quinta-feira, 28 de abril de 2016

O que exigir de Michel Temer?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Chagas

Caros amigos: Estamos a poucas semanas da conquista do primeiro objetivo da nova era, da primeira consequência da nossa “mudança de hábitos”, da nossa “virada histórica”!

O Senado Federal já está apetrechado, instruído e motivado para executar a vontade do povo. Senadores comprometidos com ela fazem discursos memoráveis e os poucos aliados que ainda restam ao governo circulam como baratas tontas a buscar algum argumento consistente que lhes permita retardar o inevitável.

O arrebitado Senador Randolfe Rodrigues, por exemplo, utiliza-se da lépida veemência com que expõe seus sofismas, para afirmar que o Vice Presidente, Michel Temer, não pode substituir a governanta, porque não foi eleito! Mas, Senador, se ele não foi eleito, por que corre o risco de ser cassado pelo TSE? Se não há legitimidade na figura e no cargo de Vice Presidente, por que a Constituição prevê a sua existência? E se, ao invés de sofrer um impeachment, a governanta viesse a sofrer um AVC – coisa que não desejo a ninguém, diga-se de passagem -, como seria?

Randolfe revolta-se ao rubor histérico ao denunciar as tratativas do substituto constitucional da governanta, que visam a montar um ministério a ser nomeado se e quando houver a decretação da vacância. É o mínimo que se espera de alguém que, em reserva, vê configurar-se a possibilidade de assumir a responsabilidade máxima da Nação.

Por seu lado, Lula, às vésperas de seu tão merecido encarceramento, incita seus correligionários à violência, enquanto Dilma, demonstrando todo o seu desrespeito à soberania do País que alega governar com legitimidade, pede socorro a seus aliados no falido Mercosul e na patética Unasul.

Embora eu não seja, nem nunca tenha sido, eleitor do Sr Temer, assisto a tudo isto com um misto de tristeza e de divertimento face ao desespero dos que buscam dar feição de legalidade a falsos e ridículos argumentos. Todavia, ao mesmo tempo, é revoltante constatar o desprezo dos desesperados pela inteligência e pela pouca cultura da massa. Menos mal que pouca gente tem paciência ou tempo para dedicar-lhes a atenção que gostariam de ter neste momento.

Seja como for e sejam quais forem as atitudes dos perdedores, nós, os vencedores, não podemos negligenciar das nossas próprias atitudes, aquelas que efetivamente produziram as mudanças que nos fazem enxergar luz, ainda que tênue, no final do longo túnel que temos para atravessar.

A conquista que em breve estaremos festejando não é um fim, mas uma abertura para o prosseguimento da ação em direção a novo foco de pressão: Michel Temer e sua “ponte para o futuro”!

Cabe a ele e seu programa criar as condições para o início da mudança.

Cabe a nós exigir, desde já, o corte de gastos públicos; o abandono dos critérios políticos para aplicação de recursos; o fim do loteamento político de cargos públicos; a redução do número de ministérios; a redução drástica e urgente dos cargos comissionados que caracterizam o aparelhamento da gestão pública; a eliminação imediata do repasse de recursos para as ONG que subvencionam movimentos, agrupamentos e associações subversivas da lei e da ordem, como MST, CUT, UNE e MTST; a promoção de auditorias, como a do TCU no INCRA, nos programas Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida; o rompimento do contrato de “mais médicos” com o governo cubano, mantendo no Brasil apenas aqueles que quiserem livrar-se do jugo totalitário dos irmãos Castro; a supressão das representações diplomáticas em países cuja importância só interessava ao projeto petista de poder; o apoio incondicional à operação “Lava Jato” e à implementação das “10 Medidas Contra a Corrupção”; o fim da ideologização do ensino e da ideologia de gênero nas escolas; a reavaliação do sistema de cotas e da lei do desarmamento; o corte imediato das cotas para o MST nas universidades; rigorosa auditoria no SUS e máxima prioridade para a saúde pública; entre outras atitudes imediatas que definirão o rumo, a voga e as condições que queremos para o Brasil durante o mandato tampão que a Constituição Federal e a vontade nacional outorgarão ao Sr Michel Temer.

Certamente não haverá condições para que tudo que é necessário seja feito, mas que as atitudes que definem as mudanças sejam tomadas!


Paulo Chagas é General de Brigada, na reserva.

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito bem colocado General Paulo Chagas...seria bom que pelo menos o Temer visse e captasse as ideias aqui, tão bem, expostas...

Abraços.

Carlos Bonasser