quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Ponça Pilatus


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Até agora dona Onça tem lavado as mãos.

Vai chegar um momento em que, para não se tornar a responçável pelo esfacelamento do país, terá que agir.

Uma ex-tatal estará em petro-brasa.

Uns ex-telionatários verão que são otários.

O ex-poente da construção verá que sua bravata foi em vão.

Os paisecos cairão des-morales-isados, de maduros ou por impuros.

Um deles é do perú e o chefe é mala ou anta.

Outro é de um pequeno cabaré e antes foi do mijuca.
Depois de anos de aguentar a cretina, outro tenta limpar a má criação.

Outra gordota é pé de chinelo.

Só resta mesmo o Pindorama, após dos bagres tirar a escama (como? não tem escama!; é como político que não tem conta suíça!)

Pra desespero do controlador chegou a hora de limpar o fedor.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

6 comentários:

Loumari disse...

Grandes Homens Forjam-se a si Próprios

Para conhecer a realidade do mundo, único fim sério da ciência, é preciso entrar no combate da vida como entravam na liça os paladinos bastardos - sem pai e sem padrinho. Os príncipes não constituem excepção a esta lei geral da formação dos homens. Da educação de gabinete, do bafo enervante dos mestres, dos camareiros e das aias, nunca sairam senão doentes e pedantes.
Na sagração dos czares há uma cerimónia de alta significação simbólica: o imperador não se confirma enquanto por três vezes não haja descido do trono e penetrado sozinho na multidão; e isto quer dizer que na convivência do povo a autoridade e o valor dos monarcas recebe uma tão sagrada unção como a da santa crisma. Todos os reis fortes se fizeram e se educaram a si mesmos nos mais rudes e mais hostis contactos da natureza e da sociedade humana.
Veja vossa alteza Carlos Magno, que só aos quarenta anos é que mandou chamar um mestre para aprender a ler. Veja Pedro o Grande, do qual a educação de câmara começou por fazer um poltrão. Aos quinze anos não se atrevia a atravessar um ribeiro. Reagiu enfim sobre si mesmo pela sua única força pessoal. Para perder o medo aos regatos, um dia, da borda de um navio, arrojou-se ao mar. Para se fazer marinheiro começou por aprender a manobrar, servindo como grumete. Para se fazer militar começou por tambor na célebre companhia dos jovens boiardos. E para reconstituir a nacionalidade russa começou por construir navios, a machado, como oficial de carpinteiro e de calafate, nos estaleiros de Sardam. Também não teve mestres, e foi consigo mesmo que ele aprendeu a lingua alemã e a lingua holandesa. Veja vossa alteza, enfim, todos aqueles que no
governo dos homens tiveram uma acção eficaz, e reconhecerá se é na lição dos mestres ou se é no livre exercicio da força e da vontade individual que se criam os carácteres verdadeiramente dominadores, como o de Cromwell, como o de Bonaparte, como o de Santo Inácio, como o de Lutero, como o de Calvino, como o de Guilherme o Taciturno, como o de Washington, como o de Lincoln.

"Ramalho Ortigão, in 'As Farpas (1883)'
Portugal 24 Out 1836 // 27 Set 1915
Escritor

Loumari disse...

O Grande Homem

A definição de «grande homem» está feita já, e com exactidão. O grande homem é aquele que pelo raciocínio atingiu uma maior soma de verdade, ou pela imaginação as maiores formas de beleza, ou pela acção os mais altos resultados, do que todos os seus contemporâneos na latitude do seu século. Esta obra superior em verdade, em beleza, em bondade ou utilidade, é produzida por um não sei quê que possui o grande homem, que se chama génio, cuja natureza não está suficientemente explicada mas que constitui uma força infinitamente maior que o simples talento, o simples gosto ou a simples virtude.

"Eça de Queirós, in 'Notas Contemporâneas'
Portugal 25 Nov 1845 // 16 Ago 1900
Escritor

Loumari disse...

Os Grandes Forjam-se na Adversidade

Todo o ambiente é favorável ao forte; de um modo ou de outro ele o ajuda a cumprir a missão que se impôs e a conseguir ir porventura mais além das barreiras marcadas. A derrota deve mais atribuir-se à invalidez do impulso interior do que aos obstáculos que lhe ponham diante, mais à alma incapaz de se bater com vigor e tenazmente do que às resistências, às invejas e às dificuldades que o mundo possa levantar perante Hércules que luta.
O mal que se vê é aguilhão para o bem que se deseja; e quanto mais duro, quanto mais agressivo, se bate em peito de aço, tanto mais valioso auxiliar num caminho de progresso; o querer se apura, a visão do futuro nos surge mais intensa a cada golpe novo; o contentamente e a mansa quietude são estufa para homens; por aí se habituaram a ser escravos de outros homens, ou da cega Natureza; e eu quero a terra povoada de rijos corações que seguem os calmos pensamentos e a mais nada se curvam.
Mais custa quebrar rochar do que escavar a terra; mais sólido, porém, o edifício que nela se firmou. A grandeza da obra é quase sempre devida à dificuldade que se encontra nos meios a empregar, à indiferença que cerra os ouvidos do povo, e aos mil braços que logo se levantam para deter o arquitecto. Se cai em batalha, pobre dele, podemos lamentá-lo; não o chamara o Senhor para as grandes empresas; mas se pelo menos a voz se lhe erguer clara, firme, heróica no meio do turbilhão, não foram inúteis as dores e os esforços: algum dia um novo mundo se erguerá das brumas e o terá como profeta.
Quem ia a perturbar ficará perturbado, quem ia a matar ficará morto. Não é com os mesquinhos artifícios, nem com o desprezo, nem com a mentira, nem pelo cansaço, nem pela opressão, nem pela miséria que se vencem os que pensaram num futuro e, amorosamente, com cuidados de artista, continuamente, com firmeza de atleta, o vão erguendo pedra a pedra. É necessário que se resista enquanto houver um fôlego de vida, mas que essa resistência seja sobretudo o contacto com a realidade da força criadora; é esta que afinal tudo leva de vencida e reduz oposições a pó inútil e ligeiro.

"Agostinho da Silva, in 'Textos e Ensaios Filosóficos'
Portugal 13 Fev 1906 // 3 Abr 1994
Filósofo/Poeta/Ensaísta

Loumari disse...

Os Grandes Homens

Daqueles que comandaram batalhões e esquadrões só resta o nome. O género humano nada tem para mostrar duma centena de batalhas travadas. Mas os grandes homens de que vos falo prepararam puros e perenes prazeres para os homens que ainda hão-de nascer. Uma eclusa a ligar dois mares, um quadro de Poussin, uma bela tragédia, uma nova verdade - são coisas mil vezes mais preciosas do que todos os anais da corte ou todos os relatos de campanhas militares. Sabeis que, comigo, os grandes homens são os primeiros e os heróis os últimos.
Chamo «grandes homens» a todos aqueles que se distinguiram na criação daquilo que é útil ou agradável. Os saqueadores de províncias são meros heróis.

"Voltaire, in 'A Era de Luís XIV'
França 21 Nov 1694 // 30 Mai 1778
Filósofo/Escritor/Poeta/Dramaturgo/Historiador

Loumari disse...

Para as grandes personagens, as ocasionais derrotas, mesmo as mais pesadas, são uma simples nota de rodapé numa grande biografia.
(Vital Moreira)



Aqueles que os seus contemporâneos têm como grandes homens raramente assim ficam para a história. Inversamente, muitos daqueles que hoje admiramos suscitaram mais ódios que aprovações, em boa parte da sua vida quando não em toda.
(Helena Matos)



Os «grandes líderes» foram sempre assim: à inicial comiseração pelo povo seguiu-se um amor profundo, uma dedicação arroubada e, depois, lentamente, uma indiferença e desconsideração que se vão transformando em desprezo e repulsa.
(Francisco Viegas)

Loumari disse...

"A juba não faz o leão"

"A majestade sem potência é gigante de palha" (Como os nossos dirigentes de hoje na Africa e Latino-América)

O HOMEM FAZ O DINHEIRO, MAS O DINHEIRO NÃO FAZ O HOMEM. PODE POSSUIR TODO O DINHEIRO DO MUNDO, MAS SE ÉS UM MEDIOCRE, PERMANECES MEDIOCRE.
TODA DESONRA CONDUZ A RUÍNA. ESTE TEM SIDO SEMPRE O FIM DOS TIRANOS. O FIM DELES TEM SIDO SEMPRE TRÂGICO.