quarta-feira, 13 de abril de 2016

Dilmex


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Um prestigioso jornal eletrônico deverá, em breve, mudar de nome para “gonista”, porque a Anta está “nasúrtima”.

No país do mentoex(para o queixo), do gumex(para as gengivas) e do joãotex(ça va sans dire), nada como uma dilmex. Angú de caroço pré-fabricado, está prestes a sair do mercado.

Desgoverno furreca agora leva a breca.

O palhaço do planalto tornou-se casa de intolerância. Será o contrário?

Já na casa da tulipa, busca-se provar que o ruim, pior fica.

Pensa que ainda pode estabelecer uma joint venture com o povo.

Só se este entrar com o pé e a Anta com a bunda.

Já não me socorre a imaginação fecunda um epíteto pra mina iracunda.

Jacaré, molusco e anta nauseabunda, tudo carne de segunda.

Não servem nem pra “mortandela”.

Aqui só há fera; nenhuma bela.

A oferta anda escassa. Bela dona é uma potassa.

Erga a taça de cicuta e faça um brinde ao filho da rima.

A marcação agora é em cima: porco a porco.

Enquanto isso, a dona Onça...( Ah! Não!..Já vem esse chato de novo com histórias da carochinha...)

Ditado inglês com tradução tabajara:

“Who does not have a dog, hunts with a onça instead !”

Tradução Tabajara: “Quem não tem cão, caça com onça ou vai se catar!”


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

2 comentários:

Loumari disse...

A Raiz do Vício

Um vício, apesar de ser uma terrível dependência e um péssimo hábito, é um escape maravilhoso e uma profunda ilusão acerca do «sentir bem». Quando não tens nada para fazer ou não sabes como te acalmar fumas uns cigarros ou coisas do género, entopes-te de comida, bebes uns copos e assim andas sempre ocupado e falsamente tranquilo, pois após o efeito seja do que for voltas ao mesmo estado em que te encontravas. Perdão, não me fiz entender bem: fumas sem vontade de fumar, comes sem vontade de comer e bebes sem vontade de beber. Isto é ser viciado, é pura poluição, sobretudo quando não existe um desejo natural de fazê-lo. Esclarecido? Ótimo. Já percebeste o teu desafio? Não, não é deixares de ser um viciado, isso não é um problema porque tens consciência que o és, logo, podes mudar quando entenderes apaixonar-te por ti, o problema é outro e, se queres saber, bem mais sério. Consegues descobri-lo? Era excelente se o dissesses antes de me leres: significaria que também já estarias consciente disso e, nesse sentido, deixaria de ser mais um problema na tua vida. Os problemas são, única e exclusivamente, fruto da inconsciência, pois quando se tem consciência do que se passa já não é um problema, é uma escolha parva. E gente parva é o que não falta por aí.

Então, já está? Já ganhaste consciência daquilo que precisas de trabalhar? Se sim, parabéns, já erradicaste mais um problema dos teus dias, se não, vamos a isto, vou facilitar-te a vida. O teu problema, como já to escrevi, não é o vício que possas ter, mas o desconforto atroz de estar sem fazer nada ou a agonia de andares sempre a mil. É por te sentires mal quando estás sem fazer nada e sempre a correr de um lado para o outro que acabas contigo. E se leste tudo com atenção até aqui, já sabes de que aspeto teu estou a falar, certo? A tua mente, pois claro. Foges da mente para te encharcar de veneno. Qual dos dois o pior? O ácido da mente ou o veneno do vício?

"Gustavo Santos, in 'Agarra o Agora'
Portugal n. 27 Mai 1977
Life Coach

Anônimo disse...

Sr. Carlos Maurício.
"A oferta anda escassa. Bela dona é uma potassa."?!?!?
Vixe!! Essa aí é do meu tempo de escolar.
Tive um colega que, por pura maldade, nós dizíamos que ele conseguiu o milagre maior da transmutação: transformou potassa em beladona, ao noivar com uma menina que já tinha
"dado" para todos do grupo. Hehe.
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