segunda-feira, 2 de maio de 2016

Por que sou candidato a Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por José Renato dos Santos

Olá, meu irmão! Você deve se perguntar por que sou candidato a Grão Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo. E, meu caro Irmão, eu vos respondo: A Maçonaria é uma Instituição essencialmente democrática, de tal forma que seus segmentos devem exercitar, entre si, uma relação de harmonia, sensatez e equilíbrio, condição necessária para que os objetivos comuns possam ser alcançados.

Nas sociedades democráticas, a lei reflete a vontade da maioria é um dos mecanismos institucionais utilizado para garantir a convivência harmoniosa de uma sociedade. Inclusive o respeito ao período para qual foi eleito.

O exercício da lei pressupõe submissão, mas como seus efeitos atingem a todos, indistintamente, se constitui, ao mesmo tempo, no único meio de se evitar a humilhação de muitos ante a vontade e a imposição de poucos.

A prepotência, a arrogância e a vaidade, atitudes próprias daqueles que se vislumbram como superiores aos seus pares se manifestam, de forma mais eloqüente no radicalismo, no fanatismo e na perfídia.

A humildade se traduz pela moderação, ponderação, pela tolerância, atitudes estas que inibem a tendência instintiva do ser humano de sobreviver e se sobressair ante aos seus iguais a qualquer custo e a qualquer preço, atropelando as regras de coexistência pacífica.

A humildade, para alguns homens, em especial os autocratas, tiranos e ególatras, não satisfaz sua vaidade natural, se tornando, para eles, numa virtude pálida, de pouca expressão e até certo ponto hipócrita, visto que imaginam que todos os demais pensam e agem como eles próprios.

Porém, a humildade não deve ser um conceito teorizado, mas exercida á todo momento pois se consiste numa das virtudes essenciais ao convívio humano, sobretudo, a um convívio respeitoso. Fraterna, como pretendemos que seja a Ordem Maçônica.

 Desta forma, como o homem é, por excelência, um ser moral, acredita-se que a moral e a ética se constituem a base da política, ainda que muitos supõe afrontá-la. Verdadeiro é, portanto, afirmar-se que o conteúdo ético inspira e informa, invariavelmente, o pensamento político e a sua conseqüência prática.

Menos para o ególatra, que atua de forma prepotente e se imagina especial e, porque sem nenhum tipo de valor ético, estabelece, com os demais, uma relação absolutamente opressiva e radical. Isto contraria a máxima de que “todos os segmentos de uma Instituição devem atender, prioritariamente, aos interesses de seus componentes”.

A radicalização, inimiga mortal da tolerância, não costuma residir nas idéias em si mesmas, mas no modo como se as apresentam e no processo pelos quais procura implementar para prevalecer. São as estratégias que os tiranos engendram e manipulam, delas se utilizam para impor seus saniosos interesses criando em torno de si relações promíscuas.

As idéias, em geral, nascem desprevenidas e desarmadas, como é próprio dos frutos do espírito. A característica humana mais perfeita e mais nobre se traduz pela capacidade do homem de produzir sua própria história. É através do trabalho - atividade humana por excelência - que o Homem melhora a natureza de si mesmo.

O trabalho é condição de transcendência, é a expressão da liberdade. Mas, o que dizer dos que não trabalham, (os famosos parasitas, aqueles que vivem á custa do suor dos outros)? Numa perspectiva ética, terão eles a verdadeira dimensão da liberdade ou vivem subjugados pelos vícios que frutificam na ociosidade?

Com toda certeza estarão inteiramente alienados e, nessa condição, agrilhoados nas masmorras da própria inconsciência. Escravos de suas paixões, míopes de sua fraqueza moral, imaginam-se “paladinos da moralidade”, comportamento, nitidamente, com algum fundamento patológico; num raciocínio grosseiro (próprio deles), parece que, inconscientemente, julgam os outros por si mesmos (eu sou... mas quem não é?).

É a triste constatação de que o insano perde tudo, menos a razão... Dele próprio. Ou seja, só enxerga a sua própria razão. Isto evidencia, ainda mais, o sentido da opressão. É o que acontece com certas lideranças, corroídas pelos vícios e pelo despotismo. Responsáveis por uma espécie de endemia amoral que ataca as instituições seduzem e corrompem consciências que em troca de “afagos“ (TÍTULOS, POSIÇÕES, GLÓRIA E OUTROS PRAZERES, se transformam em “incensadores”, em prepostos os famosos “capachos”, que não percebem que são exatamente os primeiros a serem pisados, pois é para isso que servem).

Alguns afirmam praticar a “gratidão” para com seus protetores. Na verdade, os tiranos, ao lado da ostentação e dos delírios de grandeza, adoram cultivar o clientelismo, maneira eficiente de subjugar as consciências entorpecidas e tê-las sob seu tacão. Outros há, ainda, que traem antigas convicções, quando são coptados pelo “esquema” do tirano, que lhes infla o ego, numa triste troca de adulações. Para as pessoas abduzidas, a dignidade é um estorvo, porque ela é mais compatível com a humildade, com a modéstia dos meios e das aspirações saudáveis do que com a opulência transviada, que se ostenta com vaidade ou oprime com arrogância.

Não importa de que forma se alcançam os objetivos - a ética é a grande ausente nesse processo – já que para ditas “lideranças” prevalece a teoria: “os fins justificam os meios”.

A sociologia chama de “teoria do golpe”, que valoriza os preceitos do êxito em todos os setores de atividade, pouco importando os meios. Assim, parece não haver lugar para as vozes severas, que advertem com a verdade. É um dos dramas da política moderna, no dizer de Jacques Maritain – “Há dois modos de compreender a racionalização da vida política.

O mais fácil – mas que termina mal - e o mais exigente, mas também o mais construtivo e progressista - é o meio moral, por meios que são próprio do homem, sua liberdade e virtude - eis o drama que se depara a história humana. O provérbio latino diz: “uno intinere non potest perveniri ad tam magnum secretum” (um só caminho não pode bastar para se chegar ao grande mistério).

 Eis a razão pela qual os que se orientam a partir da consciência livre apontam dois caminhos, aqui já sugeridos: Democracia e Humanismo. A trilha para alcançar esta meta exige alguma coragem, audácia e muita determinação. Roosevelt (Maçom), em mensagem ao Congresso Americano, em 1941, estabeleceu a síntese das quatro liberdades humanas essenciais, consistentes nos dois privilégios, clássicos - Liberdade de pensamento e de crença - e em dois outros, mais recentes - Libertação da necessidade e libertação do medo.

A democracia e o humanismo não se deixam macular pela tirania e possibilitam os meios adequados a que nos libertemos do medo das chantagens, dos agrados, das ameaças vis, do clientelismo, das práticas torpes que enodoam as instituições.

A liberdade de pensamento e de crença tem como corolário a “ação consciente”, capaz de realizar o bem comum. O poder é algo que pertence a todos os indivíduos, que o delegam em caráter transitório. Eis a essência da democracia.

O tirano, contudo, imagina que somente ele está preparado para exercitá-lo. Por isso a pretensão de sua perenidade, a ser obtida, através de si próprio ou por intermédio dos seus apaniguados.

Temos, todos nós, a capacidade para usar a “ação consciente” redentora, purificadora, afastando e restringindo os déspotas, perniciosos e opressores aos próprios delírios megalomaníacos. Eis, meus amados Irmãos, as razões que me levam a concorrer ao Grão Mestrado da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo.
Que o G:.A:.D:.U:. nos ilumine e ajude a promover a depuração e a reconstrução, através da ética, da decência e da dignidade, próprias dos autênticos homens que, efetivamente, são livres e de bons costumes.


José Renato dos Santos, Jornalista, é  Past Grão Mestre Adjunto da GLESP.  Membro ativo da  A\ R\ L\ S\ AMIZADE PIONEIRA 786 e duplo filiado à A\ R\ L\ S\ APÓSTOLOS DO HUMANISMO 567. 

2 comentários:

Anônimo disse...

171, MARIAS VAI COM AS OUTRAS, MAFIOSOS DA PIOR QUALIDADE HÁ NUITO VEM FAZENDO DA MAÇONARIA UMA QUADRILHA DE MARGINAIS QUE TIRAM PROFEITO DA BOA FÉ, ENTÃO PARAR COM ESSA MAFIA DEVE SER A MISSÃO DESSE NOVO SANGUE, MAS LEMBREM SE A ATUAL MAÇONARIA NESCESSITA DE UM RETORNO AS ORIGENS E UM PENTE FINO NOS SEUS INTEGRANTES...

Loumari disse...

E dize: Ouvi a palavra do Senhor, ó reis de Judá (os não cristãos), e moradores de Jerusalém (os cristãos): assim diz o SENHOR DOS EXÉRCITOS, O DEUS DE ISRAEL: Eis que trarei tão grande mal sobre este lugar, que quem quer que dele ouvir retinir-lhe-ão as orelhas.
Porquanto me deixaram, e profanaram este lugar, e nele queimaram incenso a outros deuses, que nunca conheceram, nem eles nem seus pais, nem os reis de Judá; e encheram este lugar de SANGUE DE INOCENTES.
Porque edificaram os altos de Baal, para queimarem seus filhos no fogo, em holocaustos a Baal (diabo)
Por isso, eis que vêm dias, diz o Senhor, em que este lugar não se chamará mais Tofeth, nem o vale do filho de Hinom, mas o VALE DA MATANÇA.
Porque dissiparei o conselho de Judá e de Jerusalém neste lugar, e os farei cair à espada diante dos seus inimigos, e pela mão dos que buscam a vida deles; e darei os seus cadáveres por pasto às aves dos céus e aos animais da terra.
E porei esta cidade em espanto e por assobio: todo aquele que passar por ela se espantará, e assobiará, por causa de todas as suas pragas.
(JEREMIAS 19:3)



"Judá e Jerusalém são os dois filhos de Abraão. O Bastado e o da promessa.
Jerusalém são os filhos da Virgem."


Lava o teu coração da malícia, ó Jerusalém, para que sejas salva; até quando permanecerão no meio de ti os teus maus pensamentos?
(JEREMIAS 4:14)


Mas isto lhes ordenei, dizendo: Dai ouvidos à minha voz, e EU SEREI O VOSSO DEUS, E VÓS SEREIS O MEU POVO;
e andai em todo o caminho que Eu vos mandar, para que vos vá bem.
Mas não ouviram, nem inclinaram os seus ouvidos, mas andaram nos seus próprios conselhos, no propósito do seu coração malvado; andam para trás e não para diante.
(JEREMIAS 7:23)



Filho do homem, dirige o teu rosto para o caminho do sul, e derrama as tuas palavras contra o sul, e profetiza contra o bosque do campo sul.
E dize ao bosque do sul: Ouve a palavra do Senhor: Assim diz o SENHOR JEOVA: Eis que acenderei em ti um fogo que em ti consumirá toda a árvore verde e toda a árvore seca: não se apagará a chama flamejante; antes, com ela se queimarão todos os rostos, desde o sul até ao norte.
E verá toda a carne que EU, O SENHOR, O ACENDI: NÃO SE APAGARÁ.
(EZEQUIEL 20:46)