quarta-feira, 6 de abril de 2016

Alguns Pecadinhos e a Inveja contra Moro


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Laércio Laurelli

Segunda feira, dia 4/4/16, assisti a excelente entrevista do excelente ministro Marco Aurélio Mello, comandada pelo exímio e brilhante jornalista Augusto Nunes e demais profissionais da comunicação, com destaque ao José Newmane Pinto, pela televisão Cultura. Percebi, com profunda tristeza, a extensão maléfica que o poder executivo atual, exerce sobre essa casa que se diz de Justiça, (S.T.F).

Restou demonstrada essa manifestação não somente de “alguns pecadinhos” como bem reconheceu o notável ministro, mas de uma somatória bem mais elevada dos aludidos “pecadinhos”, destacando-se um dos que compõem os sete pecados capitais, o mais execrável, “a inveja”, exercida contra o nobre juiz Sergio Fernando Moro.

A dicção do respeitado ministro deu-me calafrios. Com sua peculiar transparência disse: os movimentos das ruas fazem com que o juiz Sergio Moro se assemelhe a um “deus”. Ouvir de alguém, que respeitamos, profundo conhecedor das virtudes, que ostenta assento no mais elevado templo, em que se presume florescer o espírito de Justiça, cultuada pela tradição de seus muros, transluzir a aparência comparativa desta maneira, não!

Senhor ministro não! Ele, Sergio Moro, certamente não é um deus, mas um juiz digno, no exercício de sua função, que não se pode encobrir sua obra meritória que fulgura no patamar das tradições da liberdade, da ética.

Sérgio Moro atua sob o fluxo dos fundamentos morais, da verdadeira democracia, com seus nítidos contornos procurando estabilizar o futuro da justiça social, da segurança de uma sociedade que vive em constante estado de atenção em decorrência de uma facção corrupta que domina o poder deste país e, sobretudo, com maior apreço, sem se olvidar e fazer “tabula rasa” dos direitos e garantias inscritos na constituição federal, como postulado indeclinável de garantir o respeito merecido ao poder Judiciário do Brasil.

Notou-se, pelo desenrolar da entrevista que a Corte Suprema investe na articulação da desmoralização e descrédito do único juiz que desfraldou a bandeira da caça aos políticos corruptos.

Talvez, por ser ele um componente do poder judiciário, composto por magistrados honrados, que não se curvam ao jogo de interesses em prol da classe dominante corrupta, para salva-los em julgamentos de  interpretação da lei sob o espectro acinzentado da  eliminação hipotética do fato.

Restou claro, estreme de dúvida, que o Supremo Tribunal Federal não está atado aos interesses da sociedade, mas sim aos alhures e, aos que demonstram a evidência dos que ostentam o “figurino” do desvio de conduta.

Parabéns ao jornalismo sério deste País.



Laercio Laurelli – Desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo – Professor de Direito Penal e Processo Penal – Jurista – articulista – Idealizador, diretor e apresentador do programa de T.V. “Direito e Justiça em Foco”. 

5 comentários:

Anônimo disse...

Caro Dr.Laércio: Parabéns. De fato,a inveja "deles" contra o Juiz Moro não pode mais ser disfarçada. Até suponho que um dos motivos dessa inveja esteja no fato de Moro ter ingressado na Justiça pela porta da frente,ou seja,através de um disputadíssimo concurso público,ao passo que os seus "colegas" da Justiça que hoje o censuram,como alguns Ministros lá do Supremo ( dos seus 11 Membros,8 foram nomeados nos 13 anos de PT),não entraram nesse tribunal ,igualmente , pela porta da frente,mas foram nomeados pelo respectivo Chefe do Poder Executivo da época,no caso do então "jovem" Dr.Marco Aurélio de Mello,pelo ex- Presidente Collor,que é seu primo.Então se oportuniza a seguinte indagação: será que Collor foi mesmo cassado? E os "tentáculos" que esse ex-Presidente deixou no poder ? Porventura a sua "Corte",no mínimo parcialmente, não permaneceu? Todavia os episódios que se vive hoje,notadamente os seus absurdos ilimitados,que envergonhariam qualquer Justiça do Mundo, talvez favoreçam uma revisão radical nos critérios para preenchimento das vagas nos Tribunais Superiores,que ferem os princípios mais elementares da independência,equilíbrio e harmonia entre os poderes,preconizados por Montesquieu,e que só são ocupados pelos "peixes" do presidente da época,e que,se jovens,podem ficar"instalados" nos seus tronos por lá quase meio século,numa espécie de "Monarquia (ou "Tirania" ?) Interna do Judiciário".Sérgio A.Oliveira.

Anônimo disse...

Matou à pau, o Nêumanne! Deixou o "Mister Subsunção" mais vermelho que um pimentão!!!

Anônimo disse...

Senhor Laercio.
E digo mais: ainda bem que o Doutor Moro não tem um papai ministro do STF. Caso tivesse, talvez hoje não estaria realizando esse brilhante trabalho à frente da 13ª Vara Federal, posto que, salvo melhor juízo (sem trocadilho), seu papai poderia conseguir-lhe uma vaga precoce no TRF4.
Abraço.

Anônimo disse...

Eu prefiro assemelhar o Juiz Moro a um deus do que assemelhar o Lula, como as massas petistas o fazem. Um ministro do STF não é cego, surdo e mudo, até pode se comportar como tal. Não pode se compara a um deus todo poderoso, acima das leis vigentes.

César disse...

Esse bando de "capas pretas" do STF são de uma arrogância carregada de egos. Esses "ministros" do STF estão com o ego ferido por causa da notória benfeitoria que o Juiz Sergio Moro está fazendo ao país. #Bolsomito2018 para presidente e #Moroministrodajustiça.