domingo, 17 de janeiro de 2016

Quem não tem onça caça com gato


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Talvez me iluda com a onça. Por fas ou por nefas, não quer assumir suas tarefas.

Pode ser que a insignificância dos inimigos não lhe aguce o apetite.

Simples ratos; é melhor que sejam caçados por gatos.

Não faltará contingente. Nem lei adstringente.

Nós brasileiros, em meio a tantos gatunos, somos quase todos gatos escaldados.

Há também os já esfolados e os que em tamborins foram transformados.

Pensantes, uns poucos gatos pingados.

Pode ser que um molusco fora das águas fétidas seja mais difícil de atingir.

Seu advogado de esquerda melhor possa defini-lo. Ou seu amigo do gado, mais que bobina enrolado.

Surgem jovens mosqueteiros. Espanhol Dartagnan melhor fosse mosquiteiro.

Na fossa de merda abundam os mosquitos; de zica, dengue e outro perrengue.

Quanto a Anta, não há o que fazer. Está possuída pelo alemão Halze Immer.

Imersa na trama de um tapete persa, como a ex-colega cretina, que governava a rima.

Calafetada em todo orifício, já é vista como estrupício.

Não se gaba de motoqueiro que derrapou no chiqueiro.

Dona Chica que se cuide: o gato vai sentar o pau nela; com caçarola ou panela.

Pois como diria Mao, que era mau e fazia o mal, não importa a cor do gato, desde que ele pegue o rato.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

4 comentários:

Loumari disse...

CONFIANÇA EM DEUS E ANELO PELA SUA PRESENÇA

O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de que me recearei?
Quando os malvados, meus adversários e meus inimigos, investiram contra mim, para comerem as minhas carnes, tropeçaram e caíram.
Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria: ainda que a guerra se levantasse contra mim, nele confiaria.
Uma coisa eu pedi ao SENHOR, e a buscarei: que possa morar na casa do SENHOR, todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR, e aprender no seu templo.
Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão: no oculto do seu tabernáculo me esconderá: por-me-á sobre uma rocha.
Também a minha cabeça será exaltada sobre os meus inimigos que estão ao redor de mim: pelo que, oferecerei sacrifício de júbilo no seu tabernáculo; cantarei, sim, cantarei louvores ao SENHOR.
Ouve, SENHOR, a minha voz, quando clamo; tem também piedade de mim, e responde-me.
Quando tu disseste: BUSCAI O MEU ROSTO; o meu coração te disse a ti: O teu rosto, SENHOR, buscarei.
Não escondas de mim a tua face, não rejeites ao teu servo com ira; tu foste a minha ajuda, não me deixes nem me desampares, Ó DEUS DA MINHA SALVAÇÃO.
Porque, quando meu pai e minha mãe me desampararem, o SENHOR me recolherá.
Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e guia-me pela vereda direita, por causa dos que me andam espiando.
Não me entregues à vontade dos meus adversários; pois se levantaram falsas testemunhas contra mim, e os que me respiram crueldade.
Pereceria sem dúvida, se não cresse que veria os BENS DO SENHOR NA TERRA DOS VIVENTES.
ESPERA NO SENHOR, anima-te, e Ele fortalecerá o teu coração; ESPERA, POIS, NO SENHOR.
(SALMO 27)

Loumari disse...

"Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos.
Não sejas como o cavalo, nem como a mula, que não tem entendimento.
(SALMO 32:8)


Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo.
(2 TIMÓTEO 2:13)


Então, disse JESUS aos seus discípulos:
Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;
(MATEUS 16:24)

Anônimo disse...

A última frase é do Chu En Lai, primeiro Ministro chines...quando algum assessor disse para ele que o capitalismo melhoraria a produção chinesa melhor que o socialismo...e então se fez assim e a China tornou-se o que é hoje...

Loumari disse...

Este Amor Infinito e Imaculado
Querida, o teu viver era um letargo,
Nenhuma aspiração te atormentava;
Afeita já do jugo ao duro cargo,
Teu peito nem sequer desafogava.
Fui eu que te apontei um mundo largo
De novas sensações; teu peito ansiava
Ouvindo-me contar entre caricias,
Do livre e ardente amor tantas delicias!

Não te mentia, não. Sentiste-o, filha,
Esse amor infinito e imaculado,
Estrela maga que incessante brilha
Da alma pura ao casto amor sagrado;
Afecto nobre que jamais partilha
O coracão de vícios ulcerado.
Não sentes, nem recordas, já sequer?
Quem deste amor te despenhou, mulher ?

Eu não! Se muitos crimes me desluzem,
Se pôde transviar-me o seu encanto,
Ao menos uma só não me recusem,
Uma virtude só: amar-te tanto!
Embora injúrias contra mim se cruzem,
Cuspindo insultos neste amor tão santo,
Diz tu quem fui, quem sou, e se é verdade
O opróbrio aviltador da sociedade.

"Camilo Castelo Branco, in 'Poema dedicado a Ana Plácido (1857)'
Portugal 16 Mar 1825 // 1 Jun 1890
Escritor