quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Fim de Festa


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Infestado de mosquitos, ratos, antas, moluscos e outros parasitas, segue o país nesta pantomima infeliz.

Um velho clown e uma mera atriz estão já por um triz.

O respeitável público perdeu o respeito. Agora é purgante pra esperar o efeito.

Os protagonistas estão em estado de sítio. Escondem um triplex de frente pro mar e mansão varadeira (se tiverem que pirar).

O tempo ruge. Mesmo dona Onça estando com preguiça, sabe que um dia vai ter que fazer linguiça.

Os incrédulos ficarão atônitos.

A crise é tão espetacular que até quem nunca pagou, parou de comprar.

O antigo fanfarrão vai tomar mais flechas que São Sebastião.

Não há mais para onde fugir. Estão entalados em Alcácer-quibir.

Quem procura acha.

Agulha no palheiro, greening no laranjal.

O cara por mixuruca, está agora numa de bico, sinuca.

Como diria o poeta:

“Cesse tudo o que a antiga musa canta...” Veremos em breve a agonia da Anta.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

4 comentários:

Loumari disse...

O Amor é a Nossa Essência Primordial

Teria a vida algum encanto sem o amor? Acredito que o amor é o mistério invisível que nos envolve. Tal como escreveu o grande poeta indiano Rabindranath Tagore: «O amor não é um mero impulso. Deve conter a verdade, que é a lei.» Nem todos nós somos capazes de o exprimir por palavras tão eloquentes mas a intensidade do nosso desejo de amar e de sermos amados é uma característica exclusivamente humana.

Na sua forma mais elevada, o amor transforma a nossa natureza. Gera ternura e afeto. Substitui a raiva pela compaixão. Quando as pessoas procuram o meu conselho, o amor e os relacionamentos são o principal tema das questões que me colocam. Repare bem: a paixão talvez seja a experiência mais profunda que qualquer um de nós poderá viver - mas também a mais enigmática. Porque será o amor tão doloroso quando nos proporciona tamanho êxtase? O que o tornará tão extremo ao ponto de se transformar em ódio e ciúme quando nos sentimos traídos?

No nosso dia a dia confrontamo-nos com toda a espécie de pequenos imprevistos mas, no que diz respeito ao amor, a nossa própria vida parece estar em jogo. Os nossos relacionamentos amorosos e os laços de família são as forças mais poderosas que influenciam a nossa vida. Estas ligações profundas entre seres humanos podem, por vezes, ser tão esmagadoras que nos deixam profundamente perturbados. Dado que nos proporciona a maior das alegrias, a experiência do amor sempre foi considerada a porta para um nível superior de realidade. Numa perspetiva espiritual, contudo, o amor é mais do que o afeto profundo que sentimos pelos nossos companheiros, amigos e filhos. O amor é a nossa essência primordial.

"Deepak Chopra, in 'Deepak Chopra Responde: Tudo Sobre o Amor'
Índia n. 22 Out 1947
Médico / Escritor espiritual

Loumari disse...

A fingida caridade do rico não passa, da sua parte de mais um luxo; ele alimenta os pobres como cães e cavalos.
(Jean Jacques Rousseau)


Não interessa quem tu amas, onde é que amas, porque é que amas, quando é que amas ou como é que amas, o que interessa é que amas.
(John Lennon)


Amar é sofrer. Para evitares sofrer, não deves amar. Mas, dessa forma vais sofrer por não amar. Então, amar é sofrer, não amar é sofrer, sofrer é sofrer. Ser feliz é amar, ser feliz, então, é sofrer, mas sofrer torna-nos infelizes, então, para ser infeliz temos que amar, ou amar para sofrer, ou sofrer de demasiada felicidade - espero que estejas a perceber.
(Woody Allen)


Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem.
(Miguel Esteves Cardoso)

Loumari disse...

O Meu Futuro

Do ponto de vista da literatura, o meu futuro é muito simples. O meu talento para retratar os sonhos da minha vida interior empurrou todos os outros temas para o lado, e está de tal maneira enfezado e não deixa de ficar cada vez mais enfezado. Nada mais alguma vez me poderá satisfazer. Mas a força que posso dominar para o tal retrato não é de confiar: talvez até já tenha desaparecido para sempre, talvez volte de novo até mim, se bem que as condições da minha vida não favoreçam tal regresso. E assim vacilo, voo constantemente para a ponta da montanha, mas então caio de repente. Há outros que também vacilam, mas em regiões mais baixas, com mais força; se estão em perigo de cair são apanhados pela pessoa de família que vai ao lado precisamente para isso. Mas eu vacilo nas alturas, não é a morte, infelizmente, mas os tormentos eternos da agonia.

"Franz Kafka, in 'Diário (06 Ago 1914)'
Austria 3 Jul 1883 // 3 Jun 1924
Escritor

Loumari disse...

A literatura devia mostrar-nos a realidade física, mas também a moral (o nosso comportamento, a nossa forma de ser), de forma a que experimentássemos vê-las pela primeira vez, com os contornos muito acentuados. A arte permite isso. Através de uma mentira alcançamos uma verdade mais essencial, mais profunda.
(Javier Cercas)


Aquele que diz uma mentira não calcula a pesada carga que põe em cima de si, pois tem de inventar infinidade delas para sustentar a primeira.
(Alexander Pope)


Para não mentir, não é necessário ser santo, basta ser honrado, porque não há coisa mais afrontosa, nem que maior horror faça a quem tem honra, que o mentir.
(Padre Antonio Vieira)