sexta-feira, 25 de março de 2016

Organização Terrorista


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Em sua maior parte a atividade terrorista é fruto de grupos organizados, alguns mais simples, de natureza fugaz, outros, mais complexos e duradouros. O Centro de Pesquisa do Terrorismo, nos EUA, publicou, em dezembro de 1998, uma nota sobre os principais aspectos das organizações terroristas.

Os detalhes organizacionais dependem da situação. Existem, no entanto, alguns princípios gerais. Como os terroristas operam, normalmente, em um ambiente hostil, a segurança é a preocupação principal. A segurança pode ser melhor conseguida pela organização celular na qual os membros não conhecem e nem podem identificar mais de que uns poucos de seus companheiros na eventualidade de captura ou deserção.

Tal deserção é rara na maioria dos grupos: desertores, ou mesmo dissidentes, são freqüentemente liquidados. Todavia, os terroristas não são imunes às fraquezas humanas. A menos que unidos por um líder carismático, eles são afetados pela dinâmica de grupo que traz tanto problemas como oportunidades para as forças de segurança.

As oportunidades surgem porque as dissidências internas ocasionam vazamentos que debilitam a segurança; problemas ocorrem porque os padrões operacionais podem variar em função das facções que passem a prevalecer.

Os grupos terroristas que não são apoiados por um governo normalmente criam uma estrutura suporte com os simpatizantes ou com pessoas coagidas a ajudá-los. Tal estrutura pode ser constituída por membros ativos e passivos. Ela proporciona apoio logístico, inteligência, disseminação de propaganda, recrutamento e dinheiro para os terroristas ativos.

O recrutamento e treinamento de terroristas são, presumivelmente, sensíveis à segurança. Entre os grupos que não têm base étnica, as formas usuais de recrutar são os estudantes de escolas secundárias e de faculdades que demonstrem interesse pela causa. Já os grupos etnicamente fundamentados conseguem novos membros entre pessoas conhecidas, com passado comprovado e, normalmente, com laços familiares na organização.
A penetração da Inteligência em órgãos assim constituídos é extremamente difícil.

O treinamento dos terroristas varia bastante. Os que têm experiência militar ou que receberam intensa instrução em instalações sofisticadas estão em pé de igualdade com maioria das forças de segurança do Estado.

Na outra extremidade do espectro estão os operadores “descartáveis” que recebem pouco mais que conversas inspiradoras antes de ativados. A instrução típica consiste do emprego de armas portáteis e de explosivos, juntamente de informações e doutrinação sobre a causa do grupo. As ações terroristas contemporâneas contemplam os tradicionais assassinatos, explosões, incêndios provocados, captura de reféns, seqüestros, invasão e ocupação de prédios, ataques a instalações, sabotagens e perpetração de fraudes.

Novas categorias de operações incluem o terrorismo ecológico e o potencialmente bem mais funesto hi-tech que utiliza armas e materiais nucleares, biológicos e químicos (QBR). As considerações sobre a seleção dos alvos também são bem diversificadas, mas normalmente levam em conta o valor deles para os objetivos do grupo, suas acessibilidades em função das possibilidades de organização e o propósito do ataque, que pode ser: chamar a atenção, coletar recursos, eliminar uma ameaça ou demonstrar força.

Todos esses fatores se refletem na organização e no treinamento do grupo.
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A matéria acima foi extraída do capítulo “Organização Terrorista”, do livro “Terrorismo – Um Retrato”, de David J. Witttaker, editado em 2005 pela Biblioteca do Exército 


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

3 comentários:

Anônimo disse...

Coincidentemente, esta semana, tive a oportunidade de assistir na TV paga o filme, O Traidor, onde terroristas usaram um americano negro, especialista em bombas, convertido ao Islã, para colocar em prática um ato terrorista dentro dos Estados Unidos. Como ele, o negro, era nativo e não levantaria suspeita, foi designado para "ativar" os suicidas espalhados pelo país que aguardavam a hora de fazerem a "viagem" ao paraíso. Eles queriam cinquenta ônibus explodidos na mesma hora em várias cidades. Como o filme é americano, claro que o negro, fiel ao islã, teve a consciência de avaliar o que estava sendo feito. O restante, vale a pena assistir. Fiquei pensando em uma situação dessa aqui no Brasil, com os jogos Olímpicos chegando. A nossa estrutura de segurança certamente está aquém do nível elevado desejado e necessário, pelo menos é o que acho, pois segurança cem por cento não existe, e vamos torcer para que as ajudas internacionais que virão, realmente ajudem para que tudo ocorra sem problemas.

Anônimo disse...

Não temos generais patriotas. Estão todos nivelados com O PC do B e com aldo rebelo. Aliás, estão todos nivelados com princípios terroristas e nem estão aí para o que está sucedendo no Brasil e se decidirem mexer-se é para matar patriotas.

Anônimo disse...

GENERAL QUE COISA O HOMEM É GENERAL, GRANDES MERDAS DEIXARAM UM POVO A MINGUA E CONHECIDOS COMO DESNUTRIDOS, DESCAMIZADOS, DESDENTADOS, ANALFABETOS TODOS ESCRAVOS, SE GRITAR PEGA LADFÃO NÃO FICA UM...