quarta-feira, 23 de março de 2016

Barack Hussein Obama - um pouco de História


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

“Se você acha que a aposta na fé obâmica é alta demais e que seria mais prudente investigar um pouco a vida do sujeito, saiba que isso se tornou praticamente inviável: ele mandou bloquear, nos EUA e no Quênia, o acesso a todos os seus documentos, mesmo sobre a sua vida pública, desde a sua certidão de nascimento até a lista dos pequenos doadores da sua campanha, passando pelo seu histórico escolar em Harvard e Columbia, que é alegado ao mesmo tempo como prova definitiva dos altos dons intelectuais da criatura, só negados, evidentemente, por racistas contumazes” (Olavo de Carvalho – “A Fé Obâmica”)

Na década de 70, quando Cuba proporcionava treinamento de guerrilhas a militantes de organizações de luta armada de toda a América Latina, apoiava e até participava de seqüestros de empresários e dava assessoria às diversas organizações de luta armada em toda a América Latina, Obama (em 1971) tinha 10 anos de idade.

Não vivenciou aquela época em que diplomatas e aviões eram seqüestrados, quartéis eram atacados com bombas, bancos eram assaltados, militares eram assassinados, simplesmente por serem militares (inclusive militares norte-americanos) e grupos guerrilheiros montaram guerrilhas rurais como a do Araguaia (1967/1974). Somente no Brasil 120 pessoas foram mortas pelos diversos grupos guerrilheiros. 

Com algum sangue e muito suor e lágrimas, um grupo de companheiros que nada reivindicam e nada exigem, ou jamais exigiram da Pátria - nem mesmo compreensão -, derrotaram e dizimaram as cerca de 50 organizações de luta armada então existentes.

Obama sabe de tudo isso (se é que sabe) através das versões que seus aspones lhe teriam contado.

Agora, no entanto, feliz da vida, em Havana, levanta o bracinho de Raul Castro, há mais de 40 anos carcereiro de muitos compatriotas. Depois, como anunciado, irá à Argentina, prestar solidariedade às "vítimas dos militares", segundo a imprensa. Os militares e civis vítimas do ERP e dos Montoneros que vão à merda!


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

5 comentários:

Loumari disse...

Texto IMPERDÍVEL...

Carta de um Nobel da Paz a Barack Obama
Adolfo Pérez Esquivel

Estimado Barack, ao dirigir-te esta carta o faço fraternalmente para,
ao mesmo tempo, expressar-te a preocupação e indignação de ver como a
destruição e a morte semeada em vários países, em nome da “liberdade e
da democracia”, duas palavras prostituídas e esvaziadas de conteúdo,
termina justificando o assassinato e é festejada como se tratasse de um
acontecimento desportivo.

Indignação pela atitude de setores da população dos Estados Unidos, de
chefes de Estado europeus e de outros países que saíram a apoiar o
assassinato de Bin Laden, ordenado por teu governo e tua complacência em
nome de uma suposta justiça. Não procuraram detê-lo e julgá-lo pelos
crimes supostamente cometidos, o que gera maior dúvida: o objetivo foi
assassiná-lo.

Os mortos não falam e o medo do justiçado, que poderia dizer coisas
inconvenientes para os EUA, resultou no assassinato e na tentativa de
assegurar que “morto o cão, terminou a raiva”, sem levar em conta que
não fazem outra coisa que incrementá-la.

Quando te outorgaram o Prêmio Nobel da Paz, do qual somos depositários,
te enviei uma carta que dizia: “Barack, me surpreendeu muito que tenham te
outorgado o Nobel da Paz, mas agora que o recebeu deve colocá-lo a
serviço da paz entre os povos; tens toda a possibilidade de fazê-lo, de
terminar as guerras e começar a reverter a situação que viveu teu país e o mundo”.

No entanto, ao invés disso, você incrementou o ódio e traiu os
princípios assumidos na campanha eleitoral frente ao teu povo, como terminar com as
guerras no Afeganistão e no Iraque e fechar as prisões em Guantánamo e
Abu Graib no Iraque. Não fez nada disso. Pelo contrário, decidiu começar
outra guerra contra a Líbia, apoiada pela OTAN e por uma vergonhosa resolução
das Nações Unidas. Esse alto organismo, apequenado e sem pensamento próprio,
perdeu o rumo e está submetido às veleidades e interesses das potências
dominantes.

A base fundacional da ONU é a defesa e promoção da paz e da dignidade
entre os povos. Seu preâmbulo diz: “Nós os povos do mundo...”, hoje ausentes
deste alto organismo.

Quero recordar um místico e mestre que tem uma grande influência em
minha vida, o monge trapense da Abadia de Getsemani, em Kentucky, Tomás
Merton, que diz: “a maior necessidade de nosso tempo é limpar a enorme massa de
lixo mental e emocional que entope nossas mentes e converte toda vida
política e social em uma enfermidade de massas. Sem essa limpeza doméstica não
podemos começar a ver. E se não vemos não podemos pensar”.

Continua

Loumari disse...

Você era muito jovem, Barack, durante a guerra do Vietnã e talvez não
lembre a luta do povo norteamericano para opor-se à guerra. Os mortos, feridos
e mutilados no Vietnã até o dia de hoje sofrem as consequências dessa
guerra.

Tomás Merton dizia, frente a um carimbo do Correio que acabava de
chegar, “The U.S. Army, key to Peace” (O Exército dos EUA, chave da paz):
“Nenhum exército é chave da paz. Nenhuma nação tem a chave de nada que não seja
a guerra. O poder não tem nada a ver com paz. Quanto mais os homens
aumentam o poder militar, mais violam e destroem a paz”.
Acompanhei e compartilhei com os veteranos da guerra do Vietnã, em
particular Brian Wilson e seus companheiros que foram vítimas dessa
guerra e de todas as guerras.

A vida tem esse não sei o quê do imprevisto e surpreendente fragrância e
beleza que Deus nos deu para toda a humanidade e que devemos proteger
para deixar às gerações futuras uma vida mais justa e fraterna,
reestabelecendo o equilíbrio com a Mãe Terra.

Se não reagirmos para mudar a situação atual de soberba suicida que está
arrastando os povos a abismos profundos onde morre a esperança, será
difícil sair e ver a luz; a humanidade merece um destino melhor. Você sabe que a
esperança é como o lótus que cresce no barro e floresce em todo seu
esplendor mostrando sua beleza.

Leopoldo Marechal, esse grande escritor argentino, dizia que: “do
labirinto, se sai por cima”.

E creio, Barack, que depois de seguir tua rota errando caminhos, você se
encontra em um labirinto sem poder encontrar a saída e te enterra cada
vez mais na violência, na incerteza, devorado pelo poder da dominação,
arrastado pelas grandes corporações, pelo complexo industrial militar, e acredita
ter todo o poder e que o mundo está aos pés dos EUA porque impõem a força
das armas e invade países com total impunidade. É uma realidade dolorosa,
mas também existe a resistência dos povos que não claudicam frente aos
poderosos.

As atrocidades cometidas por teu país no mundo são tão grandes que
dariam assunto para muita conversa. Isso é um desafio para os historiadores que
deverão investigar e saber dos comportamentos, políticas, grandezas e
mesquinharias que levaram os EUA à monocultura das mentes que não
permite ver outras realidades.

A Bin Laden, suposto autor ideológico do ataque às torres gêmeas, o
identificam como o Satã encarnado que aterrorizava o mundo e a
propaganda do teu governo o apontava como “o eixo do mal”. Isso serviu de pretexto
para declarar as guerras desejadas que o complexo industrial militar
necessitava para vender seus produtos de morte.

Continua

Loumari disse...

Você sabe que investigadores do trágico 11 de setembro assinalam que o
atentado teve muito de “auto golpe”, como o avião contra o Pentágono e o
esvaziamento prévios de escritórios das torres; atentado que deu motivo
para desatar a guerra contra o Iraque e o Afeganistão, argumentando com a
mentira e a soberba do poder que estão fazendo isso para salvar o povo, em nome
da “liberdade e defesa da democracia”, com o cinismo de dizer que a morte
de mulheres e crianças são “danos colaterais”. Vivi isso no Iraque, em
Bagdá, com os bombardeios na cidade, no hospital pediátrico e no refúgio de
crianças que foram vítimas desses “danos colaterais”.

A palavra é esvaziada de valores e conteúdo, razão pela qual chamas o
assassinato de “morte” e que, por fim, os EUA “mataram” Bin Laden. Não
trato de justificá-lo sob nenhum conceito, sou contra todas as formas de
terrorismo, desde a praticada por esses grupos armados até o terrorismo
de Estado que o teu país exerce em diversas partes do mundo apoiando
ditadores, impondo bases militares e intervenção armada, exercendo a violência para
manter-se pelo terror no eixo do poder mundial. Há um só eixo do mal?
Como o chamarias?

Será que é por esse motivo que o povo dos EUA vive com tanto medo de
represálias daqueles que chamam de “eixo do mal”? É simplismo e
hipocrisia querer justificar o injustificável.

A Paz é uma dinâmica de vida nas relações entre as pessoas e os povos;
é um desafio à consciência da humanidade, seu caminho é trabalhoso,
cotidiano e portador de esperança, onde os povos são construtores de sua própria
vida e de sua própria história. A Paz não é dada de presente, ela se constrói e
isso é o que te falta meu caro, coragem para assumir a responsabilidade
histórica com teu povo e a humanidade.

Não podes viver no labirinto do medo e da dominação daqueles que
governam os EUA, desconhecendo os tratados internacionais, os pactos e protocolos,
de governos que assinam, mas não ratificam nada e não cumprem nenhum dos
acordos, mas pretendem falar em nome da liberdade e do direito. Como
pode falar de Paz se não quer assumir nenhum compromisso, a não ser com os
interesses de teu país?

Como pode falar da liberdade quanto tem na prisão pessoas inocentes em
Guantánamo, nos EUA e nas prisões do Iraque, como a de Abu Graib e do
Afeganistão?

Como pode falar de direitos humanos e da dignidade dos povos quando
viola ambos permanentemente e bloqueia quem não compartilha tua ideologia,
obrigando-o a suportar teus abusos?

Como pode enviar forças militares ao Haiti, depois do terremoto
devastador, e não ajuda humanitária a esse povo sofrido?

Como pode falar de liberdade quando massacra povos no Oriente Médio e
propaga guerras e tortura, em conflitos intermináveis que sangram
palestinos e israelenses?

Barack, olha para cima de teu labirinto e poderá encontrar a estrela
para te guiar, ainda que saiba que nunca poderá alcançá-la, como bem diz Eduardo
Galeano. Busca a coerência entre o que diz e faz, essa é a única forma
de não perder o rumo. É um desafio da vida.

O Nobel da Paz é um instrumento ao serviço dos povos, nunca para a
vaidade pessoal.

Te desejo muita força e esperança e esperamos que tenha a coragem de
corrigir o caminho e encontrar a sabedoria da Paz.

*Adolfo Pérez Esquivel, Nobel da Paz 1980.
*Buenos Aires, 5 de maio de 2011

FIM

Anônimo disse...

Enquanto o Obama já tá voltando, os petistas ainda estão querendo ir? A Argentina, acordou; a Venezuela, acordou; Cuba,acordou e, o Brasil,ainda dormindo sonhando com um país fictício do PT, "Alice Dilma" no país das maracutaias.

Loumari disse...

"The US will come to talk to us when they have a black president and the world has a Latin American Pope."
(Fidel Castro)
Palavras proféticas.