domingo, 13 de março de 2016

País Desgovernado


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

Nada temos para nos ufanar dos nossos políticos que ao longo do período democrático apenas demonstraram total inapetência e completa incompetência para gestão da coisa pública. Não me refiro a um partido ou determinado político, mas a quase totalidade, serviços públicos caóticos, os Estados submersos pela água, se não chove a cidade fica sem abastecimento, luz cortada diariamente, encostamos um retrato da privatização tucana e da corrupção petista, receita que dá para fazer um trilhão de besteirol.

Não é possível que centena de cidades não tenham saneamento, infraestrutura e quaisquer serviços decentes,diante da montanha que se arrecada, são mais de 2 trillhoes destacados pelo impostômetro. Sem uma reforma política nada será viável ou realizável.Temos muitos políticos para nenhuma política, ao contrário dos países de primeiro mundo no qual se deslocam de trem, metrô, e transporte público em geral, aqui ocupam palácios,andam de carros importados e desconhecem as suas funções e massacram a indefesa população com impostos,aumentos,tarifas e mais calamidades.

Hoje temos um Brasil ladeira abaixo, completa e totalmente desgovernado que não tem rumo,caminho,planejamento,com doenças de contaminação, e falta de medicação, hospitais sem remédios e filas e mais filas para o atendimento. Do que é útil o voto obrigatório se somos reféns dessa bandidagem política que vive ruminando palavra de ordem,mas esconde os tesouros roubados e suas imperfeições para que a sociedade civil pague a conta.

A forma de representação política está bastante errada, não podemos nos basear em partidos, temos que buscar candidatos livres e independentes, reduzir a representação à quantidade mínima de cinco partidos, com um corte radical, rever o número de municípios para 2500 no máximo, e fusionar estados do norte e nordeste, para ficarmos apenas com 20 estados na federação.

O tamanho da federação não suporta sua manutenção pelo
pobre desempregado cidadão brasileiro, que hoje tem dificuldades de sobreviver. Não aguenta o custo da inflação, da moradia,do transporte, aliás tudo parece que conspira para dar errado no Brasil jabuticaba. Com a redução da federação, em tempos de crise, o congresso cairia para 300 deputados federais,e o senado, para apenas 50 senadores, totalizado 350 políticos na base da representação, com um semipresidencialismo de maioria, perdida essa automaticamente se recupera a confiança e a credibilidade pela substituição do líder.

O Brasil não pode mais esperar o amanhã se não for capaz de mudar o seu presente, com os tormentos da incompetência, falta de agua, cortes de luz, tarifas estratosféricas, chuvas e mais chuvas, e as marginais de São Paulo alagadas, ambas, as obras não são feitas, a corte de contas não fiscaliza e o ministério público também não se ocupa, vejam quantos radares há na cidade e nas estradas, se pegarmos países da europa, nenhum deles tem tanto radar como em nosso triste País, para que a classe política se abasteça e não tenha receita vinculada às despesas para poder usar nas campanhas eleitorais.

A cada dia uma bomba de corrupção mais forte explode no colo dos mais altos em seus cargos políticos, e fazem cara de sorriso de que não é com eles e o Brasil perdendo competitividade, lojas e comércio fechados, e os brasileiros indo embora, somente nos últimos dois anos mais de 150 mil brasileiros partiram para o exterior, a fim de tentar a sorte e acabar de vez com a zika, sim um País parado no tempo e no espaço, sem desenvolvimento, cultura,a não ser de artistas amigos do rei e da funarte e jogadores de pelada que ganham milhões, driblam a receita e riem da nossa cara com o vexame da copa do mundo.

A marcha pelo impedimento não é nada pessoal ou golpe, mas sim um momento que basta, chega,os brasileiros esfolados,espoliados, roubados ,dentro e fora de casa, não aguentam a nobre classe política, para a qual a corrupção é meta e objetivo, a propina o pão de cada dia, e os bilhões a arte sagrada.

Sem uma mobilização completa da sociedade em torno de um ideal o Brasil afoga e afunda em milhões de problemas gerados no seio dos nossos políticos verdadeiramente distantes do contexto da realidade.


Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

5 comentários:

Loumari disse...

Tão-somente tende cuidado de guardar, com diligência, o mandamento e a lei que Moisés, o servo do Senhor, vos mandou: que ameis ao Senhor, vosso Deus, andeis em todos os seus caminhos, e guardeis os seus mandamentos, e vos achegueis a ele, e o sirvais, com todo o vosso coração e com toda a vossa alma.
(JOSUÉ 22:5)


Agora, pois, se, diligentemente, ouvirdes a minha voz, e guardardes o meu concerto,
então sereis a minha propriedade peculiar de entre todos os povos: porque toda a terra é minha.
E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo.
(ÊXODO 19:5)

Martim Berto Fuchs disse...

"A forma de representação política está bastante errada, não podemos nos basear em partidos, temos que buscar candidatos livres e independentes, reduzir a representação à quantidade mínima de cinco partidos, com um corte radical, rever o número de municípios para 2500 no máximo, e fusionar estados do norte e nordeste, para ficarmos apenas com 20 estados na federação."

Para a necessária mudança, este é o primeiro tema à ser abertamente enfrentado, sem medo. Quanto ao texto acima, se me permite, creio que há duas partes que não se harmonizam. Ou interpretei mal ?

- "não podemos nos basear em partidos, temos que buscar candidatos livres e independentes,"
- "reduzir a representação à quantidade mínima de cinco partidos, com um corte radical"

1. De toda forma, defendo há muitos anos a extinção dos partidos políticos por desnecessários e contraproducentes.
2. Levando ainda em conta que os candidatos deveriam ter condições iguais na disputa, importantíssimo, o financiamento nesse caso poderia ser apenas público.
3. Aí chegamos ao sistema de eleição, onde uma primeira triagem dos candidatos seria feita por uma Prova de Qualificação, que não exigiria diploma e sim saber ler, escrever e interpretar textos, e, em cada distrito/município, se daria a segunda triagem dos candidatos. Segue ...

É um novo paradigma sim, mas onde está escrito que é proibido inovar para melhorar ? O sistema político utilizado até hoje, com partidos políticos e três poderes harmônicos mas independentes entre si (???), nunca funcionou. Repito, NUNCA funcionou. Pergunto então, por que continuar apenas tentando remodelar, como sempre se faz, e não enfrentar a discussão de um novo processo político, e mais, um novo Contrato Social ? Este é o debate que o Brasil merece e estamos novamente perdendo a oportunidade.

http://capitalismo-social.blogspot.com.br/2016/02/66-novo-sistema-eleitoral.html

Anônimo disse...

O Martim tem razão. Mas quanto aos estados,eu teria uma fórmula mais justa e eficaz: extinguir todos os Estados "deficitários",que não conseguem sobreviver sem os próprios recursos que produzem,o mesmo critério se aplicando aos Municípios,alguns dos quais,com mil habitantes,têm que sustentar todo um aparato público municipal (Prefeito,Vereadores,secretários,funcionários,etc.). É a "bandalha" política em ação. Basta um chefe político do lugar ter algum interesse e já se forma um novo município. A única "separação" que poderia ter algum resultado bom para a sociedade seria reconhecer o direito à autodeterminação das regiões que tivessem esse direito,quisessem e pudessem,dentro dos critérios antes mencionados.Mas isso é proibido pelas leis que os políticos fizeram.O Brasil assim "unido" (fictíciamente,na "marra",na "força")jamais irá para a frente. A melhor saída seria oportunizar ao povo de cada região o direito de construir-se como país próprio,soberano,independente.Sérgio A.Oliveira.

Anônimo disse...

Viu, seu Vagabundo da toga!? Simples, assim. Você não publica a verdade e exige honenestidade dos outros!?

Martim Berto Fuchs disse...

Sérgio, em Capitalismo Social proponho justamente isto. Há muitos anos fiz um levantamento, através de dados coletados aqui e ali em matérias principalmente de jornais, e cheguei à um cálculo de que das mais de 5.000 cidades na época, não mais de 2.000 teriam condições de se sustentar.
Sugeri então estabelecer critérios que uma povoação deveria preencher para ser considerada um município.
Cada vez que releio trechos do que já escrevi à respeito, me convenço que, infelizmente, nada disto será feito sem que se intervenha drasticamente na política à nível de Brasília.
E também isto, se não for debatido antecipadamente, pode ser um tiro no pé.
Nossa cultura do jeitinho está muito arraigada. Começou em 1808.