sábado, 20 de fevereiro de 2016

Todas as mulheres dos Ex-Presidentes


Edição pós-Zikada do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O que se pode esperar de um País em que o crime organizado define as leis, domina a política, aparelha o judiciário e coordena a intencional insegurança do Direito – promovendo a negação da Democracia, através da violência explícita, da ignorância cultuada e da injustiça programada para uma cínica manutenção da impunidade – com todo este processo sendo financiado pela extorsão ao cidadão-eleitor-contribuinte?

A resposta otimista é: “nada ou muito pouco”. A versão realista é: “tudo para o deleite da bandidagem sistêmica”. Como a corrupção hegemônica é estrutural e cultural, a reação contra ela se torna pífia. Mas começa a ganhar força a partir de uma indignação que pode evoluir para uma transformadora revolta. A Revolução Brasileira, lentamente, vai construindo suas pré-condições.

A superestrutura estatal capimunista (rentista e corrupta) esconde quem comanda a organização criminosa. Na verdade, as várias facções não obedecem a um único “poderoso chefão” – como a ficção novelesca prefere jogar no imaginário popular. As ações, com fins delitivos, sempre em conluio com a máquina Estatal, têm diferentes e nem sempre convergentes interesses ou intenções políticas, econômicas e ideológicas. O crime compensa, se reproduz e, na prática, se “legitima” no inconsciente coletivo de uma maioria com valores corruptos, corruptíveis ou corrompidos.

A libertação do senador petista Delcídio Amaral, deixando no ar a dúvida se vai aderir ou não à delação premiada, é um símbolo injusto e imperfeito do estágio canalha das coisas no Brasil. Parece muito deboche com a cara da maioria de brasileiros otários o sujeito deixar a cadeia no final de semana e, na segunda-feira, já está apto para voltar ao “trabalho” no Senado. Nas condições da (dês)governança do crime organizado no País, nada pode ser tão normal. Em regime de “prisão domiciliar” (benefício ao qual toda nossa bandidagem deveria ter “direito”), voltar para a casa (no caso, o Congresso) é um negócio mais que natural...

O caso (ou ocaso) Lula é outra cínica manifestação simbólica de uma nação estruturalmente dominada pelo crime organizado. Nossa República absolutista dos intocáveis consegue a façanha de eletrizar e emocionar o povão. Como se fosse o roteiro de uma novela criminosa, nos moldes de um “Vale Tudo”, “Avenida Brasil”, “Que Rei sou Eu”, "O Bem Amado", "Salvador da Pátria" e “A Regra do Jogo”, ainda somos forçados a assistir à baixaria dos “romances”, em meio a tanta sacanagem. A vida institucional brasileira, deste jeitinho, se torna uma nada hilária pornochanchada, movida ao tráfico de influência (crime que deveria render de dois a cinco anos de prisão).

O espetáculo deveria ser intitulado: “Todas as Mulheres dos Ex-Presidentes”. Alguém da Rede Globo, de preferência algum petista que trabalha lá, deveria roteirizar e dirigir. As mulheres, Miriam Dutra e Rosemary Noronha, e seus amados amantes, ex-presidentes Fernando Henrique e Luiz Inácio Lula da Silva, nos remetem ao título de um dos maiores sucessos da literatura norte-americana, o livro que originou o filme de mesmo nome “Todos os homens do presidente”.

Lançado na década de 70, tal livro trata do trabalho investigativo de dois jornalistas do Washington Post, Robert Woodward  e Carl Bernstein, sobre o caso Watergate. Diante das provas coletadas pelos dois jornalistas, o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon renunciou em Agosto de 1974, para evitar o quase certo impeachment, por mentir e ocultar provas.

Nessa nossa terra de bruzundanga – onde mentir e ocultar provas não é considerado um crime maior – na falta de jornalistas investigativos do nível de  Woodward  e  Bernstein, temos que torcer para que sejam repletas de sucesso as investigações que serão feitas pela Polícia Federal, conforme palavras do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. Ele proclamou: "Isso não vale apenas para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas vale para todos brasileiros. Se houver indício de prática criminosa, dentro de situações que são eventualmente puníveis, tudo será absolutamente investigado".

Cardozo (com Z de zorra, foi mais além: "Volta e meia sou acusado pelos adversários de não controlar a Polícia Federal ou de instrumentalizá-la. Então, seguramente, quero dizer a vocês, pouco importa para mim se pessoas vinculadas à base governista, aos partidos que mantêm boa relação com o governo ou oposicionistas, é o mesmo procedimento. Sem a busca de factóides, sem a busca de exposição da imagem".

Diante da disposição manifestada pelo ministro da Justiça no Brasil da Injustiça, FHC e Lula que se cuidem...

Como se sabe, Miriam Dutra acusou FHC de usar a empresa Brasif S.A. para lhe repassar mesada no exterior.

Sabe-se, também, que Lula é investigado na Europa sob suspeita de utilizar a “amiga” Rosemary (oficialmente, ela não é amante) para entrar com malas de euros em Portugal.

Em um patamar mais baixo, por causa do cargo ocupado pelo “latin lover” presidente do Senado Renan Calheiros, temos o caso (perdão pela redundância) da jornalista Mônica Veloso – aquela que acabou posando até na Playboy.

O que falta para tudo se transformar em uma novela global? Contratar um escritor competente... Pena que o italiano Umberto Eco agora só possa escrever lá no céu... Aliás, para roteirizar o inferno do Brasil, qualquer roteiristazinho da petelândia serve... Quem se habilita? A Globo paga bem...

Well come home


Nada a ver


Pra que lado eu vou


Deu no Jornal Nacional...


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 20 de Fevereiro de 2016.

4 comentários:

O Libertário disse...

Baita artigo, Jorge. Pena que a divulgação é pequena. De resto, nem deixariam; incomoda muito.

Loumari disse...

O que se pode esperar de um País em que o crime organizado define as leis, domina a política, aparelha o judiciário e coordena a intencional insegurança do Direito – promovendo a negação da Democracia, através da violência explícita, da ignorância cultuada e da injustiça programada para uma cínica manutenção da impunidade – com todo este processo sendo financiado pela extorsão ao cidadão-eleitor-contribuinte?

"Senhor Serrão, esquadrinhando bem e virando a situação brasileira de hoje sobre todos os ângulos, o tudo se define misteriosamente numa palavra: OMERTA

O que é isto, e o que isto significa?

OMERTA é um vocabulário tipicamente Siciliano, próprio ao campo lexical da máfia. Normalmente traduzido como lei do silêncio. A lei do silêncio é a regra não escrita imposta pela máfia como parte de seus processos criminais 1, isso significa, entre outras coisas, a incapacidade de denunciar crimes e falso testemunho. Aplica-se não só para os próprios mafiosos, mas também a todos aqueles que são susceptíveis de testemunhar contra eles em tribunal. A punição para a violação desta lei é a morte.

Na linguagem Napolitana Omerta vem do "omo" que significa "homem" e umirta que é a contração do umilita que significa "humildade" 2. Por conseguinte, o omerta se enquadra no conceito de "humilde homem" para trazer para a Onorata societa, "sociedade de homens de honra" como ela mesma baptizou A Mafia. Isto significa que não há nenhuma regra escrita na máfia, nada que possa deixar vestígios, mas apenas o comportamento que é digno, ou não, de ser um homem e, portanto, viver. Quem trai essa "regra de conduta" que "código de honra" merece a morte porque ele se afastou da regra do silêncio, o silêncio, o que significa que quando vemos um crime, nós não repetir, nós nem sequer reagir, deixar o tempo passar, como se nada tivesse acontecido, e entra em acção uma vez que o tempo gasto, a vingança é um prato que se serve frio.

Para os mafiosos respeitar esta lei não escrita, mas táctico é fundamental, porque eles estão bem conscientes de que, se um deles zomba para comprometer o clã do inimigo, este mesmo inimigo é capaz de fazer o mesmo. Em outras palavras, para evitar a sua auto-destruição, a Máfia impõe essa regra que é observada até hoje (com a excepção de alguns arrependidos). O omerta explica, em grande parte, que é por essa regra fundamental que a máfia ainda segue sendo poderosa depois de mais de um século de perseguição.

Para ajudar a quebrar essa lei do silêncio, muitos sistemas legais introduziram testemunho sob procedimentos X que permitem que uma testemunha pode fornecer informações anonimamente, assim beneficiar de sentenças reduzidas para incentivar criminosos para depor contra sua organização. A máfia que trabalha com a polícia é chamada traidor arrependido pela justiça e pela máfia. Outro procedimento foi o estabelecimento da "proteção de testemunhas": Casa vigiada pela polícia, escoltado na viagem e melhor ainda: a mudança de identidade com o movimento para o outro lado do país (procedimento FBI). Estes procedimentos foram eficazes e desenvolvido no final do século XX.


Omertà (do latim humilitas; "humildade") é um termo da língua napolitana que define um código de honra de organizações mafiosas do Sul da Itália. Fundamenta-se num forte sentido de família e num voto de silêncio que impede cooperar com autoridades policiais ou judiciárias, seja em directa relação pessoal como quando factos envolvem terceiros. O omertà existe além do Sul da Itália peninsular também nas três grandes ilhas: Sicília, Sardenha e Córsega.

"Espero que este trabalho de observação lhes foi de alguma utilidade! Quando penso que o meu diploma e único diploma é a Bíblia!"

Anônimo disse...


Quanto ao esforço, da ora confessa corruptora e corrupta Dillma, de transformar a corrupção ilegal em ato legítimo (MP 703/15), temos artigo do eminente jornalista e jurista Modesto Carvalhosa, no qual ele se mostra inconformado e pede providências das instituições democráticas responsáveis pelo cumprimento das Leis e da Constituição Federal.
Ainda em relação à Medida Provisória nº 703 de 18/12/2015, a Dillma pretende compensar as supostas perdas (na verdade são ganhos) das empreiteiras e construtoras, anistiando-as e impedindo o ajuizamento, pelos órgãos competentes, das ações de ressarcimento do erário público.
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,a-medida-provisoria-do-escarnio,10000005856
ANTONIO AUGUSTO.

Anônimo disse...

Ja ten uns trocentos anos quem nem declaro mais ir.
Estou em desobediencia civil.
Quando tiver um governo de verdade faço questao de pagar os atrasados.