quarta-feira, 13 de abril de 2016

2003 a 2015: Mãos Sujas no Lulopetismo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ernesto Caruso

Os mal feitos são muitos e desnudam as entranhas do PT nos governos de Lula e Dilma Roussef. Os porões têm caveiras de todos os tipos e nas “mãos”, marcas da sujeira e de sangue.

De início a crise com a viagem da ministra da Assistência e Promoção Social, Benedita da Silva, à Argentina onde participou de reunião de cunho religioso com despesas paga pelo governo. Perdeu o cargo de ministra.

Outro ministro de Lula foi Romero Jucá (Previdência Social), envolvido em várias denúncias; perdeu o cargo e voltou no segundo mandato como líder do governo no Senado.

Veio o mensalão a destacar a organização criminosa para sustentar o governo mediante pagamentos de propinas mensais. Nas palavras do ministro Celso de Mello: “Este processo criminal revela a face sombria daqueles que, no controle do aparelho de Estado, transformaram a cultura da transgressão em prática ordinária e desonesta de poder, como se o exercício das instituições da República pudesse ser degradado a uma função de mera satisfação instrumental de interesses governamentais e de desígnios pessoais.”

Importantes auxiliares do esquema caíram: José Dirceu, da Casa Civil, Antonio Palocci (sigilo bancário do caseiro Francenildo), da Fazenda, e Luiz Gushiken, da Secretaria de Comunicação da Presidência da República. O fantasma do caso Celso Daniel, assassinado quando prefeito em Santo André, ronda nesse porão até os dias de hoje chuçado na operação Lava Jato.

Outro afastado foi o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau Cavalcanti Filho, decorrente do caso da empreiteira Gautama. A lembrar o passeio na lancha respingada de Galtama feito por Jaques Wagner e Dilma Roussef ainda ministra da Casa Civil.

Mais adiante por denúncias pelo PGR ao STF caiu o ministro das Relações Institucionais Walfrido dos Mares Guia. O efeito dominó/mal feito atinge aministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro por conta de despesas anormais com o tal cartão corporativo em especial no pagamento de hospedagem em hotéis de luxo e nos finais de semana. Na conta do cartão outros dois ministros de Lula são expurgados, Orlando Silva, dos Esportes, e Altemir Gregolin, da Pesca. Tapioca, etc.

No primeiro mandato da Dilma vários ministros ruíram. Em maio, o ministro chefe da Casa Civil, Antonio Pallocci devido a questão de aumento de patrimônio, 20 vezes entre os anos de 2006 a 2010. A seguir Alfredo Nascimento do Ministério do Transporte (DNIT, enriquecimento do filho).

O ministro da Agricultura Wagner Rossi sofreu acusações de corrupção da CONAB; demitido. Orlando Silva do Esporte (Programa Segundo Tempo, ONG) e mais Carlos Lupi que comandava o Ministério do Trabalho (ONG etc).

A História da República não registra tanta anomalia ao tratar da queda de ministros envolvidos em acusações de corrupção. Vale destacar no mar de lama os danos provocados à maior empresa do Brasil, a Petrobras. Patrimônio “defendido” pelos petistas da sanha estrangeira, mas para lhes servir de pasto.

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato afirmou que o prejuízo com o pagamento de propinas e superfaturamento pode superar 20 bilhões de reais. A PF estima em 42,8 bilhões de reais. A Petrobras tem um endividamento de 351 bilhões de reais.

Um escárnio a compra da refinaria de Passadena: prejuízo de 1 bilhão de dólares. Ainda paira o processo nos Estados Unidos a cobrar da Petrobras o prejuízo a investidores no montante de bilhões de dólares.
Por tudo isso que cheira malfeito somado aos diálogos sem senso ético, trazidos a publico pelo juiz Sergio Moro entre Lula, Dilma, ministros, presidente do PT, mais os crimes expostos na denúncia e do conhecimento da imensa maioria da Nação não há outro caminho que não o afastamento da presidente Dilma.

Mister se faz retornar à lição do ministro Celso de Mello na Ação Penal 470: “A conduta dos réus, notadamente daqueles que ostentam ou ostentaram funções de governo, maculou o próprio espírito republicano. Em assuntos de Estado ou de governo, nem o cinismo, nem o pragmatismo, nem a ausência de senso ético e nem o oportunismo podem justificar práticas criminosas. Se impõe a todos os cidadãos dessa República um dever muito claro: o de que o Estado brasileiro não tolera o poder que corrompe nem admite o poder que deixa corromper.”.

Do mensalão ao petrolão, descomunal corrupção.

A Comissão Especial do Impeachment deu o recado representando a vontade popular. A Câmara e o Senado têm a responsabilidade de se associar ao clamor nacional contra a corrupção.


Ernesto Caruso é Coronel de Artilharia e Estado-Maior, reformado.

Um comentário:

Anônimo disse...

O CLAMOR NACIONAL CONTRA A CORRUPÇÃO NÃO É APENAS NO GOVERNO FEDERAL, MAS SIM EM TODAS AS ESFERAS... POIS SE GRITAR PEGA LADRÃO NÃO FICA UM... PRINCIPALMENTE NO JUDICIARIO...