quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

IPVA pra PQP!


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Um dos mais fortes candidatos a detonador do dia de fúria é o IPVA - principalmente na cidade de São Paulo, mas também em tantas outras cidades do Brasil nas quais o modelo globalitário de controle social vigora.

O cidadão trabalhou, pagou o imposto sobre a renda, comprou um carro já onerado por outros tributos (v. g. IPI).

Paga pelo combustível mais caro do mundo (cheio de outros impostos).

Aceita passivamente a impossibilidade de circular a qualquer dia e qualquer hora (rodízio).

Se submete a uma absurda redução da velocidade máxima em ruas, avenidas e marginais.

Apavora-se com a indústria da multa, e dirige perigosamente, em velocidade abaixo do seguro, causando inúteis engarrafamentos, que geram ainda mais tensão social.

Todos perdem paciência, tempo e dinheiro - senão com as multas, com os gastos a mais em oficina.

Os lesados ainda têm que pagar um medieval imposto anual para circular com seu veículo.

Em ano eleitoral é possível que os políticos “bonzinhos” voltem a elevar as velocidades máximas.

Os jornalistas sérios já estão investigando as empresas fabricantes das novas placas de trânsito substituídas.

Se forem aumentadas, docemente constrangidos, farão novas placas - que custarão milhões aos cofres públicos, porém devem ajudar nas campanhas políticas dos amigos do rei.

É bom ficar esperto: O maldade é provável candidato a reeleição e ao magnicídio.

Quem quer mandar os impostos para a PQP, antes, pode mandar os governantes.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

4 comentários:

Loumari disse...

As Entranhas da Terra na Vida de um Homem

Ao fim dos primeiros dias de trabalho, deu por si de pé no centro do corredor, percorrendo as divisões com o olhar, e julgou perceber melhor a massa de que era feito o seu povo. Tudo oxidava. Os metais oxidavam, as madeiras oxidavam, as paredes e os tecidos e os objectos oxidavam — e o que não oxidava enchia-se de salitre, ressequia ao sol ou, sobrevivendo aos abalos de terra, tombava à fúria do vento. E, no entanto, havia algo de belo nisso também, como se ao cabo de uma só vida um homem pudesse dizer, sem grande esforço metonímico, que as entranhas da Terra se revolviam no interior do seu próprio estômago.

"Joel Neto, in 'Arquipélago'
Portugal n. 3 Mar 1974
Escritor / Cronista

Loumari disse...

Encaminhamo-nos para uma Grave Crise

A situação económica tem-se agravado e tenderá a agravar-se. Tendo causas estruturais, as dificuldades da economia não podem ser vencidas por medidas através das quais o governo procura fazer face aos mais agudos problemas de conjuntura. O afrouxamento do ritmo de desenvolvimento, a baixa da produção agrícola, os défices sempre crescentes, do comércio externo, a inflacção, a acentuação do atraso relativo da economia portuguesa em relação às economias dos outros países europeus, mostram a incapacidade do regime para promover o aproveitamento dos recursos nacionais, o fracasso da «reconversão agrícola» e a asfixia da economia portuguesa pela dominação monopolista, pelas limitações do mercado interno provocadas pela política de exploração e miséria das massas e pela subjugação ao imperialismo estrangeiro. (...) O processo de integração europeia, dado o atraso da economia portuguesa, agravará a situação.

Os monopólios dominantes e o seu governo procuram sair das contradições e dificuldades, assegurar altos lucros, apressar a acumulação, conseguir uma capacidade competitiva no mercado internacional: 1) intensificando ainda mais a exploração da classe operária e das massas trabalhadoras; 2) aumentando os impostos; 3) dando curso à subida dos preços; 4) apressando a centralização e a concentração; 5) pondo de forma crescente os recursos do Estado ao serviço dos monopólios; 6) submetendo de forma crescente a economia portuguesa ao imperialismo estrangeiro; 7) procurando assegurar as fontes externas para o equilíbrio financeiro, designadamente turismo e remessas de emigrantes.

No plano económico, tal orientação encaminhará o país para uma grave crise. No plano social e político, a evolução da situação económica tenderá a aumentar a tensão social e a intensificar a luta de classes.

"Álvaro Cunhal , in "Sobre a Situação Política e as Tarefas do Partido (1973)"
Portugal 10 Nov 1913 // 13 Jun 2005
Político/Escritor

Loumari disse...

Um dos mistérios do crescimento é justamente este de sermos obrigados a superar crises e termos de largar coisas a um nível para passarmos ao nível seguinte. Sem crises e sem perdas não há ganhos. É preciso perder para encontrar e, de certa forma, morrer para renascer.
(Laurinda Alves)

Anônimo disse...

Alguém pode comentar alguma coisa que tenha a ver com o texto?