segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Mais uma mentira do "partido da ética"


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Exposição recupera memória dos anos de chumbo
Os anos de chumbo da ditadura militar brasileiraforam retratados em exposição fotográfica aberta na Semana da Pátria, em 2006, no hall de taquigrafia da Câmara dos Deputados, em Brasília. 

A exposição englobou todo o período ditatorial, de 1964 a 1985. Os tanques na frente do Congresso Nacional, as passeatas estudantis, as prisões, mortes e torturas foram retratadas em painéis de dois metros de altura. Junto, todos os fatos são recuperados em um texto em ordem cronológica.

Anistia

A mostra aconteceu na semana em que a Lei da Anistia no país completou 27 anos. Assinada no dia 28 de agosto de 1979 pelo general Figueiredo, não foi a Anistia Ampla Geral e Irrestrita pedida pelos partidos.

Recíproca, como quiseram os militares. No entender dos familiares dos mortos e desaparecidos, a Lei foi parcial e restrita, dividindo os brasileiros em dois campos: os que mereciam perdão  e os que deveriam ser eternamente condenados.

Conforme a Lei, não havia como fazer uma auto-declaração de anistia. Era necessário que a Justiça Militar se pronunciasse, e esta o fazia individual e nominalmente. Assim, a Anistia foi concedida àquelas pessoas processadas formalmente pela Justiça Militar, enquadradas na Lei de Segurança Nacional.

Muitos presos políticos não foram beneficiados e permaneceram nos cárceres até que a reformulação da Lei de Segurança Nacional atenuou suas penas. Eles foram soltos, em liberdade condicional, e viveram nessa condição durante muitos anos.

Kamaradas

Mais uma mentira do PT, “partido da ética...”

"Muitos presos políticos não foram beneficiados e permaneceram nos cárceres até que a reformulação da Lei de Segurança Nacional atenuou suas penas. Eles foram soltos em liberdade condicional e viveram nessa condição durante muitos anos".

A VERDADE: A Anistia colocou na rua TODOS os presos chamados "políticos".

Um exemplo: Alex Polari de Alverga, membro do Comando Nacional da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), condenado a duas prisões perpétuas e mais 60 anos por ter participado do seqüestro de dois embaixadores (suiço e alemão) e 6 assaltos à mão armada. E ainda haviam outros processos contra ele a serem julgados.
 
Essa foi apenas mais uma mentirinha de época de eleição desse partido de quadrilheiros!

Outra coisa: essa exposição dos anos de chumbo deveria retratar também o atentado no Aeroporto dos Guararapes;

o atentado ao QG do II Ex, em que o soldado Mario Kosel Filho foi pelos ares. Na época, Dilma Roussef era militante da Vanguarda Popular Revolucionária, responsável pelo atentado;

a morte a coronhadas do tenente da PM de São Paulo Alberto Mendes Junior, no Vale da Ribeira;

o assassinato do agente federal Irlando de Moura Regis quando do seqüestro do embaixador da Alemanha;

o "justiçamento", ou melhor, assassinato, do capitão Charles Chandler, na frente de sua mulher e seus filhos;

o assassinato do soldado da Polícia do Exército/RJ Elias dos Santos;

o assassinato do Sgt da Aer Valde Xavier de Lima;

o assassinato do agente federal Delio de Carvalho Araujo, quando do seqüestro do embaixador da Suiça;

o assassinato do Major do Exército José Julio Toja Martinez;

o assassinato do empresário Henning Albert Boilesen;

o assassinato do Ten Aer Mateus Levino dos Santos;

o assassinato do delegado de polícia Otavio Gonçalves Moreira Junior;

o assassinato do marinheiro inglês David Cuthberg;

o assassinato do Major do Exército alemão Edward Von Westernhagen, aluno da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército. E muitos outros. 120 ao todo.

Deveriam ser recordados também os "justiçamentos", por seus próprios companheiros, de diversos militantes de organizações terroristas.
Mais tudo isso seria pedir muito ao partido da ética!

O texto foi publicado no site averdadesufocada.com, em 4/9/2006 (Semana da Pátria) por ocasião de uma exposição. organizada na Câmara dos Deputados, sobre os chamados Anos de Chumbo. Devemos recordá-lo!
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

4 comentários:

Loumari disse...

UMA OPINIÃO

Não confio na minha geração nem para se governar a si própria. E temo pela que se segue.

Filhos do 25 de Abril
26/04/2013 | 00:02 | Dinheiro Vivo

A geração que fez o 25 de Abril era filha do outro regime. Era filha da ditadura,
da falta de liberdade, da pobre e permanente austeridade e da 4.ª classe antiga.

Tinha crescido na contenção, na disciplina, na poupança e a saber (os que à
escola tinham acesso) Português e Matemática.

A minha geração era adolescente no 25 de Abril, o que sendo bom para a adolescência foi mau para a geração.

Enquanto os mais velhos conheceram dois mundos – os que hoje são avós e saem à rua para comemorar ou
ficam em casa a maldizer o dia em que lhes aconteceu uma revolução– nós nascemos logo num mundo
de farra e de festa, num mundo de sexo, drogas e rock & roll, num mundo de aulas sem faltas e de hooliganismo
juvenil em tudo semelhante ao das claques futebolísticas mas sob cores ideológicas e partidárias.

O hedonismo foi-nos decretado como filosofia ainda não tínhamos nem barba nem mamas.

A grande descoberta da minha geração foi a opinião: a opinião como princípio e fim de tudo. Não a informação, o saber,
os factos, os números. Não o fazer, o construir, o trabalhar, o ajudar. A opinião foi o deus da minha geração. Veio com
a liberdade, e ainda bem, mas foi entregue por decreto a adolescentes e logo misturada com laxismo, falta de disciplina,
irresponsabilidade e passagens administrativas.

Eu acho que minha geração é a geração do “eu acho”. É a que tem controlado o poder desde Durão Barroso.
É a geração deste primeiro-ministro, deste ministro das Finanças e do anterior primeiro-ministro. E dos principais
directores dos media. E do Bloco de Esquerda e do CDS. E dos empresários do parecer – que não do fazer.

É uma geração que apenas teve sonhos de desfrute ao contrário da outra que sonhou com a liberdade,
o desenvolvimento e a cidadania. É uma geração sem biblioteca, nem sala de aula mas com muita RGA e café.
É uma geração de amigos e conhecidos e compinchas e companheiros de copos e de praia. É a
geração da adolescência sem fim. Eu sei do que falo porque faço parte desta geração.

Uma geração feita para as artes, para a escrita, para a conversa, para a música e para a viagem.
É uma geração de diletantes, de amadores e amantes. Foi feita para ser nova para sempre e por isso esgotou-se
quando a juventude acabou. Deu bons músicos, bons actores, bons desportistas, bons artistas. E drogaditos.

Mas não deu nenhum bom político, nem nenhum grande empresário. Talvez porque o hedonismo
e a diletância, coisas boas para a escrita e para as artes, não sejam os melhores valores
para actividades que necessitam disciplina, trabalho, cultura e honestidade; valores, de algum
modo, pouco pertinentes durante aqueles anos de festa.

Eu não confio na minha geração nem para se governar a ela própria quanto mais para governar o país.
O pior é que temo pela que se segue. Uma geração que tem mais gente formada, mais gente
educada mas que tem como exemplos paternos Durão Barroso, Santana Lopes, José Sócrates,
Passos Coelho, António J. Seguro, João Semedo e companhia. A geração que aí vem teve-nos
como professores. Vai ser preciso um milagre. Ou então teremos que ressuscitar os velhos.
Um milagre, lá está.

Pedro Bidarra
Publicitário, psicossociólogo e autor
Escreve à sexta-feira
Escreve de acordo com a antiga ortografia

Loumari disse...

Eu quando tinha 6, 7 anos de idade escutava os meus pais dizer:
Chegará o dia que o homem vai pôr em marcha um mecanismo para sua própria auto destruição.
Eu era ainda muito pequena, mas ouvir aquilo marcou-me de tal maneira o que faz que até hoje me lembro daquelas palavras.
E hoje estou a ver e viver esta tal época em que os meus pais faziam alusão.
Minha mãe dizia: Quando a festa começa a animar muito é porque já está a chegar ao fim.
Eu só assisto e espero ver quando o terror começar a se abater sobre o mundo.
Todos estão distraídos e felizes nas suas estupidezes, mas os prudentes estão listos e quietinhos.

Loumari disse...

Depender de Alguém

Depender de alguém, das ideias dos outros ou das filosofias das massas é negar a nossa própria existência, é abdicar totalmente do poder que nos foi concedido à nascença e a mais profunda ingratidão para com a oportunidade que nos foi dada de aqui estar. Como já o disse, cada um de nós é um ser especial e precioso, com responsabilidades pessoais e sociais diferentes de todos os outros. Cada um de nós pode fazer a diferença.
Quantas vezes já deixaste de arriscar porque não to permitiram? Quantas vezes já sonhaste com algo diferente daquilo que te foi imposto ou ensinado e por isso desististe? Quantas vezes foste feliz por depender de algo ou alguém?
Muitas pessoas optam, conscientemente, pela dependência por acharem que a vida se torna mais fácil nesse estado de submissão. Na verdade não lhes é exigido que lutem por nada, por ninguém e, muito menos, por elas. Agora, pergunto eu, que interesse é que isto tem? Esta gente, apesar de respirar e dar ares da sua graça, já morreu e só anda aqui a fazer figura de corpo presente, pois as suas vidas já não são desafiantes. Ser dependente é ter medo de assumir o risco das suas paixões, é a prova de uma tremenda ausência de autoestima, confiança e amor-próprio.

"Gustavo Santos, in 'Arrisca-te a Viver'
Portugal n. 27 Mai 1977
Life Coach


Loumari disse...

Por que uma Brasileira reagiria desta forma?

"Pois é, Pedro Bidarra.
O Brasil está cheio de “achismos” – eu acho, tu achas e etcs..
Ninguém pensa. Nem muito menos pesquisa para poder pensar melhor.
Mas, deve melhorar.
Saudações,
Guilhermina Coimbra.