domingo, 31 de janeiro de 2016

Respeito


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Respeito é uma virtude quase em desuso; no Brasil e no mundo.

Um dos homens mais extraordinários que conheci, bem mais velho que eu, disse-me uma vez:

“Procure ser popular sem ser vulgar”.

Agradeci o conselho e não confessei que pretendia (e pretendo) ser útil a famoso.

Antes da invenção da escrita, a memória de um povo era transmitida por tradição oral.

Hoje temos a internet e suas ferramentas de busca. Mas só isso não basta.

Há necessidade de a juventude pedir aos mais velhos “o caminho das pedras”. O que procurar e onde encontrar.

Assim, por respeito aos amáveis leitores, dedicar-me-ei no período Pós-Anta, a transmitir um pouco de minha experiência de vida.

Muitas vezes choverei no molhado; noutras tentarei ensinar o Padre Nosso ao vigário.

Padre Vieira disse que ensinar há de ser como quem semeia, a mancheias, e não como quem ladrilha ou azuleja.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

3 comentários:

Loumari disse...

Quem bela coincidência é esta? Olha que hoje logo de manhã ao tomar o meu café a minha primeira leitura foi justamente um texto de Padre António Viera!
Quando eu lia o tal texto me ocorreu pensar: este texto é mesmo propício para Abrão, Carlos. E acabo de notar que ele também publicou um texto seu ali no Alerta Total.
Se diz que "coincidência é obra de Deus que consiste em mostrar-nos que Ele está connosco."
Não endureçais os vossos corações, Deus tem um propósito connosco.

Loumari disse...

OUVI-ME, vós que conheceis a justiça, vós, povo, em cujo coração está a minha lei: não temais o opróbrio dos homens, nem vos turbeis pelas suas injúrias.
Porque a traça os roerá como a um vestido, e o bicho os comerá como à lã: mas a minha justiça durará para sempre, e a minha salvação de geração em geração.
Desperta, desperta, veste-te de força, ó braço do Senhor: desperta, como nos dias passados, como nas gerações antigas;
não és tu aquele que cortou em pedaços a Raab, e feriu o dragão?
Não és tu aquele que secou o mar, as águas do grande abismo? o que fez o caminho no fundo do mar, para que passassem os remidos? (conduzidos por Moisés. Hoje conduzido o povo de Deus pelo Papa Francisco.)
Assim voltarão os resgatados do Senhor, e virão a Sião com júbilo, e perpétua Alegria haverá sobre as suas cabeças:
gozo e Alegria alcançarão, a tristeza e gemido fugirão.
EU, EU SOU AQUELE QUE VOS CONSOLA; quem, pois, és tu, para que temas o homem, que é mortal, ou filho do homem, que se tornará em feno?
E te esqueces do Senhor que te criou, que estendeu os céus, e fundou a terra, e temes, continuamente, todo o dia, o furor do angustiador, quando se prepara para destruir? onde está o furor do que atribulava?
O exilado cativo depressa será solto, e não morrerá na caverna, e o seu pão lhe não faltará.
Porque EU SOU O SENHOR, TEU DEUS, que fende o mar, e bramem as ondas. O SENHOR DOS EXÉRCITOS É O SEU NOME.
E ponho as minhas palavras na tua boca, e te cubro com a sombra da minha mão;
para plantar os céus, e para fundar a terra, e para dizer a Sião: Tu és o meu povo.
Desperta, desperta, levanta-te, ó Jerusalém, que bebeste da mão do Senhor o cálix do seu furor (da provação);
bebeste e sorveste as fezes do cálix da vacilação.
De todos os filhos que teve, nenhum há que a guie mansamente; e de todos os filhos que criou, nenhum que a tome pela mão.
Estas duas coisas te aconteceram; quem terá compaixão de ti? a assolação, e o quebrantamento, e a fome, e a espada! como te consolarei? (como alguém esperará ser consolado por aquele que ele nunca quiz conhecer? Repudiam ao Pai e se fizeram eles sozinhos órfãos, filhos da maldição)
Já os teus filhos desmaiaram, jazem nas entradas de todos os caminhos, como antílope na rede; cheios estão do furor do Senhor e da repreensão do teu Deus.
Pelo que, agora, ouvi isto, ó opressa, e embrigada, mas não do vinho. (estão embriagados de poder, possuidos de espírito do Diabo)
Assim diz o teu SENHOR, JEOVA, E TEU DEUS, que pleiteará a causa do seu povo:
Eis que EU tomo da tua mão o cálix da vacilação, as fezes do cálix do meu furor, nunca mais dele beberás.
Mas pô-lo-ei nas mãos dos que te entristeceram, que dizem à tua alma: Abaixa-te, para que passemos sobre ti: e tu puseste as tuas costas como chão, e como caminho, aos viandantes.
(ISAIAS 51:7)

Loumari disse...

Os Ministros da Pena

Eu não sei como não treme a mão a todos os ministros de pena, e muito mais àqueles que sobre um joelho aos pés do rei recebem os seus oráculos, e os interpretam, e estendem. Eles são os que com um advérbio podem limitar ou ampliar as fortunas; eles os que com uma cifra podem adiantar direitos, e atrasar preferências; eles os que com uma palavra podem dar ou tirar peso à balança da justiça; eles os que com uma cláusula equívoca ou menos clara, podem deixar duvidoso, e em questão, o que havia de ser certo e efectivo; eles os que com meter ou não meter um papel, podem chegar a introduzir a quem quiserem, e desviar e excluir a quem não quiserem; eles, finalmente, os que dão a última forma às resoluções soberanas, de que depende o ser ou não ser de tudo. Todas as penas, como as ervas, têm a sua virtude; mas as que estão mais chegadas à fonte do poder são as que prevalecem sempre a todas as outras. São por ofício, ou artifício, como as penas da águia, das quais dizem os naturais, que postas entre as penas das outras aves, a todas comem e desfazem.

Padre António Vieira, in 'Sermões'
Portugal 6 Fev 1608 // 18 Jul 1697
Padre/Escritor