quinta-feira, 28 de abril de 2016

Bandeira Brasileira


Poesia no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Constantino Cartaxo

Foi você, Lima Duarte,
ao começar seu programa,
quem nos falou que muito ama,
com prontidão e com arte,
aquele belo estandarte,
que é feito de glórias mil,
branco, azul-da-cor-de-anil,
com o seu verde e amarelo,
tornando  sempre mais belo
o Pavilhão do Brasil.

E, por você tanto amá-lo,
iria fazer questão
que, daquele dia então,
sempre nos ia mostrá-lo.
Não quero prejudicá-lo.
Será que o Lima mudou?
Quando você transportou
seu cenário a outro canto,
ficamos cheio de espanto.
A Bandeira não levou.

Nos mostrou cabra, galinha,
pinto solto no terreiro.
Nós vimos Leila Cordeiro
junto do Sorocabinha.
Também  na tapera tinha,
pendurados na cabana,
milho,  viola,   banana...
E, pra nós, daqui do campo,
não nos mostrou, nem um tampo,
da Bandeira tão bacana.

Seu Lima, que história é essa?
Você tá ficando louco?
Pois, no sertão, o “cabôco”
empenha palavra à beça
e sempre cumpre a promessa,
nem que ela seja inclemente.
Por isso, daqui pra frente,
pra não cair sua fama,
coloque no seu programa
nosso Pendão, novamente.

Cajazeiras,  Julho de 1986

Obs.: Lima Duarte, em atenção a esses versos,
repôs a bandeira brasileira no cenário do programa.


Constantino Cartaxo é Poeta.

Nenhum comentário: