sábado, 7 de maio de 2016

O Golpe


Muitas vezes, um pequeno retrocesso nos garante que não caiamos no buraco

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Claudio Belodi

Se em 1964 os políticos da época tiveram a consciência que um mal maior não rompesse as instituições democráticas para implantar-se um desastrado regime comunista, os atos institucionais serviram para garantir ao país e ao povo anos de reconstrução - o problema do golpe atual tem o mesmo fim: não perpetuar nas instituições brasileiras um populismo degradado, inconsequente e apátrida de socialistas ruidosos, cujos projetos não tem nenhum efeito social.

A reconstrução não será imediata, levará anos, até porque os saudosistas e aproveitadores tudo farão para permanecerem no status. Embora de características diferentes, que os golpistas vençam para que o sacrifício presente se transforme na esperança de um futuro melhor. O Brasil precisava experimentar esse desastre político, para que melhores dias sejam projetados e erguidos, pois o legado atual é desastroso.

O impedimento de um governante não deve avançar apenas e somente se cometeu delitos em benefício próprio, mas e, principalmente, se a gestão da coisa pública sai fora dos eixos (digamos sem controle) permitindo que muitos se apoderem daquilo que não lhes pertence. A permissividade do crime é uma forma grave de delito.

O golpe anterior, antologicamente não foi numa ditadura como querem passar para os anais da história, foi um rearranjo austero, necessário, de forma a retirar de cena bandilheiros (hoje quadrilheiros) e permitir que a sociedade de bem prosperasse livremente. Para quem quis trabalhar e progredir não houve cerceamento da liberdade.

A ditadura dos chamados anos de chumbo foi severa, sim, aos pragmáticos, àqueles que sempre quiseram potencializar e deflagrar mazelas. Foi dura sim, à meia dúzia de covardes que não quiseram se enfileirar para construir um país melhor. Desde lá queriam facilidades para a libertinagem política.

Pós golpe de 64 assegurem-se de quanto o país cresceu, o quanto nos industrializamos e lavramos a terra, tornando o Brasil um real celeiro do mundo. O quanto o Brasil despontou no cenário internacional. Tudo graças à liberdade da expansão social, de um horizonte promissor, livre de intrigas e politização ideológica.

Todos somos contrários a golpes, mas se for o remédio de ocasião havemos de entender que é melhor que o veneno. Se hoje há clima de golpe ele ocorre dentro das fileiras dos mesmos que no passado o quiseram e jamais aceitaram a perda. Isto é próprio de perdedores: antes de se reinventarem para vencer, querem derrubar o vencedor para, sem esforço, proclamarem-se absolutos vencedores.


Claudio Belodi é Empresário no setor de Tecnologia e Arquitetura Ambiental.

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