram no cenário histórico em que viveu.

Mais preocupante ainda: o prazo refere-se, agora, a “10 (dez) anos da morte ou da presunção de morte do homenageado”. Fica, deste modo, aberta a possibilidade para que seja estendida a falsos heróis, de conduta mais discutível ou condenável, mas de orientação ideológica mais de acordo com a da autoridade que promove a homenagem.

A lista dos Heróis da Pátria, que começou com dez vultos históricos, já aumentou para mais de quarenta, sendo os heróis cada vez mais recentes em nossa história. Até então, os mais novos eram Getúlio Vargas e Chico Mendes.

Qualquer relação deste tipo nunca contará com a plena concordância de todos.

A inclusão de Brizola, o “herói” que conclamou os sargentos do Exército a matarem os oficiais e incendiarem os quartéis, depois de se colocar a salvo em confortável autoexílio, acelera desnecessariamente a concessão da honraria e coloca sob suspeita a isenção que deve envolver a mesma.
Na controvertida carreira política de Brizola, alguns fatos permanecem obscuros.

Algum tempo após ir para o exílio, surgiram comentários sobre Brizola ter obtido apoio financeiro do presidente de Cuba Fidel Castro para a organização de um movimento armado contra o regime militar brasileiro. Fidel então teria dado a Brizola cerca de um milhão de dólares para financiar a denominada Revolução Socialista no Brasil.

Embora considerado um boato por alguns, há dois livros que tratam do assunto, e que mostram que não se trata de uma "invenção".

Quando governador do Rio de Janeiro, Brizola foi acusado de ter ligações com os contraventores do jogo do bicho e de ser omisso no combate ao tráfico de drogas.

Segundo seus críticos, o governo do pedetista teria sido fundamental para a consolidação do crime organizado no Rio de Janeiro. Essa percepção decorreu de Brizola adotar uma linha de ação na qual a polícia só poderia fazer incursões em favelas baseadas no respeito aos direitos humanos, em contraposição ao que era considerado por ele como arbitrariedade do estado.

A política do confronto armado, adotada pelos seus antecessores Chagas Freitas e Moreira Franco, foi abolida. Desta forma o crime organizado cresceu e se fortaleceu.

A controvertida figura do político gaúcho, portanto, está longe de ser unanimemente considerada a de um “herói da Pátria”. Para muitos, foi um político demagogo, populista, mentiroso e desonesto, que se refugiou sob o rótulo de “socialista” para galgar o poder a qualquer preço. Não há dúvidas de que essas “qualidades”, apreciadas pelo petismo, levaram a presidente a alterar a lei e a transformá-lo num herói de araque.


Clovis Purper Bandeira, General, é Editor de Opinião do Clube Militar.

6 comentários:

Cristiano Arruda disse...

EM 1998 A VAGABUNDA JÁ USAVA BOLSA CHANNEL.

Anônimo disse...

Parece que agora não são mais só os políticos que são feitos a "facão",mas também os "heróis".Na verdade o único gesto de grande importância e coragem que Brizola teve quando governou o Rio Grande, foi ter resistido aos que não queriam a posse do seu cunhado João Goulart,ambos do mesmo partido (o antigo PTB),desencadeando a "Legalidade",em 1961. Mas isso jamais poderia ser considerado nenhum "heroísmo",e sim defesa de um interesse político próprio. Cheguei a cair na armadilha de admirar esse falso herói na minha juventude. Só "acordei" mais tarde. Não importa que agora conste em lei,mas me recuso a considerá-lo "herói",assim coimo outros impostores que constam dessa relação nomeada pelos políticos. O artigo ora comentado bem mostra o apoio que o "herói"deu à criminalidade no Rio de Janeiro,quando lá esteve como Governador. Mas tudo "fecha". Os bandidos subiram ao poder.Talvez essa nomeação seja uma forma de reconhecimento , agradecimento e homenagem a quem tanto fez pelos bandidos.No mínimo,tem coerência.Sérgio A.Oliveira

eduardo Henrique disse...

Concordo que Brizola não chega nem perto de ser considerado herói. No entanto nossos generais-e o senhor é um deles- continuam até hoje distribuíndo medalha do pacificador para políticos corruptos e bandidos do executivo além dos protetores de safados no judiciário. Limpem a casa primeiro e depois terão o direito de escrever sobre heróis. Quando na ativa nada dissera, nada fizeram, então não tem o direito de reclamar. Não me representam. A Instituição Exército Brasileiro está acima de tudo isso, e é ela que eu rendo minha homenagem e ainda que sou capaz de defendê-la dos ditos defensores oportunistas. O Exército ao qual pertenço e no qual acredito não merece apoiar homens que puderam realizar muito pela Instituição e pelo País e nada fizeram.

Anônimo disse...

Essa rapariga no lugar de estar trabalhando seriamente diante da monstruosidade do DESASTRE da crise que ELA e seus bandidos cupichas provocaram, fica fazendo abobrinhas e viajando , fazendo turismo com nosso dinheiro.
O pior é que não há MACHO neste Brasil de hoje pra dar um BASTA nesta descarada BANDALHEIRA.
p.s E BRIZOLA foi um traíra covardão que fantasiou de mulher para fugir do Brasil em 1964.
So podia ser mesmo "heroi" da sua corja comunista.
Fodam-se comunistas de merda! O Brasil se desintegrará mais jamais será vermelho.
Vai virar uma imensa Africa,Haiti,Cuba,Syria,Afganistão ou seja virou já uma terra de merda pelas mãos de lula e Dilma e o PT! MALDITOS SEJAM!!!!

Anônimo disse...

Há pouco a acrescentar aos artigos dos generais Pimentel e Bandeira, mas vamos lembrar que o Brizola é ídolo da presidenta Dillma.
E os dois presidentes que ocuparam os cargos pelo PT são igualmente demagogos, populistas, mentirosos e desonestos.
Se alguém tem dúvida quanto a isto, vamos apoiar as instituições democráticas deste país (MPF e PoLícia Federal) e aguardar as investigações, inclusive em relação à atual presidenta, que até este momento está sendo blindada, por interpretação equivocada da Carta Constitucional de 1988.
ANTONIO AUGUSTO.

Loumari disse...

Anônimo de 3:14 PM

África não é um país, mas sim, um continente. O que você sabe da África para lhe catalogar de vermelho?
Você diz que Brasil jamais será vermelho? Está você assim tão cego ao tal ponto de não ver o que está na sua fronte? Brasil já é VERMELHO E COM FOICE. A foice que vos decapitará.