domingo, 17 de janeiro de 2016

Quem vai pagar?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gilberto Pimentel

Existem razões plausíveis para a abertura de um processo de impeachment contra a presidente da República? Há divergências entre juristas, uns favoráveis e outros se opondo. O argumento desses últimos é o de que não existem indícios, até agora, de que a governante seja corrupta ou que esteja envolvida em qualquer ato ilícito. Alegam, ainda, que não há provas de que seu governo seja “inteiramente corrupto”. E aí, já uma grave anomalia na tese dos contrários, pois parecem reconhecer e ser condescendentes com a prática de atos de corrupção no mais elevado nível do país, desde que não ocorram na sua inteira amplitude.

Ocorre que o escândalo do Mensalão e Operação Lava-Jato já demonstraram sobejamente que a corrupção na era lulopetista tornou-se sistemática, se considerarmos que ela foi minuciosamente pensada, planejada, e constitui, ainda, parte de uma organização muito bem estruturada com objetivos muito claros.

Por isso, melhor ficar com a posição de consagrado constitucionalista que diz o seguinte sobre a Lei do impeachment: “São crimes de responsabilidade contra a probidade da administração: não tornar efetiva a responsabilidade de seus subordinados, quando manifesta em delitos funcionais ou na prática de atos contrários à Constituição. E mais, no parágrafo 4º do artigo 37, essa mesma Constituição declara: “Constitui ato de improbidade administrativa que atente contra os princípios da administração pública ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições”.

E o que tem Dilma a ver com tudo isso? Desde 2003, quando o PT chegou ao poder, participa do governo. Primeiro foi ministra das Minas e Energia, depois acumulou as atribuições de supergerente da Casa Civil, quartel-general do Mensalão, com o Conselho de Administração da Petrobrás, a sede do Lava-Jato. Em seguida, por invenção de Lula, como presidente da República, há mais de cinco anos, centralizou todas as funções anteriores. A Petrobrás, desde então, conclui-se, está sob a alçada da atual primeira mandatária do país.

Os jornais abrem manchetes para informar que:

- a crise, desde a Lava-Jato, já fez a Petrobrás encolher e retroceder uma década, voltando ao patamar de 2007;

- a companhia tem hoje um endividamento total de R$ 506,6 bilhões;

- economistas acreditam que a estatal está cada vez mais sem alternativas para fazer frente à dívida. Impagável, pois será difícil encontrar investidores dispostos a aplicar recursos numa empresa que enfrenta o maior caso de corrupção do mundo.

Se a presidente do Brasil, Dilma Roussef, e seu criador não podem ser apontados como responsáveis diante da situação calamitosa da empresa, que já foi uma das maiores do mundo, e que sempre se constituiu em orgulho nacional, será muito difícil encontrar alguém mais que o seja.


Gilberto Pimentel, General, é Presidente do Clube Militar.

2 comentários:

Martim Berto Fuchs disse...

Lullarápio x Berlusconi = corrupção ao quadrado. Na Itália também não conseguem se livrar daquele câncer.
Tudo isto está relacionado diretamente ao sistema político de ambos países, onde a escolha dos candidatos é dada às organizações criminosas escondidas atrás da capa de partidos políticos.
Quando as duas organizações criminosas de lá, Democracia Cristã e Socialista foram enterradas em caixões de segunda porque já fediam ainda vivas, o Lulla italiano, Berlusconi, formou a quadrilha FI - Força Itália, e o povão, que parece gostar de ser enganado, transformou o bandido em deus.
Este é um alerta para o nosso Lava Jato e para nossos formadores de opinião. Lá, eles tiveram o Mãos Limpas, que infelizmente não foi aproveitado, pois a roubalheira voltou com força total através do lullarápio deles, o Berlusconi.
Quanto à Intervenção Cívica Constitucional, infelizmente parece tornar-se necessária. A lamentar que não se esteja aproveitando esse tempo que se esvai, para debater um novo Contrato Social, começando pela extinção dos partidos políticos.
A democracia pode ser exercida em sua plenitude - e esta tem que ser nossa meta -, sem a participação destas quadrilhas.

Anônimo disse...

Quem vai pagar? Os mesmos que pagam pela tintura para deixar seu cabelo de palhaço inútil na cor acaju: os contribuintes!