sexta-feira, 15 de abril de 2016

Um País que se repete

Pezão

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Márcio Accioly

Quem olha a cara de salafrário do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), acusado na roubalheira da Lava-Jato (juntamente com seu antecessor, Sérgio Cabral, PMDB), entende o porquê de nada funcionar neste país lamentável. Sua excelência, internado num hospital de primeira linha do Rio de Janeiro, não reúne a menor credencial ou qualificação para ocupar o cargo. Mas ele não se encontra sozinho!

A maioria esmagadora de nossos “administradores”, a começar pela presidente da República, não conhece nada de administração pública e está nos seus postos apenas para meter a mão nos recursos públicos, gozar mordomias infindas e se refestelar no poder. São intelectual e moralmente desqualificados, pois não têm coragem de admitir o despreparo, já que possuem como objetivo roubar tudo aquilo que lhe caia às mãos.

Cada um é pior do que o outro. Quem acompanha de perto os desdobramentos da atividade política nacional, guardando na memória passagens e episódios do dia a dia, haverá de concordar: o Brasil jamais se formou como nação. O país compõe o seu cenário político-administrativo com o que existe de pior na escumalha. São pessoas desprovidas de qualquer sentimento de solidariedade e que buscam apenas levar vantagem.

Recentemente, soubemos que o ex-ministro do regime militar (1964-85), Delfim Netto, foi flagrado com a mão na cumbuca, levando cerca de R$ 15 milhões de propina no escândalo da Lava-Jato. Numa hora em que alguns defendem o retorno dos militares (por suposta honestidade), eis que um de seus mais poderosos representantes, denunciado largamente ainda durante aquele período, reaparece como ladrão.

Está claro que se a situação nacional se deteriorar, atingindo ponto de confronto generalizado (Lula da Silva está prometendo combate nas ruas), as Forças Armadas terão de ser mobilizadas, cumprindo função constitucional. Nada além disso. Só conseguiremos nos tornar uma nação no dia em que as instituições funcionarem de forma plena, cada qual cumprindo seus direitos e limites legalmente determinados.

O que corrói o Brasil é a prática do tão apregoado “jeitinho”. Não temos presídios suficientes nem legislação penal que de fato combata os crimes diariamente cometidos, em especial aqueles contra a administração pública nos assaltos aos cofres nacionais. Os mesmos personagens vão e voltam com frequência como se nada houvesse acontecido.

Nos últimos dias, o ex-deputado Roberto Jefferson, que prestou importante serviço ao país (ao fazer denúncia que resultou no Mensalão), reapareceu mobilizando a chamada mídia, dando entrevistas e aventando a possibilidade de ser reconduzido à presidência do PTB, depois de cumprir pena prisional e de ser beneficiado por indulto presidencial. Num país sério, o ex-deputado seria banido da política.

No Rio de Janeiro de Pezão, os aposentados que ganham salários acima de R$ 2 mil tiveram seus rendimentos suspensos e a maioria, alquebrada pelos anos, não dispõe de meios sequer para comprar remédios indispensáveis à cura de seus males. Sem hospital ou segurança, sem ter como cuidar da saúde (embora os impostos paguem despesas médicas do governador Pezão), terão de deixar até mesmo de comer.

O governador, que defende a permanência da presidente Dilma (pessoa despreparada, moralmente desqualificada e cúmplice de ladrões), não consegue imaginar os motivos de nossa falência econômica. Não sabe que ela vem sendo produzida por anos de mordomias e desmandos que culminaram com a rapinagem praticada por um partido dito dos trabalhadores, aparelhando o Estado e saqueando à vista de todos.

Os grandes conflitos nacionais têm se iniciado sempre com incidentes fortuitos. Situações como essa do Rio de Janeiro poderão detonar clima de beligerância incontrolável. A fornalha está acesa e precisa de alimento.


Márcio Accioly é Jornalista. 

2 comentários:

Anônimo disse...

O ilustre Jorn. Márcio Accioly tem toda razão. O Brasil não é ,nunca foi e jamais será uma nação. Ele é um Estado Plurinacional. Várias nacionalidades convivem artificial e forçadamente sob a bandeira do mesmo Estado. Por isso ele"não deu certo". Passamos pela Colônia,Império,República,e nada funcionou. Para a política sempre foi atraida a pior escória da sociedade. Em vista do fato do Brasil não ter dado certo,alguns que ainda conseguem pensar estão propondo o desmanche dessa "bosta" que já infelicitou tantas gerações. E a partir desse desmanche poderão surgir as verdadeiras nações que se formaram no curso desses séculos de "Brasil". O Sul é uma delas,ao lado de outras,como o Nordeste,que também já cogita de independência.É uma verdade geográfica que o meio faz o homem. Por isso um pais podre como o Brasil não consegue produzir homens públicos com decência bastante para dirigi-lo. O melhor será acabar com o Brasil antes que o Brasil acabe com os seus povos,simplesmente pela razão de que o Estado deve ser feito para o homem,não o contrário,ou seja ,o homem para o Estado.Sérgio A.Oliveira.

Anônimo disse...

O ilustre Jorn. Márcio Accioly tem toda razão. O Brasil não é ,nunca foi e jamais será uma nação. Ele é um Estado Plurinacional. Várias nacionalidades convivem artificial e forçadamente sob a bandeira do mesmo Estado. Por isso ele"não deu certo". Passamos pela Colônia,Império,República,e nada funcionou. Para a política sempre foi atraida a pior escória da sociedade. Em vista do fato do Brasil não ter dado certo,alguns que ainda conseguem pensar estão propondo o desmanche dessa "bosta" que já infelicitou tantas gerações. E a partir desse desmanche poderão surgir as verdadeiras nações que se formaram no curso desses séculos de "Brasil". O Sul é uma delas,ao lado de outras,como o Nordeste,que também já cogita de independência.É uma verdade geográfica que o meio faz o homem. Por isso um pais podre como o Brasil não consegue produzir homens públicos com decência bastante para dirigi-lo. O melhor será acabar com o Brasil antes que o Brasil acabe com os seus povos,simplesmente pela razão de que o Estado deve ser feito para o homem,não o contrário,ou seja ,o homem para o Estado.Sérgio A.Oliveira.