quinta-feira, 14 de abril de 2016

Partilha do Boi


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O que o bêbado mor da republiqueta acha do anúncio acima?

Em Brasília, da fantasia a ilha, se sabe que o boi já foi.

Começa então a partilha, do bicho pendurado no gancho, ao lado do amigo sancho.

Os “chifre” ficam com a galega, se ela também não for pega.

Argola do nariz, prum infeliz que já entrou na degola.

As “oreia” de abano, pra onça de quem me ufano.

O resto, carne de segunda, pode enfiar na rima.

As partes pudendas serão róseas prendas, pra que aprendas não entrar em tenebrosas sendas.

Já o rabo é “res derelicta”, porque o de bêbado não tem dono.

E porisso não me alongo; quem gosta de ong é parente do King-Kong.

O que está levando uísque, em breve levará nabo.

Em teoria fugiria, aceitando o conselho do japonês bedelho: Sugiro Kifuja.

Uma civil guerrinha entre os galos de rinha, ao largo se prenuncia.

Mas o país foi salvo por um triz; agora já se bate em juiz.

Nada mal; também se bate em cardeal.

Um mero ogro e uma mera atriz.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Um comentário:

Loumari disse...

Desejava Senhor, ter um grande armazém de bondade constante maior do que os maiores que conheço para entregar sem preço às criaturas de qualquer idade as encomendas de felicidade sem perguntar a quem.

Desejava ter um braço “mágico” que afagasse os doentes sem qualquer distinção e um lar onde coubesse todas as criancinhas para que não sentissem solidão.

Desejava Jesus, todo um parque de amor com flores que cantassem, embalando os pequeninos que se encontram no leito sem poderem sair, e uma loja de esperança para todas as mães.

Queria ter comigo uma estrela em cuja luz nunca pudesse ver os defeitos do próximo e dispor de uma fonte cristalina de água suave e doce que pudesse apagar toda palavra que não fosse vida e felicidade.

Queria plantar um jardim de união junto de cada moradia para que as criaturas se inspirassem no perfume do Amor, da Paz e da Alegria.

Queria, Jesus, ter os teus olhos retratados nos meus a fim de achar nos outros que me cercam, filhos de Deus e meus irmãos que devo compreender e respeitar.

Desejava Senhor, que a benção do natal (Jesus Cristo) estivesse entre nós, dia após dia, e queria ter sido uma gota de orvalho na noite em que nasceste a refletir, na pequenez de minha condição, a luz que vinha da canção entoada nos céus:

"Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade em tudo, agora e para sempre!..."