segunda-feira, 25 de abril de 2016

Trem Fantasma


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Desde menino, tenho horror a trem fantasma.

Não gosto de sustos ou surpresas; nem das boas.

Lembro-me do dia em que Getúlio se suicidou. Pela cara dos adultos, vi que a coisa era feia. Os derrotados de 32 exultavam. Outros, choravam.

Como não me competia tomar partido, ignorei os acontecimentos seguintes.

Com a eleição de Juscelino, o Brasil entrou numa era de progresso.

A construção de Brasília foi um gasto de pequena monta. Sem ela, a cobiça estrangeira já nos teria tomado grande parte do território.

Mas Juscelino passou a História por um gesto ainda mais nobre. Derrotado seu candidato general, passou com toda pompa a faixa presidencial a um professor.

Um ano depois, renúncia. Primeiro grande susto. Posse sofrida; parlamentarismo; plebiscito. Muita emoção para um adolescente.

Em 1964 o país foi salvo do comunismo mas dona Onça não sabia quem era o verdadeiro inimigo: a Oligarquia Financeira Internacional.

A madre superiora quis tomar posse no bordel.

Infraestrutura renovada; segurança pessoal nas ruas; crescimento inimaginável.

Um desavisado devolveu em 85 o poder à ralé.

Esperar o quê de governantes guerrilheiros, assassinos e ou ladrões?.

Não se muda os desígnios divinos. Seremos sim ou sim, o grande império da Cruz.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

5 comentários:

Loumari disse...

Sobre o Profeta Hélder Câmara

Por João Baptista Herkenhoff

Fui a Brasília receber a Comenda de Direitos Humanos Dom Hélder Câmara mas não é sobre o recebimento da homenagem que desejo falar.
Tivesse sido agraciado com uma comenda conferida pelo Senado, este fato por si só me alegraria pois o Senado é uma casa republicana.
A essa primeira alegria teria de acrescer o regozijo de receber o prêmio ao lado de Dom José Maria Pires, Dom Paulo Evaristo Arns, procurador da República Felício Pontes Júnior e líder camponês Manuel da Conceição Santos.
Estas alegrias, não obstante intensas, são alegrias humanas. Há uma terceira alegria que não é humana, pois transcende a tudo que é humano. É a alegria de ter recebido uma comenda santificada pelo nome de Dom Hélder Câmara. É sobre Dom Hélder que desejo discorrer.
Da mesma forma que fizeram os outros homenageados, usei da palavra para agradecer.
Na oportunidade do agradecimento, achei que seria apropriado narrar como foi meu ultimo encontro com Dom Hélder Câmara.
Aconteceu no Recife, em 1997, dois anos antes da partida do Profeta. O cenário desse encontro derradeiro foi a modesta casa onde Dom Hélder morava. Como se sabe, ele vendeu o suntuoso palácio, que era a residência dos bispos. Aplicou o dinheiro para construir casas para os pobres, e foi parar na periferia, a fim de viver na companhia dos humildes, do jeito que os humildes vivem.
A primeira coisa que observei, ao chegar, foi a completa desproteção da casa. Disse-lhe: Dom Hélder, as coisas que o senhor fala não agradam os poderosos. Fácil, fácil, o senhor pode ser assassinado aqui. Ele respondeu com um gesto e uma frase. Curvou a cabeça e disse: está vendo estes fios de cabelo que restam? Não cai um único sem que Deus permita.
Conto-lhe que durante o período em que seu nome não podia ser mencionado no rádio, na televisão, no jornal, eu havia “furado” o bloqueio, no jornal “A Ordem”, de São José do Calçado, interior do Espírito Santo. Eu era então Juiz da Comarca. Na edição de 4 de agosto de 1969, publiquei um artigo com um título bem cândido: “Reflexões após um período de férias”. No miolo do texto havia cinco parágrafos em sua defesa.
Quem conhece a sociologia das cidades do interior sabe que, na arquitetura do poder local, jamais o redator-chefe de um jornal censuraria um artigo do Juiz de Direito da Comarca, ainda que tendo na mesa do jornal, como era o caso, ordens expressas de escalões federais proibindo referências a Dom Hélder.
Ele achou muito engraçado o episódio e finalizou: você deu uma rasteira na censura.

João Baptista Herkenhoff, 79 anos, é magistrado aposentado, Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo, membro honorário da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória, palestrante Brasil e escritor.
E-mail: jbpherkenhoff@gmail.com
Site: www.palestrantededireito.com.br
CV Lattes: http://lattes.cnpq.br/2197242784380520

Loumari disse...

Reinstalar a Solidariedade Humana

Os valores da solidariedade humana que outrora estimularam a nossa demanda de uma sociedade humana parecem ter sido substituídos, ou estar ameaçados, por um materialismo grosseiro e a procura de fins sociais de gratificação instantânea. Um dos desafios do nosso tempo, sem ser beato ou moralista, é reinstalar na consciência do nosso povo esse sentido de solidariedade humana, de estarmos no mundo uns para os outros, e por causa e por meio dos outros.

"Nelson Mandela, in 'Walk to Freedom'
África do Sul 18 Jul 1918 // 5 Dez 2013
Estadista, Nobel da Paz

Loumari disse...

Quando a sua ajuda aos semelhantes é fruto de motivação e preocupação sinceras, isso lhe traz sorte, amigos, alegrias e sucesso. Se você desrespeita os direitos dos outros e descuida-se do bem-estar alheio, acabará imensamente solitário.
(Dalai Lama)

Loumari disse...

Possuídos pelo Demónio

A invenção do demónio. Se estamos possuídos pelo demónio, não pode ser só por um, porque então viveríamos, pelo menos na terra, em paz, como se fosse com Deus, em união, sem contradições, sem reflexão, sempre seguros do homem atrás de nós. O seu rosto não nos amedrontaria, porque, como seres diabólicos, teríamos, mesmo que um pouco sensíveis à vista, a esperteza suficiente de preferir sacrificar uma mão para lhe tapar a cara com ela. Se estivéssemos possuídos apenas por um demónio, um que tivesse uma visão tranquila, calma, de toda a nossa natureza, e liberdade para dispor de nós em qualquer momento, esse demónio teria também poder suficiente para nos manter durante o âmbito de uma vida humana muito acima do espírito de Deus em nós, e mesmo para nos balançar de um lado para o outro para que assim não víssemos nenhum sinal dele e consequentemente não fôssemos perturbados por esse lado. Só uma multidão de demónios pode ser responsável pelas nossas desgraças terrenas. Porque não se matam eles uns aos outros até só ficar um, ou porque não ficam subordinados a um grande demónio? Qualquer das duas hipóteses estaria de acordo com o princípio diabólico de nos enganar tanto quanto possível. Faltando unidade, para que serve a atenção escrupulosa que todos os demónios nos prestam? Deve importar muito mais a um demónio que nos caia um cabelo do que a Deus, uma vez que o demónio perde na realidade esse cabelo e Deus não. Mas não conseguimos atingir um estado de bem-estar enquanto houver dentro de nós tantos demónios.

"Franz Kafka, in 'Diário (09 Jul 1912)'
Austria 3 Jul 1883 // 3 Jun 1924
Escritor

Loumari disse...

Na verdade, na verdade vos digo que, aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço,
e as fará maiores do que estas; porque eu vou para o meu Pai.
Se vós conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto.
Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida.
Ninguém vem ao Pai senão por mim.
(SÃO JOÃO 14)


Mas DEUS, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia, agora, a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam:
Porquanto tem determinado um dia em que, com justiça, há-de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos.
E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos uns escarneciam, e outros diziam:
Acerca disso te ouviremos outra vez.
(ACTOS 17:30)


E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo,
Assim, também, CRISTO, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a SALVAÇÃO.
(HEBREUS 9:27)


Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição: sobre estes, não tem poder a segunda morte;
mas serão sacerdotes de DEUS e de CRISTO, e reinarão com ele mil anos.
(APOCALIPSES 20:6)