sábado, 5 de março de 2016

Visita ao Aeroporco

Foto do ano: Conduzindo Mister Lula

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O cara se acha (achava ?) anjo. Voava pairando sobre tudo e sobre todos como um aerobú. Depois de tomar na rima, ainda pensa que está por cima?

Cá embaixo a coisa vai feder tudo. (Feder all !)

Pó Lícia (apelido de Alice) no país das maravilhas. O pó é de pirilimpimpim e vai virar a cabeça do bocó chinfrim.

Malandro agulha soltou fagulha e perdeu a linha quando perguntaram sobre embarcação pedalinha.

O cisne virou pato; o pato virou ganso e o chifre do touro não é nada manso.

Terá que abandonar a pose ou a vie en rose?

A operação Aletheia é parente da Meméia ? Ou da Alcéia?

Alegorias a parte, estamos no mês de Marte.

A Onça subiu no telhado. O partido tá ferrado.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

5 comentários:

Loumari disse...

O IDIOTA E A MOEDA


Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia.

Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.

Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma moeda grande de 400 ESCUDOS e outra menor, de 2000 ESCUDOS.

Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.

Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.

Eu sei, respondeu o tolo assim: 'Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e eu não vou mais ganhar moedas.'

Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.

A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.

A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?

Terceira : Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.

Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso
respeito.

Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, o que realmente somos.

'O maior prazer de um homem inteligente é armar-se em idiota, diante de um idiota que se arma em inteligente'.

Loumari disse...

Aquele pensa que sabe muito, mas não sabe de nada, e a sua ignorância é tanta que nem sequer está em condições de saber aquilo que lhe falta. (François Fénelon)


O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflecte.
(Aristóteles)


Nada mais assustador que a ignorância em acção.
(Johann Goethe)


A ignorância é a mãe de todos os males.
(François Rabelais)


Ignorância e arrogância são duas irmãs inseparáveis, com um só corpo e alma.
(Giurdano Bruno)


Ignorar a própria ignorância é a doença do ignorante.
(Amos Alcott)


As verdadeiras conquistas, as únicas de que nunca nos arrependemos, são aquelas que fazemos contra a ignorância.
(Napoleão Bonaparte)


Ninguém é suficientemente pequeno ou pobre para ser ignorado.
(Henry Miller)


A ignorância está sempre pronta a admirar-se a si própria.
(Nicolas Boileau)


O primeiro sinal de ignorância é presumirmos que sabemos.
(Baltasar Gracián y Morales)

Ignorante: uma pessoa que desconhece certas coisas que nos são familiares, conhecendo outras coisas das quais nunca ouvimos falar.
(Abrose Bierce in "Dicionário do Diabo")


Os que falam em matérias que não entendem parecem fazer gala da sua própria ignorância.
(Marquês Maricá)


Não há nada tão triste para um homem instruído como viver com uma mulher ignorante. Sente o tédio vago, porém positivo, que produz numa habitação a vista de um relógio parado.
(Heinrich Heine)

Loumari disse...

Todos Erramos

Apontamos quase sempre o dedo a quem erra... Condenamos os outros com enorme facilidade. Compreendemo-los pouco, perdoamo-los ainda menos. Mas, será que atirar pedras é o mais justo, eficaz e melhor?

Temos uma necessidade quase primária de julgar o comportamento alheio, de o analisar e avaliar ao mais ínfimo detalhe, sempre de um ponto de vista superior, como se o sentido da nossa existência, a nossa missão, passasse por sentenciar todos quantos cruzam a sua vida com a nossa... condenando-os... na firme convicção de que assim estamos a ajudar... a melhorar.

Comete erro em cima de erro quem se dedica a julgar os erros dos outros...

Julgamos de forma absoluta, na maior parte das vezes, generalizando um gesto ou dois, achando que cada pequena ação revela tudo quanto há a saber sobre determinada pessoa... mais, achamos que cada homem ou é bom ou é mau... como se não fossemos todos... de carne e osso... de luz e sombras.
Já a nós não nos julgamos nem nos deixamos julgar. Consideramos que, no caso específico da nossa vida, são tantos os factores que têm de se levar em conta (quase todos atenuantes) que se torna impossível qualquer tipo de veredicto... optando, assim, por uma espécie de arquivamento dos processos dada a complexidade das questões. Reconhecemo-nos incapazes de ponderar tudo... mas se em nós não conseguimos avaliar o erro, por que razão estamos tão à vontade quando se trata do dos outros?

É curioso, e uma prova da inteligência comum, que partindo da verdade universal de que todos erramos, nos sirva mais isso para nos desculparmos a nós mesmos do que aos outros... afinal, nós não somos superiores àqueles que passamos a vida a condenar. Por isso, devíamos ser capazes de os desculpar tanto quanto o fazemos a nós próprios. Mais, pode acontecer que alguém tropece, depois de nós, numa pedra que nós não atirámos para fora do caminho...

Quem erra, faz-se vagabundo. Vai contra a sua vontade mais profunda, afasta-se da verdade. Erramos de cada vez que nos deixamos levar pela tentação das paixões momentâneas, pelos juízos precipitados e levianos... sempre que nos deixamos seduzir pelas falsas e brilhantes luzes das aparências... ao errar afastamo-nos de nós mesmos, perdemo-nos... em vazios.

Acreditamos que as nossas sentenças revelam, através do nosso sempre muito afiado sentido de justiça, a superioridade moral de uma vida acima do comum... quando afinal tal consideração apenas nos afasta, ainda mais, da verdade de nós mesmos.

Numa vida acabada é sempre mais fácil dar sentido ao erro... Mas, no dia-a-dia desta nossa existência a fazer-se, quem comete o maior erro: o que não tenta para não errar ou o que erra tentando acertar?

Precisaremos sempre de quem nos anima a corrigirmo-nos, não de quem nos reprova e só sabe magoar...

Não somos seres perfeitos a quem o erro degrada, mas antes seres imperfeitos a quem o erro pode ensinar.

Errando, posso ter noção do que sou, de onde estou e do caminho que devo fazer.
Na desorientação geral do nosso tempo, há algo que se pode (e deve) fazer: ir ao encontro de quem falha e aceitá-lo como igual. Construindo um caminho conjunto, longe dos julgamentos... para mais perto da perfeição.

O mais justo, eficaz e melhor será mesmo compreender e perdoar, pois quem erra, engana-se. A si mesmo. E isso, na maior parte dos casos, já é pena suficiente.

Nunca faltará quem nos julgue... mas muito mais valioso será quem, com humildade, nos aceite... quem nos ame, apesar de tudo.

"José Luís Nunes Martins, in 'Amor, Silêncios e Tempestades'
Portugal n. 14 Mar 1971
Filósofo

Loumari disse...

A bondade é uma questão de inteligência e um exercício de sabedoria. Só as pessoas que se enganam toleram os erros, porque sem eles nunca se transformam. Por outras palavras, reconhecer um erro é assumir a esperança de fazer melhor.
(Eduardo Sá)


A maioria das pessoas aponta mais vezes os erros dos outros do que reconhece os seus, e castiga todas as incoerências antes de perceber que é das contradições que nasce a coerência. Isto é, o segredo não será em não as ter mas no engenho de as aproveitar para crescer.
(Eduardo Sá)


O que é um erro aceitável? É o erro que tem uma razão de ser - que é o resultado de uma análise errada mas feita de boa-fé, que levou em conta todos os factos conhecidos e que respeitou a lógica e as regras de boa prática. O erro aceitável é aquele que surge mesmo quando se seguem todas as regras e se têm todos os cuidados
(José Vitor Malheiros)


O que falta é admitir o erro, admitir a fraqueza, ser capaz de reconstruir a casa. (...) Todos somos capazes de analisar, avaliar e catalogar os falhanços alheios. Mas raramente paramos para pensar e concluir: o que dizemos dos outros é exactamente o que sucede connosco.
(Pedro Rolo Duarte)


O erro é uma forma de fracasso desejável porque não tem malícia, é corrigível, não é necessariamente fruto do desleixo ou da incompetência e, sobretudo, é fundamental para criar numa sociedade os incentivos de mudança e inovação que lhe trazem o progresso.
(Miguel Poiares Maduro)


Loumari disse...

"Errar é próprio do homem"

"Do erro alheio tira o prudente conselho"

"Onde há erro há emenda"