terça-feira, 1 de março de 2016

Tapete Vermelho


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

Entregues as estatuetas do Oscar nos EUA, também assim procederíamos quando a desesquerdização reinar na América Latina e o processo bolivariano estiver encerrado. Há sinais evidentes disso, no parlamento da Venezuela, na recente Bolívia, na vitória do candidato Macri na Argentina e também no Uruguai.

Sofrem, são exceções, Brasil e Venezuela, adotando caminhos antimercado e prejudicando milhares de cidadãos, num trabalho de quebrar empresas, destruir a economia e gerar um sistema cada vez maior de dependência com relação ao Estado.

O regime simplesmente está falido e todos sabemos, vários anos de produto interno bruto serão capazes de desmantelar grandes grupos econômicos, e o pior forte desnacionalização, com a venda para o capital estrangeiro e fundos do exterior, não mereceríamos esse destino depois de tanta luta e suor com a implantação do plano real.

Hoje uma nota de cem reais vale menos do que a metade, corroída pela inflação e desvalorizada pelo surto de preços que não mostram sinal algum de queda. Facilmente o tapete vermelho seria posto com uma estatueta ao término desse fracasso enorme no continente latino americano das esquerdas.

Efetivamente, se formos analisarmos, a demagogia, o delírio pelas banalidades, com as armas da corrupção e incompetência deram ares jamais mostrados na luta desses povos pela independência e soberania. Basta vermos que em dois meses de governo o Presidente Macri demitiu funcionários,desvalorizou o cambio, atraiu a visita do presidente Francês e logo receberá o presidente Obama, para colocar o Mercosul no foco da Europa e dos EUA. Não há saída sem o mercado é prática rotineira e habitual.

Ao contrário, nosso desgoverno foi longe de mais, seu desmantelamento já começa a ser sentido e notado com a saída dos principais apoiadores e ainda curtem a idéia do retorno em 2018 como se a população desempregada, esfomeada,estonteada e enganada fosse capaz de conduzir ao centro do poder aqueles culpados pela selvageria.

Vivemos um tempo animalesco na política, eles somente nos chegam às vésperas das eleições,depois se perpetuam no poder e amealham milhões e bilhões, da noite para o dia, e com a maior cara de pau, dizem perante os holofotes que não sabem de nada e que o melhor de tudo é termos bons e ricos amigos que cedem espaço, prestígio e granjeiam ar puro para respirarmos nas trôpegas noites de consciências pesadas.

O extermino do futuro vem sendo praticado ao longo dos anos por um regime inoperante, arrogante e que dilapida o patrimônio público, mediante descompromisso com o bem estar coletivo e social. Desconhecem regras mínimas de funcionamento do mercado,quebram empresas, o mercado de capitais, planos de saúde, tudo que passa pela frente não resiste aos companheiros unidos para sangrar a cidadania e surrupiar nosso esforço por um Brasil melhor.

Não há duvida com quase 9 milhões de desempregados,ritmo fraco do comércio a desindustriazação do parque nacional e a famigerada carga tributária,que muitos brasileiros votarão em branco e nulo nas eleições municipais.

Enquanto não houver uma forte e séria oposição, não se fizerem reformas de peso e ingressarmos no mercado global da economia, continuaremos a combater o vírus da zika e nos sentiremos mordidos no corpo e na alma pelo pessimismo generalizado que contaminou o Brasil.


Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Um comentário:

Loumari disse...

De acordo com o Institut Pasteur, o vírus Zika que assola na América do Sul pode causar várias formas de síndromes como a de Guillain-Barré (SGB), uma condição rara caracterizada por paralisia progressiva dos membros e fraqueza respiratória.
O Institut Pasteur é categórico: vírus Zika é suspeito de causar malformações em recém-nascidos de mães infectadas também pode causar o síndrome de Guillain-Barre (GBS), uma condição grave mas reversível e bastante rara que pode levar aos poucos para uma paralisia progressiva dos membros e insuficiência respiratória.