sábado, 9 de abril de 2016

A crise política e partidos


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

O Brasil vive na sua economia um momento de profunda anemia estando desvitaminado em relação às boas práticas e idéias nos diversos e mais variados segmentos da sociedade. A casta política ambiciosa e teratológica afundou o País, de tal forma que a roubalheira é incalculável. Conseguiram fazer com que a Petrobrás a maior estatal de todos os tempos passasse da face da autosuficiencia para autodestruição, tamanho o roupante e o descaso com o dinheiro público jorrado ralo abaixo.

O modelo político partidário faliu e disso ninguém duvida. Cogitam eleições gerais e renuncias coletivas,mas se indaga quem viria para substituir a corja de aloprados e assaltantes em favor do interesse público, da moralidade, decência, e da ética dos negócios, poucos estaria habilitados. O Brasil parou completamente está paralisado, as empresas não sabem qual o rumo, a maioria pede recuperação,em outras a falência é a solução, enquanto isso o governo ainda não começou e esta prestes a findar.

Não há um só espaço para o qual se olhe para vermos corrupção, falcatrua e desmandos, o TCU acaba de suspender os programas da reforma agrária tamanha a falta de regularidade e os desvios cometidos, em prol de políticos, até mortos incluidos, uma lástima que contamina o dinheiro público e torna a República refém dessa cambada de despreparados e que insultam a federação. Estados sem dinheiro, servidores não recebem, serviços públicos à míngua e mesmo assim insistem na realização dos bilionários jogos olímpicos no Rio de Janeiro.

Dane-se a população de menor renda ou sem recurso financeiro. O que vamos fazer é festejar com os estrangeiros as centenas de medalhas que lhes daremos em breve, tal qual a copa do mundo, num espetáculo deprimente. Ainda assim temos jogos, aliás peladas, diariamente, e os jogadores juntamente com os técnicos ganham somas impensáveis num Brasil literalmente insolvente.

As oposições, realmente não existem, se articulam num passo de cágado e o PMDB companheiro de trincheiras do PT por mais de 5 anos agora desembarca em terras mais férteis para sair da bobeira dos enganos cometidos e irrecuperáveis. Na realidade os partidos políticos no Brasil, conforme sabemos, pela série de crimes cometidos e de lavagem deveriam sofrer uma ação do MP eleitoral para serem banidos, extintos, a fim de que novas organizações e agremiações viessem com o escopo de uma representatividade mais harmônica.

O cidadão de bem pode e deve se candidatar sem ter chapa ou partido, apenas expondo as idéias e com a dinâmica de querer transformação, chega de mofo, de políticos dinossauros de políticas cegas que somente fazem sucumbir a população e a sociedade civil. O endividamento público é o mais preocupante e catastrófico, perto do produto interno bruto e com muita segurança haverá calote e dificilmente conseguirão cobrir o rombo e pagar essa importância que no fundo cai no colo dos bancos os maiores favorecidos pela incompetência governamental.

É tempo de pormos um fim, basta na cleptocracia e partirmos a largos passos para uma reforma e transformação completa. O Brasil é um território jovem em termos de democracia, e já alcançamos depois de malsinadas reeleições ao pedido de impedimento que somente representa a falta de esperança, de novos horizontes e a falência de um modelo.

Com a casta política em plena retaliação da representação e diante de tantos partidos ineficientes, o momento é já para garimparmos novos sonhos a partir da diminuição dos partidos, do número de políticos, de municípios e estados, descentralizando a arrecadação das mãos da União, a fim de que a quebradeira não gere efeito dominó.


Carlos Henrique Abrão, Desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Doutor pela USP com especialização em Paris, professor pesquisador convidado da Universidade de Heidelberg, autor de obras e artigos.

Um comentário:

Francisco Jaborandi disse...

Que o povo exija como presidente pessoas como Joaquim Barbosa ou Sérgio Moro. Que sejam assessorados por pessoas de reputação.