sábado, 27 de fevereiro de 2016

Petrolonça


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Só falta descobrirem uma prima da onça, verde de raiva, cor de petróleo.

Alma binária contra gente ordinária.

O resto do imbroglio está quase esclarecido e o pobre brasileiro, estarrecido.

Tomando flechadas de Cupido, vai o molusco ser fisgado por arpão.

O cara só fala besteira; o clima é de fim de feira.

Os bobos amigos de Marte, os marcelotários, já fazem as contas se é melhor acabar o faz de conta ou manter o pastelão em vão.

É melhor ficar por aqui ou entrar na Ordem do Javali?

“Já vali muito; hoje não valho nada!”

Da defesa, merdalhas em profusão, pra ver se desvia a atenção.

Alguns recusam, outros abusam e a vaidade se nutre, pra virar carniça de abutre.

Janota e marmota agora ninguém mais nota.

Estão como a Muchacha del Circo que buscando um aplauso se ferrou.

Em tempos de boi berrante veremos que já berrou.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

6 comentários:

Anônimo disse...

Lulla não é o caminho. É o pedágio.

Anônimo disse...

Lulla não é o caminho. É o pedágio.

Loumari disse...

Temos de Ser Mais Humanos

Abram os olhos. Somos umas bestas. No mau sentido. Somos primitivos. Somos primários. Por nossa causa corre um oceano de sangue todos os dias. Não é auscultando todos os nossos instintos ou encorajando a nossa natureza biológica a manifestar-se que conseguiremos afastar-nos da crueza da nossa condição. É lendo Platão. E construindo pontes suspensas. É tendo insónias. É desenvolvendo paranóias, conceitos filosóficos, poemas, desequilíbrios neuroquímicos insanáveis, frisos de portas, birras de amor, grafismos, sistemas políticos, receitas de bacalhau, pormenores.

É engraçado como cada época se foi considerando «de charneira» ao longo da história. A pretensão de se ser definitivo, a arrogância de ser «o último», a vaidade de se ser futuro é, há milénios, a mesmíssima cantiga.
Temos de ser mais humanos. Reconhecer que somos as bestas que somos e arrependermo-nos disso. Temos de nos reduzir à nossa miserável insensibilidade, à pobreza dos nossos meios de entendimento e explicação, à brutalidade imperdoável dos nossos actos. O nosso pé foge-nos para o chinelo porque ainda não se acostumou a prender-se aos troncos das árvores, quanto mais habituar-se a usar sapato.

A única atitude verdadeiramente civilizada é a fraqueza, a curiosidade, o desespero, a experiência, o amor desinteressado, a ansiedade artística, a sensação de vazio, a fé em Deus, o sentimento de impotência, o sentir-mo-nos pequeninos, a confissão da ignorância, o susto da solidão, a esperança nos outros, o respeito pelo tempo e a bênção que é uma pessoa sentir-se perdida e poder andar às aranhas, à procura daquela ideia, daquela casa, daquela pessoa que já sabe de antemão que nunca há-de encontrar.
O progresso é uma parvoíce. Pelo menos enquanto continuarmos a ser os animais que somos.

"Miguel Esteves Cardoso, in 'Explicações de Português'
Portugal n. 25 Jul 1955
Crítico/Escritor/Jornalista

Loumari disse...

A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.
De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de CRISTO.
Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, POR AMOR DE CRISTO. Porque, quando estou fraco, então sou forte.
(2 CORÍNTIOS 12:9)


Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?
Porque o Filho do homem virá na GLORIA DE SEU PAI, COM OS SEUS ANJOS; ENTÃO DARÁ, A CADA UM, SEGUNDO AS SUAS OBRAS.
Em verdade vos digo que alguns há, dos que aqui estão, que NÃO PROVARÃO A MORTE, até que vejam vir o Filho do homem no seu reino.
(MATEUS 16:26)

Diesel on Veins disse...

"O DESCAMINHO", A MERDALDE E A DILMA.

Anônimo disse...

A onça virou prefeitinho de fronteira...sumiu...