quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Rabo entre as pernas


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O país é, na verdade, como a inscrição rabiscada na maioria dos WCs universitários:

“Neste lugar sublime, onde a vaidade se acaba, todo covarde faz força e todo valente se caga!”

Na Amazônia as tentativas de dominação estrangeira fracassaram.

Primeiro a Fordlândia, depois o Projeto Jari.

Estão irremediavelmente fadadas ao colapso as tentativas de desmembrar áreas de nosso território pela criação de estados fantoches a partir das “nações indígenas”.

Um “bonzinho” rei europeu, defensor e beneficiário da Nova Ordem Mundial, tentou há poucos anos visitar incógnito, a reserva Raposa Serra do Sol.

Em poucas horas, apresentou-se a sua majestade, um contingente do Exército Brasileiro, para saudá-lo e colocar-se a sua disposição.

Na comunicação não verbal militar, o fato quer dizer:

“Isto tem dono e sabemos que você está aqui.”

Todos os chefes militares também têm suas famílias cujos membros correm todos os dias os mesmos riscos que nossos entes queridos: assaltos, balas perdidas, sequestros, desemprego, etc.

Talvez um derramamento de sangue seja o preço a pagar para nos livrarmos da canalha classe política controlada pelo poder financeiro mundial.

Os cães sobreviventes fugirão com o rabo entre as pernas.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

5 comentários:

Loumari disse...

O Vento que Decidirmos Ser

Uma das mais importantes escolhas que cada um de nós deve fazer é a de escolhermos qual o foco principal da nossa atenção e cuidado. Se o mundo à nossa volta, a fim de o mudar, ou se o interior de nós mesmos.

Quase todos os bens e males da nossa existência partem do nosso interior, pelo que será aí que importa aperfeiçoar, de forma profunda, tudo o que existe no nosso íntimo.

Um dos trabalhos mais importantes de cada um de nós será o de saber bem o que queremos. O segredo da felicidade pode estar aí: alterar em nós o que nos possa estar a causar desnecessárias ansiedades. Quantas vezes desejamos algo que está fora da nosso controlo?
Existem três tipos de coisas: as que dependem apenas de nós; as que escapam por completo à nossa decisão; e, aquelas sobre as quais temos algum controlo, mas não total.

Se fizermos a nossa alegria depender de algo que não está na nossa mão, então será fácil que nos sinta-mos roubados de algo que, na verdade, nunca foi nosso. Mesmo nos casos em que o conseguimos obter, a ansiedade associada à posse, até pela iminência de o perder da mesma forma que o ganhámos, é algo que perturba de forma séria a nossa liberdade e a nossa tranquilidade.

Não faz muito sentido que percamos o nosso tempo todo a tentar conquistar o que não depende de nós. Será uma futilidade e uma perda de energia e tempo que podia e devia ser utilizado naquilo que é essen-cial e está ao alcance da nossa mão.

Se eu for capaz de moderar os meus desejos, procurando valorizar mais o que tenho em vez de buscar o que não tenho, se eu for capaz de fazer tudo o que está ao meu alcance a fim de melhorar a minha vida, mais do que esperar por um milagre qualquer que me coloque nas mãos aquilo pelo qual não lutei, então estarei no caminho certo e serei bem mais feliz, ainda que não chegue aos patamares que sonho. Porque, ainda assim, terei chegado mais alto do que aqueles, em vez de se levantarem, preferem ficar deitados à espera que as suas fantasias se realizem sozinhas.

Algo que está nas nossas mãos é a possibilidade, e o dever, de estabelecermos os nossos objetivos. O que pretendemos alcançar e o que estamos dispostos a fazer a fim de os conseguir. Outra dimensão es-sencial e que depende apenas de nós, é o conjunto dos nossos valores, bem como a determinação de viver de acordo com eles. Os nossos objetivos e valores deviam ser um ponto central da nossa preocupação diária. Atribuir o devido valor a cada coisa pode poupar-nos a muito sofrimento…

A importância para nós de tudo o que há no mundo, interior e exterior a nós, é definida por cada um. Sou eu que valorizo ou desvalorizo um objeto, uma atitude, ação ou mesmo uma pessoa. A forma como olho para o mundo altera-o e altera-me a mim. Podemos aprender a escutar e a compreender de uma forma diferente e, com isso, mudarmos boa parte do mundo em que vivemos.

Continua

Loumari disse...

Se amanhã fará sol ou chuva não deve ser uma preocupação minha. O que posso, quero e devo fazer… sim, devia preocupar-me hoje e ocupar-me amanhã! Para ser feliz, devo fazer o que está hoje ao meu alcance… quanto ao resto, ainda que não cumpra a minha expectativa, não tem que ser alguma coisa que me frustra por completo… serei feliz, pois tê-lo-ei merecido. Apesar de tudo, mais vale merecer o que se não tem do que ter o que se não merece… afinal, é melhor ser cego do que ter olhos e não querer ver…

Há que estabelecer metas, interiores e exteriores. Procurando levar ao limite as nossas forças e talentos.

Já há muita gente infeliz, os que se preocupam mais em ser amados do que em amar, não fazendo nada para sequer se tornarem amáveis…

A felicidade depende do que eu decidir ser no meu íntimo, assim como também depende do mal que eu posso impedir-me de escolher. Sermos bons, humildes e diligentes depende apenas de nós. Só de nós. Se não o chegarmos a ser, a responsabilidade é nossa. Nenhum de nós será feliz por circunstância, mas sempre devido a um conjunto de escolhas profundas… que nos definem… tal como queremos ser.

Rumo ao melhor de mim, não é o vento que me leva, mas a minha vontade de ir.

"José Luís Nunes Martins, in 'Os infinitos do amor'

Loumari disse...

Quando pratico o bem, sinto-me bem; quando pratico o mal, sinto-me mal. Eis a minha religião.
(Abraham Lincoln)

Loumari disse...

O Homem é um Deus que se Ignora

Dentro do homem existe um Deus desconhecido: não sei qual, mas existe - dizia Sócrates soletrando com os olhos da razão, à luz serena do céu da Grécia, o problema do destino humano. E Cristo com os olhos da fé lia no horizonte anuveado das visões do profeta esta outra palavra de consolação - dentro do homem está o reino dos céus. Profundo, altíssimo, acordo de dois génios tão distantes pela pátria, pela raça, pela tradição, por todos os abismos que uma fatalidade misteriosa cavou entre os irmãos infelizes, violentamente separados, duma mesma família! Dos dois pólos extremos da história antiga, através dos mares insondáveis, através dos tempos tenebrosos, o génio luminoso e humano das raças índicas e o génio sombrio, mas profundo, dos povos semíticos se enviam, como primeiro mas firme penhor da futura unidade, esta saudação fraternal, palavra de vida que o mundo esperava na angústia do seu caos - o homem é um Deus que se ignora.
Grande, soberana consolação de ver essa luz de concórdia raiar do ponto do horizonte aonde menos se esperava, de ver uma vez unidos, conciliados esses dois extremos inimigos, esses dois espíritos rivais cuja luta entristecia o mundo, ecoava como um tremendo dobre funeral no coração retalhado da humanidade antiga! Os combatentes, no maior ardor da peleja, fitam-se, encaram-se com pasmo, e sentem as mãos abrirem-se para deixar cair o ferro fratricida. Estendem os braços... somos irmãos !
Primeiro encontro, santo e puríssimo, dos prometidos da história! Manhã suave dos primeiros sorrisos, dos olhares tímidos mas leais desses noivos formosíssimos, que o tempo aproximava assim para o casamento misterioso das raças!
Não há no mundo palácio de rei digno de lhes escutar as primeiras e sublimes confindências! Só um templo, alto como a cúpula do céu, largo como o voo do desejo, puro como a esperança do primeiro e inocente ideal humano!
Esse templo tiveram-no. Naquela palavra de dois loucos se encerra tudo. Nenhuma montanha tão alta, aonde a olho nu se aviste Deus, como o voo desta frase, a maior revelação que jamais ouvirá o mundo - dentro do homem está Deus.

"Antero de Quental, in 'Prosas da Época de Coimbra'
Portugal 18 Abr 1842 // 11 Set 1891
Poeta/Filósofo/Político

Loumari disse...

Existem em todo o homem, a todo o momento, duas postulações simultâneas, uma a Deus, outra a Satanás. A invocação a Deus, ou espiritualidade, é um desejo de elevar-se; aquela a Satanás, ou animalidade, é uma alegria de precipitar-se no abismo.
(Charles Baudelaire)