quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Lula, o onesto, vai nos salvar dos juros?!


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O desarranjo político na economia brasileira é fruto da gastança do setor público (com salários altos de uma massa gigante de servidores, com as perdas geradas corrupção sistêmica, mais a orgia para financiar benesses e favores patrimonialistas para a politicagem). Em vez de focar os recursos nos investimentos em infraestrutura e na melhoria dos serviços sociais, os governos gastam mais do que brutalmente arrecadam, pagam cada vez mais caro para pegar grana emprestada no mercado e alimentam a ciranda financeira causadora de mais especulação, inflação, carestia, desemprego, concentração de renda e outros males menos votados.

A crise estrutural fica ainda mais agravada pela absoluta falta de credibilidade. A chamada "autoridade monetária (Banco Central do Brasil), na figura do presidente Alexandre Tombini, não tem. Dilma Rousseff tem menos ainda. A cabecinha estatizante dela, pretensamente desenvolvimentista, ferra tudo. A Presidenta Porcina acha que a intervenção mágica dela ou de seus lacaios muda o quadro econômico de uma hora para outra. Mentira! Não muda, e ainda piora a situação em um País que tem uma cultura de indexação muito alta. Nesta situação estrutural e conjuntural, a inflação (alta como está) é um câncer prontinho para uma violenta metástase.

Com as taxas de juros lá em cima, tudo se complica. Quem tem grana não quer saber de correr risco investindo. Afinal, maluco não rasga dinheiro. Rentista só faz isto quando a vaidade fala mais alto ou a gastança é conveniente em situações de pragmatismo cínico. Investimento real só acontece com taxa de juro decrescente - o que não bate com as previsões mais otimistas para o Brasil. O tal "mercado" está pt da vida. Como não confia - e desconfia - do "Bando Central" e do Banco Central trava tudo. Fica mais alto o custo do dinheiro para o desgoverno torrar no Cassino do Al Capine. Por conseguinte, tudo fica mais caro.   

Neste cenário, qualquer subida de juros ou a manutenção das taxas nas alturas, junto com os 92 impostos, taxas e contribuições em vigor no Brasil, são as maneiras pelas quais o desgoverno do crime organizado encontra para confiscar o dinheiro das pessoas. Neste cenário de assalto legitimado pela mão grande estatal, o tal "mercado" (quem controla a máquina que empresta o dinheiro dos particulares para o setor público) também joga na defensiva, forçando a indexação de tudo da maneira possível ou impossível. Naturalmente, os banqueiros lucram alto neste processo de "cafetinagem" econômica. Claro, a maioria das pessoas perde alto. No final das contas, quem paga muito caro pela incompetência e/ou sacanagem do desgoverno perdulário é a sociedade. É a socialização das perdas no Capimunismo Rentista Corrupto tupiniquim.

O jogo de cena é cômico-trágico. Presidentes e dirigentes de bancos falam uma coisa. A tesouraria deles faz outra, geralmente o contrário. É o pragmatismo cínico. A realidade é que, no jargão do mercado, a curva do juro "empinou". Um Banco Central frouxo, refém de um "Bando Central" abusando dos poderes, é a causa facilmente apontada. As projeções das taxas futuras de juros estão bem maiores que a taxa básica - aquela Selic que o Comitê de Política Monetária do BC do B decidiu deixar altíssima como está, muito a contragosto de seus nove membros.

O jogo é bruto e está feio. Basta ver o que acontece com o famoso Depósito Interfinanceiro (DI) - um tradicional “instrumento” através do qual as instituições “trocam” reservas bancárias entre si. Como o DI representa a média das taxas diárias de juros praticadas pelas instituições financeiras nas transações, sua variação vale como um termômetro do caos. Ontem, a  taxa prevista para janeiro de 2021 estava pagando 17 por cento. Bateu recorde a chamada "inclinação". A diferença entre DI curto e longo chegou a 155 pontos.

Ruim para a dívida pública. Péssimo para o Tesouro Nacional, que vai ser detonado pelo mercado nos leilões. A tendência é bem simples e pode ser traduzida de forma curta e muito grossa. Ou governo vai cagar pra inflação, ou será forçado a dar uma grande puxada de juros mais adiante. Tal movimento, logicamente, é suicida. O mercado está tão desconfiado e retraído que não quer título público longo. Como a dívida do governo está curta e pode ficar mais curta ainda, o cenário fica explosivo. Em síntese, o dinheiro some. Assim, o jeitinho que o desgoverno dá, como sempre, é aumentar impostos, taxas, contribuições, multas, tarifas e por aí vai. Nós pagamos... Até não sobrar mais dinheiro e explodir uma revolta...

Vale repetir por 13 x 13: Há um mundo de pressão para Dilma Rousseff sair do troninho Presidencial. Ela não sabe como resistir e insiste que não deseja sair pelo que chama, insistentemente, de "golpe". Exatamente por isso, ela tenta a salvação impossível de duas formas. A primeira: golpeando o bolso do brasileiro com o retorno da CPMF - o imposto que tem a capacidade de roubar de todo mundo. A segunda: ajudando a vender, a preço de banana e na bacia das almas, tudo aquilo que o Brasil ainda tem de bom e potencialmente rentável. O problema da Dilma é que o mercado quer faturar alto em cima das besteiras dela, mas não está conseguindo ganhar com margem de segurança. É isto que torna Dilma absolutamente descartável.

Como falta pouco para o "pirão desandar", Dilma e o desgoverno do crime organizado tendem a se dar mal. A verdadeira oposição - aquela do eleitor endividado e desempregado, cutucado por baixo por uma inflação e carestia - é quem se vingará brevemente. A próxima eleição municipal está chegando... A mudança do modelo brasileiro já entra no debate, como nunca antes na História deste País... A semente para a Intervenção Cívica Constitucional logo vai frutificar. Ou o cidadão retoma o controle sobre o ente fictício chamado Estado, ou vamos para o buraco. Do jeito que está - é um consenso - não dá mais para aguentar.

A nossa sorte é que Lula é o homem mais honesto do Brasil - na modesta autoproclamação dele mesmo...

Apenas mal comparando


Tudo como dantes no BC do Tombini...

O release divulgado pela Assessoria de Comunicação do Banco Central do Brasil, às 20h 25min de ontem, é um retrato nu e cru da tragicomédia tupiniquim:

"Avaliando o cenário macroeconômico, as perspectivas para a inflação e o atual balanço de riscos, e considerando a elevação das incertezas domésticas e, principalmente, externas, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 14,25% a.a., sem viés, por seis votos a favor e dois votos pela elevação da taxa Selic em 0,50 p.p".

"Votaram pela manutenção da taxa Selic em 14,25% a.a. os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Luiz Edson Feltrim e Otávio Ribeiro Damaso".

"Votaram pela elevação da taxa Selic para 14,75% a.a. os seguintes membros do Comitê: Sidnei Corrêa Marques e Tony Volpon".

Traduzindo o que ficou claramente escrito nas entrelinhas do mercado: o BC do B cedeu às vontades do Palhasso do Planalto e destruiu a própria credibilidade.

Não foi sintomático que os diretores de Organização do Sistema Financeiro (Sidnei) e de Assuntos Internacionais (Tony) tenham votado pela subida dos juros e meio ponto percentual?

No trocadilho sarcástico do mercado, nas mãos da rainha Dilma, o Tombini tomou um tombo e virou um "Pombini" - uma ave mais submissa...

Botando na nossa poupança


Nota estulta


Cadeia cruel


Recado da Dilma


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 21 de Janeiro de 2016.

5 comentários:

Sérgio Alves de Oliveira disse...

Apesar da elogiável insistência desse blog em tentar provar que essas medidas pontuais do governo sobre a economia,comandadas por uma "cabecinha estatizante",ou seus "lacaios",jamais funcionarão,parece que todo esse empenho está tendo o mesmo resultado que discursar para as pedras.O povo está adormecido a tal ponto que inclusive perdeu toda a capacidade de indignação. Não fora essa a explicação,esses governos já teriam sido corridos a ponta-pés dos seus tronos há muito tempo. Isso porque a economia funciona muito parecido às forças da natureza. De nada vai adiantar qualquer decreto assinado à moda "porra loca" para ajustar o desequilíbrio da economia ocasionado por "n" fatores,os principais por culpa da ação ou omissão do próprio governo. Um povo que despreza as verdades sobre as origens da sua própria desgraça,sempre denunciado no "Alerta",e que dedica quase toda a sua atenção às idiotices de um "BBB" da "vida",
jamais se libertará da sua pequenez e sujeição aos seus opressores mascarados de salvadores.

Anônimo disse...

Disse LULALÁ: Eu sou o CARA. Eu sou o cara mais honesto do Brasil.Eu quando adoeço vou para hospital do SUS.O Brasil está muito bem no atendimento à saúde publica.Eu vou voltar a ser o presidente em 2018, podem acreditar.

Anônimo disse...

Enquanto isso Dilma da dinheiro para os times de futebol, para controlar o Gado, e o pai e mãe de familia perde seu emprego, para onde vamos, caos total

Serrão
Siga na proa


Chico Trevas

Loumari disse...

Como onesto incontestavelmente Lula sim é. Mas de honesto não tem absolutamente nada.

Anônimo disse...

Temos de ficar ligados, porque se cochilar o governo e os políticos voltam com a CPMF. Eles se unem contra os interesses do povo, e por interesses de administrar o maior valor possível. À custa do suor da população.
A Dillma diz que diminuiria as despesas do governo, mas não diminuiu, e os órgãos do governo federal continuam inchados com os cabos eleitorais do PT. O PT e a Dillma não abrem mão de nada que possa diminuir o seu poder político e econômico.
Já aumentaram os impostos de computadores, notebooks, tablets, etc., e de bebidas. Já aprovaram a arrecadação de 30% (trinta por cento) para legalizar valores que estão em contas bancárias no exterior.
Já aprovaram o Orçamento de 2016 prevendo a arrecadação de 10 (dez) bilhões de reais através da CPMF.
O PSDB aprovou esse orçamento, embora diga ser desfavorável à volta da CPMF. Por que aprovaram esse tipo de Orçamento? Por que não radicalizaram como faziam os petistas quando na oposição?
Enfim, os políticos se unem contra o Povo do Brasil, nos tratando como trouxas, imbecis e sem discernimento. NA MANIFESTAÇAO DO DIA 13 DE MARÇO DE 2016 VAMOS REIVINDICAR A REJEIÇÃO DESSA INTENÇÃO DO GOVERNO, EM ESPECIAL PARA OS DEPUTADOS E SENADORES DO PMDB, ATUALMENTE ALGOZES DO BRASIL E DO POVO BRASILEIRO.
ANTONIO AUGUSTO.