quinta-feira, 5 de maio de 2016

O Islamismo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Hoje em dia o Islã possui muitas formas, seitas e divisões. Apenas uma minoria de fiéis ao Islã, os muçulmanos, está de acordo com a moderna filosofia política que veio a ser chamada de islamismo. Ela pode ser definida de uma forma mais ampla como aquela que busca a aplicação dasharia islâmica – ou seja, os princípios islâmicos – aos governos atuais.

Entretanto, dentro do movimento islamita há muitas divisões, não apenas com relação à estrutura e natureza de um governo islâmico ideal, como também aos meios adequados para se chegar a esse governo.

A seguir, uma pequena abordagem das diretrizes básicas que orientam a maioria dos grupos islamitas e que os distinguem da massa geral muçulmana, bem como de alguns pontos de desentendimentos entre os próprios islamitas.

Na tradição islâmica, o próprio Profeta, além de alguns seguidores que o sucederam, era o líder político, militar e econômico. Segundo essa tradição, era a sua liderança, guiada pelo entendimento profético da justiça divina, que faria brotar a riqueza e grandeza do império islâmico a partir da aspereza da vida na zona de guerra que era a península arábica no tempo da jahiliyya(ignorância) ou paganismo.

É a partir dessa concepção que os islamitas entendem que o governo sob a sharia islâmica é a única forma de garantir a prosperidade e a harmonia na Terra, e o paraíso depois da morte. A fragilidade militar e as dificuldades econômicas do mundo muçulmano, desde o período colonial até os dias de hoje, são atribuídas pelos islamitas e também por grande parte da população, aos erros da hegemonia ocidental, que não obedece à shariaislâmica. Esse histórico de se definir a boa política por meio de referências religiosas marcou o Islã com um caráter político distinto em seu desenvolvimento histórico.

No Egito, por exemplo, os muçulmanos podem ser divididos basicamente em três grupos, considerando-se as perspectivas de resposta à presente situação de empobrecimento político do mundo árabe: os muçulmanos contemporâneos, os islamitas que apóiam o dawa como método de transformação social, e os islamitas que apóiam o método de jihad. A Irmandade Muçulmana – proibida como partido político no Egito - é a organização contemporânea mais conhecida que aplica o método do dawa, embora existam muitas outras.

Os islamitas que acreditam no método dawabuscam alcançar mudanças sociais de baixo para cima. O termo dawa (chamado) refere-se à prática dos muçulmanos de convocar seus irmãos para o caminho correto, uma vida guiada pela ortodoxia islâmica.

A tradução de Jihad como “guerra santa” não é uma tradução perfeita, mas é a mais usada atualmente. Jihad quer dizer algo como “esforço sagrado” de conquista dos infiéis para o islamismo, para o qual a guerra pode ser também um recurso. Recorde-se que Maomé conquistou fiéis pela pregação, mas também pelos combates.

A maioria dos muçulmanos contemporâneos concorda com a oposição dos islamitas radicais à hegemonia dos EUA. Mas, ao contrário dos islamitas, essa maioria de muçulmanos considera que o confronto direto deve ser evitado. Além de uma resistência geral dos muçulmanos contemporâneos ao confronto armado, há um claro consenso de que ataques contra civis são proibidos pelo Islã. As tradições do Profeta proíbem claramente os ataques contra civis em qualquer situação.

Os islamitas de jihad são uma minoria dentro do movimento islamita que acreditam em um método militante para se chegar às mudanças sociais. Nos seus primórdios, as organizações de jihad tendiam a atacar altas patentes militares ou de governo em vez de civis.

Os grupos de jihad, como a Jihad Islâmica Egípcia, de Zawari, e a Gamaa al-Islamiyya, encontraram grande apoio entre os islamitas de jihad para ataques armados contra políticos e militares. Todavia, cada vez que um civil é atingido, os grupos de jihad experimentam uma grande perda de popularidade.

A multiplicidade de perspectivas entre os islamitas de jihad, combinadas com o sentimento de que qualquer desvio de ideologia é haram (proibido), tem causado um contínuo racha entre grupos e desmanches de alianças.
A Al-Qaeda de Osama bin-Laden diferencia-se dos muitos islamitas de jihad nas questões envolvendo alvos civis. Em fevereiro de 1998, bin-Laden emitiu uma fatwa (julgamento religioso que supostamente tem poder sobre todos os muçulmanos) pedindo ataques contra estadunidenses em qualquer lugar do mundo. Ele justificou esse chamado com o argumento de que os civis nos EUA e outros países aliados usam seu poder econômico para apoiar políticas que levam civis muçulmanos à morte e que, por essa razão, eles podem ser considerados combatentes.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo de 24 de abril de 2016 – artigo de Bernard Henry-Levy, escritor, diretor de teatro e cineasta, nascido na Argélia, de uma família judaica, reconhecido como filósofo e crítico social, especialmente do marxismo -,  o Primeiro-Ministro francês, Manoel Valls, alertou para o perigo de uma vitória ideológica dosalafismo, a doutrina sobre a qual se baseia ojihadismo, que encara a Europa como um terreno perfeito para o proselitismo.

Nos últimos anos, sucessivos governos franceses abdicaram da responsabilidade de participar deste debate. Mas, embora a passividade tenha, talvez, garantido a paz social a curto prazo, permitiu que outros valores, que não os da República, lançassem raízes em amplos segmentos urbanos do país.

A isso seguiu-se uma espécie de cegueira voluntária, quando os governos rejeitaram admitir que o fundamentalismo militante islâmico era, na realidade, uma espécie de islamofascismo, terceira variante global do totalitarismo que os críticos mais acirrados vinham condenando há um quarto de século.

A esse problema soma-se a notória vantagem que os extremistas têm sobre os moderados pelo simples fato de gritarem mais alto. Nesse sentido, os jihadistas fanáticos estão expulsando um grande número de muçulmanos que só querem ser deixados em paz para praticarem sua fé no respeito pelos outros e pelas leis.

Essa é uma guerra ideológica, teológica e política, uma guerra que ultrapassa os mundos, as culturas, e o que chamamos, com razão, de civilização no sentido amplo. Essa é, em termos gerais, a nossa guerra.
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O texto acima foi escrito com dados extraídos do livro “Os Caminhos da Al-Qaeda – A História di Braço Direito de Bin-Laden”, de Montasser Al-Zayyat, tradução de Eduardo Rado, editora Outras Palavras; e do texto “A Guerra do Islã”, de Bernard-Henry Levy, publicado no Estado de São Paulo de 24/4/2016)


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

4 comentários:

Loumari disse...

Da Miedo... (Ça fait peur..?= - the amount of mosques in France

¡La conquista de Francia está casi en su final!

Alsacia

67 - Bajo Rhin (43 mezquitas)
68 - Alto Rhin (34 mezquitas)


Aquitania

24 - Dordogne (6 mezquitas)
33 - Gironde (31 mezquitas)
40 - Landas (2 mezquitas)
47 - Lot y Garona (18 mezquitas)
64 - Pirineos Atlánticos (5 mezquitas)


Auvernia

03 - Allier (13 mezquitas)
15 - Cantal (2 mezquitas)
43 - Alto Loire (3 mezquitas)
63 - Puy-de-Dôme (27 mezquitas)


Baja Normandía

14 - Calvados (8 mezquitas)
50 - La Mancha (7 mezquitas)
61 - Orne (10 mezquitas)


Borgoña

21 - Costa de Oro (21 mezquitas)
58 - Nievre (5 mezquitas)
71 - Saône-et-Loire (21 mezquitas)
89 - Yonne (17 mezquitas)


Bretaña

22 - Costas de Armor (3 mezquitas)
29 - Finisterre (7 mezquitas)
35 - Ille-et-Vilaine (10 mezquitas)
56 - Morbihan (10 mezquitas)


Centro

18 - Cher (9 mezquitas)
28 - Eure y Loir (17 mezquitas)
36 - Indre (2 mezquitas)
37 - Indre y Loire (9 mezquitas)
41 - Loir y Cher (8 mezquitas)
45 - Loiret (29 mezquitas)


Champaña-Ardenas

08 - Ardenas (11 mezquitas)
10 - Aube (23 mezquitas)
51 - Marne (22 mezquitas)
52 - Alto Marne (12 mezquitas)


Córcega

2A - Córcega del Sur (8 mezquitas)
2B - Alta Córcega (8 mezquitas)


Condado Franco

25 - Doubs (27 mezquitas)
39 - Jura (15 mezquitas)
70 - Alta Saône (12 mezquitas)
90 - Territorio de Belfort (8 mezquitas)


Alta Normandía

27 - Eure (26 mezquitas)
76 - Sena Marítimo (35 mezquitas)


Isla de Francia

75 - Paris (60 mezquitas)
77 - Sena y Marne (64 mezquitas)
78 - Yvelines (68 mezquitas)
91 - Essonne (40 mezquitas)
92 - Altos del Sena (51 mezquitas)
93 - Sena Saint-Denis (146 mezquitas)
94 - Valle del Marne (66 mezquitas)
95 - Valle del Oise (88 mezquitas)


Languedoc-Rosellón

11 - Aude (19 mezquitas)
30 - Gard (32 mezquitas)
34 - Hérault (41 mezquitas)
48 - Lozère (2 mezquitas)
66 - Pirineos Orientales (22 mezquitas)


Limousin

19 - Corrèze (7 mezquitas)
23 - Creuse (4 mezquitas)
87 - Alta Viena (10 mezquitas)


Lorena

54 - Meurthe y Moselle (35 mezquitas)
55 - Meuse (19 mezquitas)
57 - Moselle (48 mezquitas)
88 - Vosgos (18 mezquitas)


Pirineos medios

09 - Ariege (8 mezquitas)
12 - Aveyron (5 mezquitas)
31 - Alta Garona (25 mezquitas)
32 - Gers (8 mezquitas)
46 - Lote (4 mezquitas)
65 - Altos Pirineos (3 mezquitas)
81 - Tarn (13 mezquitas)
82 - Tarn y Garona (9 mezquitas)


Paso de Calais Norte

59 - Nord (103 mosquées)
62 - Paso de Calais (39 mezquitas)


Regiones del Loira

44 - Loira Atlántico (19 mezquitas)
49 - Maine y Loire (12 mezquitas)
53 - Mayenne (4 mezquitas)
72 - Sarthe (11 mezquitas)
85 - Vendée (2 mezquitas)


Picardie

02 - Aisne (13 mezquitas)
60 - Oise (34 mezquitas)
80 - Somme (15 mezquitas)


Poitou-Charentes

16 - Charente (4 mezquitas)
17 - Charente Marítimo (5 mezquitas)
79 - Deux-Sevres (5 mezquitas)
86 - Viena (3 mezquitas)


Provenza - Alpes - Costa Azul

04 - Alpes de la Alta Provence (7 mezquitas)
05 - Alpes Altos (0 Mezquita)
06 - Alpes Marítimos (42 mezquitas)
13 - Bouches-du-Rhône (98 mezquitas)
83 - Var (28 mezquitas)
84 - Vaucluse (32 mezquitas)


Rhône - Alpes

01 - Ain (38 mezquitas)
07 - Ardèche (15 mezquitas)
26 - Drôme (10 mezquitas)
38 - Isère (49 mezquitas)
42 - Loire (44 mezquitas)
69 - Rhône (82 mezquitas)
73 - Savoie (20 mezquitas)
- Alta Saboya (38 mezquitas)

Loumari disse...

Y después dicen que no tienen mezquitas para ir a orar. Hay un total de 2.248 mezquitas declaradas en Francia (y otras)
Francia está siendo invadida poco a poco y nuestras iglesias desaparecen
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MEZQUITAS EN NORUEGA


¡¡¡ Allah es felicidad !!!

El Gobierno Saudí y ricos donantes privados de Arabia Saudita, quisieron financiar Mezquitas en Noruega por más de decenas de millones de euros. Legalmente, ellos tienen derecho.

De acuerdo a la ley Noruega, en esa nación se permite a los países extranjeros apoyar financieramente a las comunidades religiosas, pero dada la importancia de estos fondos, el Gobierno debe aprobar la financiación.
Luego, el Ministerio de Relaciones Exteriores no sólo rechazó la financiación, sino que también ha respondido al Centro Islámico Tawfiiq, que: “sería paradójico y -contra natura- aceptar la financiación proveniente de un país que no acepta la libertad religiosa...”
El ministro de Relaciones Exteriores de Noruega, Jonas Gahr Støre declaró al Diario VG “Podríamos simplemente decir que No, que el Ministerio no lo aprueba; pero hemos tenido la oportunidad de añadir que la aprobación sería paradójica, ya que el simple deseo de establecer una comunidad cristiana en Arabia Saudita es considerado un delito”.
Todavía, noticias que nos llegan a través de la Red, se transmiten por todas las Agencias de Noticias, pero en una frecuencia que el Servicio Audiovisual Nacional Francés no recibe... ¡Así es la difusión!

¡Sea partícipe concreto de la difusión!

¡¡¡ SUGIERO QUE HAGA CIRCULAR ESTAS HISTORIAS !!!

El solo reenvío de este correo a 5 o más contactos, toma solo 30 segundos de tu valioso tiempo.

Loumari disse...

VOS APRESENTO AQUI O PERFIL DO FUTURO PRESIDENTE DA FRANÇA .
Para este caminho vamos.

https://youtu.be/pW05qf0Ksxw

Anônimo disse...

A mistura de religião e política sempre descamba para tirania. Acho que nenhum homem tem a capacidade de exercer os dois poderes ao mesmo tempo. Se existe um, grandioso, puro nas sua intenções e baseado na religião, não consegue ser político.