domingo, 28 de fevereiro de 2016

Fendas abertas na Constituição do Brasil


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Laércio Laurelli

Será o que Brasil é um país desorganizado por culpa do povo ou dos políticos? Vejamos: diversos tipos de impostos você paga por mês. Quando os políticos assumem o poder seja lá qual for a estratégia utilizada, passam a usufruir de grande soma de dinheiro. Pode-se então, qualificá-los de “facção”.

O dinheiro que sobra do primeiro desconto do seu salário, você vai adquirir para sua sobrevivência, produtos e serviços. Esse é o momento do “descarte”, já que nesses produtos e serviços estão embutidos cerca de 50% de impostos. Daí, você se dá conta que grande parte do que lhe pertence, fruto de seu trabalho, sobrou muito pouco, ou seja, tomaram de você.

Suponhamos que você concorde com isso, então, você teria que ter um retorno no tocante à saúde, ensino, segurança, aposentadoria gratuita,etc.
Aí, você se dá conta que para obter aquilo que é obrigação do Estado, você tem que pagar tudo de novo: escola, plano de saúde, seguro contra roubo do seu carro, pedágio, previdência e por aí vai.

A indignação vai consumir sua tolerância quando chega a você a informação que em outros países sérios, você teria todos estes serviços de graça, ou seja, você ficaria com a maior parte do que produziu honestamente e o governo com a menor.

Dessa maneira, significa que você e outros milhões de pessoas entregam ao Estado a maior parte do dinheiro que conseguiram conquistar com seu trabalho. E, como você tem acesso à comunicação, toma conhecimento que a maior parte do dinheiro arrecadado pelo Estado passa pelo esgoto da corrupção, do desperdício, dos privilégios, dos cartões corporativos.

E, além de tudo isso, eles ainda têm a coragem de impingir ao povo mais arrecadação de impostos, tal como a excrescência da cpmf. E o que mais insulta é ver que o governo comunista-terrorista implantado no poder, investe na produção de bandidos que assaltam, matam e o estado sonega as informações verdadeiras sobre a violência.

Finalmente, você passa a entender que a tal “facção” criminosa é aquela que governa o País.

Sou brasileiro como você e tenho o privilégio de ter alcançado na minha vida profissional o destaque e o respeito do poder judiciário. Por este motivo ouso afirmar que a confiabilidade na quarta instância do Poder Judiciário, atualmente, deixa muito a desejar.

A aparência, faz crer, face a predominância dos “infiltrados” manejarem o estímulo  de abrir uma fenda na carta magna deste país, com a evidência indiscutível de prover julgamentos nefastos, a manter assim, ereta a permanência  da “dama do planalto”, sobrepondo-se às verdades sublimes, os demais direitos e garantias sociais e, aos honrados ministros integrantes da corte suprema, seus pares,  mais antigos, que sustentam em suas mãos a árdua tarefa de manter a  consciência do Estado de Direito democrático do Brasil.  


Laercio Laurelli – Desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo – Professor de Direito Penal e Processo Penal – Jurista – articulista – Idealizador, diretor e apresentador do programa de T.V. “Direito e Justiça em Foco”.

5 comentários:

Loumari disse...

A grande questão é: estes políticos caíram do céu? São estrangeiros? Estes políticos saíram desta mesma massa popular. Nasceram deste mesmo povo brasileiro. São filhos, netos, bisnetos da raça brasileira. O mal do Brasil vem da raiz. A educação vem de berço. Se eles não receberam educação de seus pais, não é uma vez adultos e políticos que eles vão se revelarem ser o que nunca lhes foi ensinado.
Façam uma simples observação a seu arredor e ver o que vai constatar no comportamento e atitude deste mesmo povo?
Gente burra, estúpida, sem modais de civilidade, gentes que só maquinam perversões, e acham mesmo que é uma vez ele político que vai mudar e se tornar gente de moral e com ética? A raiz é maligna e tudo o que a árvore traz.

Loumari disse...

Um povo corrompido não pode tolerar um governo que não seja corrupto.
(Marquês Maricá)


No meio de um povo geralmente corrupto a liberdade não pode durar muito.
(Edmund Burke)

Loumari disse...

O Dom de Deixar Ir

É preciso aprender a viver. A qualidade da nossa existência depende de um equilíbrio fundamental na nossa relação com o mundo: apego e desapego. Nesta vida, a ponderação, a proporção e a subtileza são sempre melhores que qualquer arrebatamento. Mas o essencial é aprender que a existência é feita de dádivas e perdas.

Eis porque quem reza deve pedir e agradecer: tudo é, na verdade, um dom. Tudo passa... importa pois prepararmo-nos para a perda, ainda que tantas vezes não seja senão temporária... Alegrias e dores. Só há felicidade num coração onde habita a sabedoria e paciência dos tempos e dos momentos, a paz de quem sabe que são muitos os porquês e para quês que ultrapassam a capacidade humana de compreender.

Na vida, tudo se recebe e tudo se perde.
Amar é um apego natural mas também obriga a que deixemos o outro ser quem é, abrindo mão e permitindo-lhe que parta, ou que fique, sem desejar outra coisa senão que seja radicalmente livre. Aprendendo que há muito mais valor no ato de quem decide ficar do que naquele de quem só está por não poder partir.

Nada verdadeiramente nos pertence. O sublime do amor está aí, na inteira liberdade que não pode ser condicionada por nenhuma outra força que não a vontade própria. Todo o amor é absolutamente livre. E assim é do primeiro ao último instante. Uma fidelidade que se esgotou no conforto de um hábito deixou de ser uma virtude admirável para ser um vício estranho ao amor. Amar pressupõe uma radical liberdade do espírito, da mente e do corpo, bem como uma via a direito entre a cabeça e o coração... numa vida decidida a fazer um caminho de compromisso com a liberdade de criação de si mesmo.

Vivemos porque Alguém nos ama e de nós abriu mão, dando-nos o melhor de Si: a liberdade para a criação, também de nós mesmos através dos nossos atos! Qualquer pai percebe que há um momento em que é tempo de ver o seu filho partir... e porque os arcos não seguem as flechas, fica... para que o filho possa melhor ser quem é.

Quase tudo neste mundo é impermanente. Nada nos pertence porque não somos daqui.

Quem não sabe viver, adia o instante e perde esse dom. Nesta vida, adiar é perder. Aqui e agora temos o dever de pedir e de agradecer, também o de abraçar e o de deixar ir... o de aprender a viver nesta tempestade de razões e emoções.

Dar é viver e reter é morrer. Mas nem todos são capazes de viver de forma plena, porque muitos são os que não compreendem que a vida se vive em marés de apego e desapego. Mantendo os braços bem abertos... para abraçar, mas também para deixar ir... como se o peito fosse uma janela... por onde importa que a luz, o ar e os outros encontrem caminho...

Viver é apenas amar muito.

Amar significa que a cada novo dia renovemos de forma consciente, o nosso caminho, o nosso ser. A beleza maior de um casamento é que ele se faz de dias e noites em que sucessivamente se elege a mesma pessoa.

Nascemos e morremos sós, por mais que duas pessoas se amem nunca deixam de ser duas vidas, duas vontades – num amor só. Mas como os pilares de um templo, nunca excessivamente próximo pois que é pelo espaço que houver entre eles que crescerá o amor que os une.

Ser é amar, numa entrega que implica abdicar de muito mais do que dos nossos bens. Significa acreditar na vida ao ponto de aceitar que sempre teremos o que precisamos. Numa lógica de dar e receber que nos ultrapassa a compreensão.

Entretanto, ajudará aprender a agarrar o essencial e a largar o resto...

"José Luís Nunes Martins, in 'Amor, Silêncios e Tempestades'
Portugal n. 14 Mar 1971
Filósofo

Loumari disse...

Entre um governo que faz o mal e o povo que o consente, há uma certa cumplicidade VERGONHOSA.
(Victor Hugo)

Anônimo disse...

Sabe porque os políticos não estão esquentando nem um pouco com essas investigações?
Eles fazem as mutretagens, cumprem o mandato, e só depois é que vão avaliar as contas de campanha e puni-lo,com alguma restrição. Ele já curtiu a grana, investiu e teve mais lucros do que vai devolver.