quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O PT na Idade da Pedra ou à Procura de Lucy


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

A meta que tenho em mente abordar é parte da “Base Nacional Comum Curricular”, apresentada pelo Ministério da Educação, de acordo com a proposta do slogam governamental “PÁTRIA EDUCADORA”, numa clara tentativa de “sovietizar” o currículo da educação básica do Brasil.

Dito projeto foi elaborado por encomendado MEC, e por ele coordenado, dele participando 116 especialistas, de 35 universidades brasileiras, devendo estar implantado até junho de 2016, após Consulta Pública e parecer do Conselho Nacional de Educação - CNE.

Por um lado, salta aos olhos o regime de “toque de caixa” que está sendo implementado ao dito projeto, na verdade “feito nas coxas”, e que está sendo submetido à sociedade, sem lhe oportunizar o tempo necessário para avaliar o seu conteúdo, tamanha a sua complexidade e minúcias, com sua primeira versão composta de centenas de páginas, sabendo-se que geralmente uma das melhores táticas para enganar e esconder os reais objetivos é escrever e “embaralhar” bastante , dificultando a compreensão e a extensão dos seus efeitos.

Não se sabe até que ponto os “especialistas” pela elaboração dessa primeira versão tiveram, ou não, independência para elaborar o trabalho, ou se escreveram somente o que lhes foi “sugerido” pelo governo. A dúvida é procedente porque não é segredo para mais ninguém que as universidades brasileiras foram entupidas com professores “vermelhinhos” de todo tipo, no melhor estilo da pregação de Antônio Gramsci, o “deus” do socialismo local, aquele “oportunista”, que representa a decadência moral e política do marxismo no seu grau máximo.

Na verdade somente um bobo poderia acreditar que esses “especialistas” tiveram qualquer autonomia para fazer o texto do projeto inicial. Tudo leva a crer que eles só escreveram as determinações vindas de cima. Qual foi o critério de escolha desses 116 “especialistas”, das 35 Universidades?

Para início de conversa, o MEC não tem o direito de “meter o bedelho”, impondo, ditatorialmente, as diretrizes do ensino no país. Essa tarefa deveria originar-se da sociedade, através das organizações devidamente habilitadas que ela têm. Tal política do ensino não se enquadra no perfil de uma sociedade livre. É um atentado à democracia e à liberdade.

Na regulação do ensino da HISTÓRIA, por exemplo, o projeto apresentado já mostra assuas  afiadas “garras”.  E também quais as reais intenções que estão por trás.  Passaram uma borracha em quase todo o passado histórico do Brasil, ELIMINANDO a história das culturas que trouxeram algum progresso, substituindo-a pela história das culturas não-desenvolvimentistas, ou parasitárias,que pouco ou nada contribuíram pelo relativo progresso alcançado pelo país.

Essa análise não poderia dispensar o extraordinário estudo feito pelo professor e historiador Marco Antônio Villa, objeto do artigo “A Revolução Cultural do PT”, amplamente divulgado na mídia virtual. Avaliando o currículo do ensino médio desse projeto, dito professor lembra que (1) a História Antiga foi suprimida; (2) que não haverá nenhuma aula sobre a Mesopotâmia ou Egito; (3) que da herança greco-latina ,da filosofia grega, da democracia ateniense,da cultura grega e romana, do cristianismo e do Império Romano, os alunos nada saberão.

Todos são temas essenciais da nossa cultura,história e tradição. Prossegue afirmando que a História Medieval teria sido suprimida, e que os idealizadores desse nefasto projeto estariam riscando do calendário da história os dez séculos correspondentes a esse período. Esse novo currículo obrigatório estaria omitindo o cristianismo e seus reflexos no mundo ocidental, o mundo islâmico, as Cruzadas, o próprio Renascimento, a Revolução Industrial, a Revolução Francesa e as Revoluções Inglesas do Século XVII.  Os pensadores do mundo europeu, dentre eles Hobbes, Locke, Platão, Montesquieu, Maquiavel, Rousseau e Sócrates teriam sido “eliminados da história”.                                                                                                                                               
Quanto à história dos Estados Unidos, esta também estaria “mutilada”, somente sendo dada ênfase às regiões onde a escravidão esteve presente. É evidente que essa estratégia não passa de um “esculacho” à cultura americana. Villa afirma que também a História do Brasil vem mutilada.

Nenhuma palavra existe sobre os movimentos independentistas de Regiões do Brasil ,como as Conjurações Mineira e Baiana. (Acrescentamos nós), mais a Revolução Farroupilha, também de caráter independentista, secessionista, eclodida no Rio Grande do Sul , em 20 de setembro de 1835, que durou 10 anos, e que agora, em pleno Século XXI, é retomada, no projeto ampliado de tornar a Região Sul do Brasil (PR, SC e RS) independente, conforme programa do Movimento “O Sul é o Meu País”, que inclusive está organizando um plebiscito informal para o dia 2 de outubro de 2016, junto com as eleições municipais. Dito plebiscito será realizado por conta e risco do “Movimento”, já que nenhuma ajuda terá da Justiça Eleitoral, que só pode ser acionada pelos interesses dos poderosos da “máfia”política,  aos quais  não interessa esse tipo de proposta, por razões óbvias.

Mas toda a ”sacanagem” contra a cultura brasileira pode ser resumida na regulação do ENSINO MÉDIO, descrita na página 243 do projeto. Resumidamente essa proposta pode ser considerada HISTORICAMENTE DISCRIMINATÓRIA, além de muito “burra”,a saber: (1) no 1º Ano, serão vistos os mundos “ameríndio”, africano e afro-brasileiro; (2) no 2º,os mundos “americano”; (3) e no 3º, os mundos “europeu e asiático”. Seria “um culto à ignorância”, na visão de Villa.

Ora, é evidente e flagrante a discriminação que está sendo feita contra as culturas que são as maiores responsáveis pelo relativo grau de desenvolvimento que alcançou o Brasil, e que na verdade quase carrega o país inteiro “nas costas”. Os desprezo pela história da origem dos imigrantes progressistas, europeus e asiáticos, é manifesto.

A maior ênfase dada nesse projeto irracional se relaciona às culturas dos mundos africano ,afro-brasileiro,ameríndio e americano, deixando para um segundo plano os mundos “europeu” e “asiático”.

Mas o que está acontecendo? Por que discriminar os mundos EUROPEU e ASIÁTICO, os maiores responsáveis pelo relativo grau de desenvolvimento que se atingiu? Por que discriminar as raças CAUCASOIDE (branca) e MONGOLOIDE (amarela), dando preferência, no currículo escolar, à raça NEGROIDE (originária da África) e aos AMERÍNDIOS (índios da região)? Por que só dar ênfase às histórias africanas, ameríndias, americanas e afro-brasileiras?

Hoje se sabe que fatores geográficos, climáticos e genéticos, dentre outros, são decisivos no grau de desenvolvimento de um país.

Dos 196 países que hoje tem o mundo, 25 deles, os mais ricos, possuem uma renda “per capita” de mais de 100 mil dólares, enquanto os 20 mais pobres tem uma renda “per capita” cem vezes MENOR, ou seja,1.000  dólares. As principais características dos países mais ricos são (1) boas INSTITUIÇÕES; (2) GEOGRAFIA, principalmente no aspecto climático, favorável; (3) no aspecto CULTURAL, pouca religiosidade; (4) POUCA CORRUPÇÃO no serviço público.

Já nos 20 países mais pobres é o contrário, a saber: (1) INSTITUIÇÕES ruins; (2) GEOGRAFIA desfavorável, principalmente dos países com clima tropical, quente, exceto nos casos da Austrália e Israel, onde os fatores geográficos cedem lugar para os GENÉTICOS, que são ricos porque tiveram competência para superar as adversidades naturais; (3) muita RELIGIOSIDADE, exceto nos EUA, que é rico e religioso, por causa da religião protestante, materialista; e ,finalmente, (4) muita CORRUPÇÃO no Serviço Público, onde o Brasil é “medalha de ouro”.

Uns até afirmam que o fator genético é tão importante que se os ingleses tivessem aportado no Brasil antes dos portugueses, o país estaria hoje bem mais desenvolvido, e que, inversamente, se os portugueses tivessem atracado primeiro na Austrália (país menos favorecido que o Brasil geograficamente), esta estaria hoje mais atrasada que o Brasil . Onde o Brasil melhor se enquadraria? Certamente no segundo grupo, dos atrasados.

Após esse apanhado, vê-se que as ”histórias” dos países e povos dominantes no currículo proposto pelo MEC não são as do 1º Grupo acima relacionado, porém do 2º, valorizando, com isso, (1) a POBREZA, (2) a CORRUPÇÃO, (3) as políticas de manter INSTITUIÇÕES RUINS. Os outros dois itens que podem ser decisivamente negativos a um país, nem dependeriam da ação governamental, quais sejam, a geografia e a religiosidade, mas que também se fazem presentes no Brasil, para seu “azar”.

Mas esse infeliz projeto do Governo faz questão de aproximar o Brasil mais dos africanos e dos ameríndios do que com outros, que têm mais a ver com um Brasil moderno. Certamente o grau de desenvolvimento atingido pelo Brasil pouco deve a esses povos, bem mais atrasados. No aspecto do desenvolvimento econômico do Brasil,no que contribuíram os africanose os ameríndios e seus descendentes?

É lógico que culturalmente as suas presenças sempre foram muitos marcantes, como na música, na culinária, nas religiões, nos esportes, etc. Mas é inegável que eles não trouxeram dos seus berços culturais de origem os dons para alavancar o progresso nas várias atividades produtivas e econômicas. Por que então essa preferência escancarada por essa cultura? Pela cultura parasitária? Pela cultura “vira-lata”, expressão frequentemente usada pelo ex-Presidente Lula da Silva, que mais parece manifestação de  algum complexo de inferioridade, ou superioridade?

Uma das hipóteses que agora suscito é que o governo estaria adotando uma nova estratégia para impor a África como berço da cultura brasileira. Para isso estariam retornando “só” 3,2 milhões de anos na história. Chegando nesse marco, acabariam encontrando o fóssil de LUCY, encontrada no Deserto Afar, na Etiópia, em 1974, que teria essa idade (3,2 milhões de anos = Idade da Pedra Lascada),e é considerado o 2º fóssil mais antigo (o outro encontrado tem 4,4 milhões de anos).

Mas para que isso ocorresse, eles teriam que apagar todas as histórias dos que fizeram nossa história, já que é impossível atribuir tanta importância ao Continente Africano como está no projeto do MEC, e ao mesmo tempo fazer uma “ligação direta” de Lucy, apesar da sua avançada idade de  3,2 milhões de anos, com o Brasil de hoje, do Século XXI, dispensando toda história intermediária.

Sérgio Alves de Oliveira é Sociólogo e Advogado.

PS - Releia o artigo de Jorge Serrão: Diga "Não!" à sovietização do Ensino no Brasil

Um comentário:

Loumari disse...

Não se deve esquecer que Austrália é até hoje território Britânico. O seu chefe de Estado é a Rainha Elisabeth.
Austrália segue sendo parte da Monarquia Britânica. O que explica o seu degrau de civilização cristã.