domingo, 1 de maio de 2016

O apagar das luzes do regime petista e o Brasil expulso do "paraíso"


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Pires

Faltando 11 dias para que Dilma Rousseff seja finalmente escorraçada do Palácio do Planalto, o Brasil assiste o mais deprimente e patético espetáculo político da sua história republicana. Temos comunistas argentinos dizendo, em plena tribuna do Senado Federal, que há um golpe em andamento no Brasil, temos doentes mentais defecando e urinando em plena Avenida Paulista, atores petistas cuspindo em fregueses de restaurante e uma presidente que já não diz mais “coisa com coisa” dando ordens para criar no Governo uma “terra arrasada”, um apocalipse administrativo capaz de lembrar a atitude dos russos quando seu país foi invadido primeiro por Napoleão e depois por Hitler.

Dilma assina documentos para que sejam gastas todas as reservas, todo dinheiro previsto no orçamento até o final de 2016. Chama a atenção o valor de aproximadamente cem milhões de reais disponibilizados para “propaganda” e que, pasmem, provocou ontem, em plena Comissão do Impeachment no Senado que escutava o Ministro Nelson Barbosa, o constrangimento de dizer “que não sabia nada sobre o assunto”.

De uma maneira geral, o que mais importa neste momento, para qualquer brasileiro, é a revelação da face obscura do Partido dos Trabalhadores – essa que demonstra não ter, no trato com a coisa pública, o mínimo de pudor, de postura republicana e de respeito pelo Estado de Direito.

Escrevi certa vez que a relação do PT com isso que chamamos de “Estado de Direito” era promíscua. Disse que o PT só tem interesse na Ordem Constitucional, no devido processo e na presunção de inocência quando estes lhe servem, quando o resultado lhe é favorável. Pois bem: o Partido Religião já entendeu que “vai perder” e agora mostra, perante o Brasil, a sua verdadeira cara.

Apesar do lado obscuro, há ainda outro fato, tão ou mais significativo, muito característico daquilo que se poderia chamar de “psicologia coletiva” do lulopetismo e revelador, neste seu apagar das luzes, da natureza transcendental do plano de Poder que esta organização criminosa tinha (e vai continuar tendo) para sociedade brasileira. Numa recente entrevista da “presidenta”, por ocasião da renovação do programa que trouxe escravos da Ditadura Castrista para atuarem como médicos aqui no Brasil, ela referiu-se ao Deputado Eduardo Cunha, como o “pecado original” presente no seu processo de impeachment.

Nada, digo eu, poderia ser mais patognomônico nestes últimos dias do seu Governo, do que a expressão “pecado original” sendo usada para descrever como Dilma e os militantes do Partido Religião interpretam a realidade política. Pecado original é, afinal de contas, algo que independente do seu autor, só pode ser cometido no “Paraíso” e a mensagem é uma só – “Estávamos todos nós no Paraíso Petista aqui no Brasil, criado pelo Grande Deus Bolivariano, quando, por nossa própria culpa, fomos todos expulsos”. Todo brasileiro que marchou no dia treze de março representa, na visão de Dilma Rousseff, “um pouco de Eduardo Cunha” e agora vai pagar sua dívida sendo “exonerado do Éden”.

Termino lembrando que Governos acabam com impeachments, mas as religiões continuam existindo. O PT pretende fazer da vida dos brasileiros, depois da “expulsão do paraíso”, um inferno aqui mesmo na sociedade em que todos vivemos. Não podemos acusá-lo de “traição” - o Partido está deixando muito clara quais são as suas intenções.


Milton Simon Pires é Médico. 

2 comentários:

Anônimo disse...

Essa mulher alucinada pelo poder, mesmo ao apagar das luzes,fazendo "bondades", ela prejudica a todos. Aumentou o bolsa "esmola" e a tabela do IR, que apesar de ser necessário, está defasada ha anos propositadamente para tirar mais dinheiro dos contribuintes.É muita irresponsabilidade.

José Netto disse...

Por desnecessária, não existe uma lei escrita proibindo que algum cidadão destrua deliberadamente a economia de seu país. De fato, quase ninguém poderia, e os que teriam poder para tal, jamais declarariam tal intenção. Por parecer absurda, ninguém acredita que viesse a acontecer, ou de ter acontecido. Por isso Dilma se declara tão inocente.